terça-feira, 26 de outubro de 2010

AUTONOMIA DAS ESCOLAS COMO BASE DA GESTÃO DEMOCRÁTICA


A escola é o espaço privilegiado para a construção de saberes essenciais que habilitem o individuo a ter uma vida em sociedade, de forma ética, critica e digna. Uma educação de qualidade é o passaporte para uma atuação cidadã. Dá ao individuo as condições para usufruir dos direitos e garantias individuais e coletivos estampados na Constituição Federal da nação.
É nas escolas de educação básica que o modelo de sociedade e de nação que desejamos se concretiza. É nela que a criança entra aos seis anos e, se tudo correr bem, sairá aos dezessete. Valores como democracia, liberdade, cidadania e autonomia, são espinhas dorsais para que uma nação seja saudável, justa e solidária. A escola além de ser um mecanismo de construção e transmissão de saberes é também o espaço de transmissão de valores e concepções éticas universais, capazes de criar uma identidade nacional e planetária, pautada na co-responsabilidade social e ambiental com a vida em todas as suas manifestações e dimensões.
Diante do exposto fica patente a urgência em discutir os modelos de gestão dos espaços escolares, isso porque a qualidade das organizações e, com as escolas não é diferente, depende, dentre outros aspectos das formas de gestão que se pratica. Geralmente nossas escolas tem sido espaço de barganhas políticas, isso é percebido em muitos Estados da Federação, mas é nas esferas municipais que tais práticas vem sendo disseminadas. Os cargos de gestores/diretores de escolas são ocupados por indicações políticas de prefeitos, vereadores ou lideranças comunitárias. Há uma precarização da carreira e da função. Desconsidera-se os Planos de Carreira. Torna a estrutura gestora da escola num apêndice dos interesses de grupos políticos do município. Os resultados são desastrosos no processo de ensino e aprendizagem.Martins (1994, p. 22) define a administração como "processo de planejar para organizar, dirigir e controlar recursos humanos, materiais, financeiros e informacionais, visando à realização de objetivos". A gestão é, portanto o mecanismo disponível para que a organização atinja seus objetivos e metas.
A gestão de uma escola foge ás concepções de administração em uso no mundo empresarial. Estas são espaços de formação, de alicerce e de construção do conhecimento. Tudo na escola tem por escopo o ensino e a aprendizagem, não só dos alunos, mas de todos os que militam na educação e porque não dizer, de toda a comunidade interna e externa a ela. A escola tem que dar exemplo! Se tivermos uma escola autoritária, sem mecanismos de abertura ao diálogo, os que por lá passam poderão ter dificuldades de aceitar posicionamentos e concepções democráticas no dia a dia. Apesar de constituir se numa organização, inserida na lógica da sociedade capitalista pós-moderna, tem assim como toda empresa/organização seus fins. É um risco equiparar a escola a uma empresa capitalista, pois as mesmas tendem a atribuir um caráter até de reprodução das mazelas e desigualdades. Caráter que deve ser suplantado por toda instituição escolar. É crescente a concepção de que é a escola a grande responsável pela libertação e promoção da autonomia humana frente ao sistema. É papel da escola a formação do sujeito crítico e autônomo; a formação do homem enquanto ser social; a produção e socialização de conhecimento; a sistematização do saber historicamente produzido pelos homens nas relações sociais que estabelecem entre si seja no trabalho, na escola ou nas demais instituições sociais existentes; a formação do indivíduo para o trabalho, dentre outros.
Tais concepções têm ganhado espaço no cotidiano das escolas desde os anos 70, quando educadores, professores, especialistas, funcionários e organizações começaram a rediscutir o papel da escola. Os modelos de gestão centralizadores, com indicações políticas e que de certa forma engessam a participação da comunidade escolar começam a ceder, não só pelo comprovado fracasso. A Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 9394/96 – LDB fixaram a gestão democrática como princípio balizador para a gestão das escolas públicas.
A gestão democrática é uma conquista de educadores e de toda sociedade mas constitui um enorme desafio. Requer quebrar toda uma lógica de centralização que por séculos tomou conta dos espaços educacionais públicos, e o primeiro desafio a nós parece que seja a discussão da autonomia escolar. Pensando assim acreditamos que estejamos contrariando a maioria da literatura sobre o assunto, que dá á eleição para o cargo diretor de escola o pontapé inicial para o sistema de gestão democrática, depois dão ênfase aos instrumentos como a constituição dos Conselhos Escolares e outras formas de participação como a construção coletiva da Proposta Política Pedagógica (PPP).
Priorizar a construção da Gestão democrática iniciando pela discussão da autonomia me parece ser o procedimento mais acertado, o que no caso do Brasil foi sacramentado no artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), no Art. 12, II, onde leciona que os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros.
Nasce deste imperativo legal a legitimação da autonomia da escola, fica claro que a Lei não criou a autonomia da escola. É esta a legitimação de um anseio da sociedade brasileira descontente, desde os anos 70 com os rumos da educação nacional. A partir daí começa a construção desta autonomia. A construção se dá no chão da escola, sendo o gestor um importante articulador deste processo.
A autonomia da escola, segundo VEIGA (1998, p. 16-19) pode ser as seguintes:
Autonomia Administrativa – consiste na possibilidade de elaborar e gerir seus planos, programas e projetos; Autonomia Jurídica – diz respeito à possibilidade de a escola elaborar suas normas e orientações escolares em consonância com as legislações educacionais, como, por exemplo, matrícula, transferência de alunos, admissão de professores, concessão de grau; Autonomia Financeira – refere-se à disponibilidade de recursos financeiros capazes de dar à instituição educativa condições de funcionamento efetivo; Autonomia Pedagógica – consiste na liberdade de propor modalidades de ensino e pesquisa. Está estreitamente ligada à identidade, à função social, à clientela, à organização curricular, à avaliação, bem como aos resultados e, portanto, à essência do projeto pedagógico da escola.

Não se constrói gestão democrática sem autonomia das escolas. Seja autonomia Administrativa, Jurídica, Financeira ou Pedagógica. Outro contraponto é o engodo da eleição direta para diretores/as de escolas. Administradores (governadores e prefeitos) não raramente batem no peito por estarem permitindo a eleição de diretores, e bradam aos quatro ventos de que estão fazendo gestão democrática. Repito sem autonomia, mesmo os diretores eleitos não possuem mecanismos de promoção das praticas democráticas. Portanto o pontapé inicial de toda gestão democrática consiste na construção e manutenção da autonomia escolar.
Sensibilizar a comunidade externa (pais/responsáveis) e interna (alunos e profissionais da educação) é responsabilidade do poder publico, seja no âmbito estadual ou municipal. A gestão democrática, estampada como principio da Educação Básica na Constituição Federal, é um processo, que inicia com a discussão no âmbito de cada escola sobre a sua autonomia, a importância de participar da vida da escola, principalmente em se tratando de pais e ou responsáveis, política das secretarias no sentido de deixar as escolas executar seus projetos, inclusive 100% dos repasses diretamente ás unidades escolares, descentralizando assim os recursos da educação, constituição de Conselhos Escolares representativos de segmentos da comunidade escolar para discutir, executar e prestar contas dos recursos recebidos, promover e incentivar no âmbito das escolas ações de protagonismos juvenis como os Grêmios Escolares, construção coletiva e participativa das propostas Políticas Pedagógicas (PPP) e a eleição direta de diretores/as.
Os gestores que estejam dispostos a realmente implementar a gestão democrática, antes de promover a eleição de diretores deverão chamar a comunidade para a escola. A família, os profissionais deverão sentir se partes da gestão da escola. Discutir enfim como se faz e se constrói a autonomia escolar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Papel das Elites : Uma reflexão Necessária

Cuiabania é bairrista e tem a cabeça no século 19, diz leitor cacerense
Romilson Dourado
O leitor cacerense Orlandir Cavalcante, em comentário postado na matéria ilustrada com charge e com o título "Depois de colar em Wilson e Mendes, 3 prefeitos se reaproximam de Silval", levantou uma discussão contundente, mas polêmica e que provoca a ira de muita gente. Segundo ele, uma das razões do candidato a governador Wilson Santos (PSDB) ter amargado derrota nas urnas foi centralizar o discurso em defesa da chamada Cuiabania e não de forma plural e, para piorar, transferiu culpa por problemas na saúde pública da Capital aos municípios interioranos.

Na avaliação de Cavalcante, Wilson não se desvinculou da cuiabania, que ele define como esta tal elite política/econômica que vive com a cabeça no século XIX. Foi mais longe. Comenta que a "Cuiabania nunca gostou de Mato Grosso" e a vê como elite bairrista. "Imagine se alguém vai votar em um candidato que joga a culpa do caos na saúde no interior? Ainda que seja verdade, isto não pode ser externado em um momento eleitoral". Cavalcante afirma que sempre considerou Silval um avatar do ex-governador Blairo Maggi. Avalia que a vitória do peemedebista se deveu não à trajetória política, mas ao discurso inovador e não bairrista, "coisa que a fina flor da política da cuiabania, no caso Wilson, não conseguiu externar e transformar em votos nas urnas. Enfatiza que em Cáceres, onde o governo, em tese, teria uma maior rejeição porque não deixou nenhum legado na região, Silval acabou "abocanhando" mais votos que os adversários.

O leitor dispara também contra a elite política e econômica de Cáceres, que tenta, a todo custo, apoiar politicamente a cuiabania. E faz comparativo: "(...) se por uma lado a Cuiabania tem concepções do século XIX, a Cacerensia tem a cabeça no século XVIII! Caceres mudou, o discurso bairrista tem que ceder espaço para o novo, caso contrário teremos sempre uma população miserável, que em muitos casos vende seus votos enquanto a elite trabalha para candidatos de fora (...).

Eis, abaixo, o comentário do leitor acerca da derrota de Wilson, Cuiabania e Cáceres

Dia desses fui questionado por uma pessoa, que, como eu, se dizia indignada pelo fato de Cáceres, com o peso que tem não conseguir mais uma vez eleger um representante digno. Dizia a ela, quando elege alguém são geralmente indignos e estão sub judice . Mas o que mais me intrigou foi a indignação do meu interlocutor ao fato de Silval ter vencido em Cáceres. Realmente é de arrepiar. O governo Blairo/Silval não deixou nenhum legado em Cáceres, só promessas e mais promessas. O candidato do prefeito Túlio levou uma lavada, ficou em terceiro lugar. A derrota de Wilson foi sacramentada pelo discurso, muito ligado à Cuiabania, esta tal elite política/econômica cuiabana, orgulhosamente denominada de Cuiabania, vive com a cabeça no século XIX. A Cuiabania nunca gostou de Mato Grosso. A Cuiabania é parasita e bairrista.
Imagine se alguém vai votar em um candidato que se joga a culpa do caos na saúde no interior? Ainda que seja verdade, isto não pode ser externado em um momento eleitoral! E as musiquinhas com fundo e a base de ganzá e mocho? Na verdade, eu sempre considerei Silval um avatar de Blairo, mas o que fez ele ganhar não foi sua trajetória política, mas sim o seu discurso inovador e não bairrista, coisa que a fina flor da política da Cuiabania (Sr. Wison Santos) não conseguiu externar e transformar em votos nas urnas. O mais triste é perceber que a elite política e econômica de Cáceres (os ditos boas famílias, tradicionais ou de nome como se fala por aqui) tentam a todo custo apoiar politicamente a Cuiabania, com um agravante, se por uma lado a Cuiabania tem concepções do século XIX, a Cacerensia tem a cabeça no século XVIII!
Caceres mudou, o discurso bairrista tem que ceder espaço para o novo, caso contrário teremos sempre uma população miserável, que em muitos casos vende seus votos enquanto a elite trabalha para candidatos de fora, pois vêem as eleições como um momento para trocar de carro, comprar uma casa ou preparar terreno para a próxima eleição municipal, é assim as coisas se repetem a cada dois anos.
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Orlandir Cavalcante, em comentário postado no blog acerca da matéria "Depois de colar em Wilson e Mendes, 3 prefeitos se reaproximam de Silval
CONSIDERO SEMPRE AS CRITICAS, ELAS ME AJUDAM A MELHORAR, MAS NIGUEM MERECE QUE AS RESPONDA PUBLICAMENTE, POIS ALGUMAS SÃO FRUTOS DE INTOLERANCIA E DA INCAPACIDADE DE ACEITAR NOVAS FORMAS DE ANALISAR .....------------------------------------------------------------
Jorge Bom Despacho Marques Fontes | 10/10/2010 23:38
CUIABÁ

Cabeça no século XIX é voce leitor Cacerense, que ainda não acordou para a vida, para o futuro, vive assustado achando que Solano Lopes vai invadir Mato Grosso e chegar com sua tropa ate Caceres, se o CUIABANO fosse realmente bairrista, Mauro Mendes `Pau Rodado` não seria o mais votado em Cuiaba, todo poder emana do povo e isso deve ser respeitado, se os representantes de Caceres não agradam ao caro leitor, saia candidato, enfrente as urnas ou ajude a eleger um representante digno aos seus olhos, para representar a Princesinha do Paraguai, daqui a 2 anos teremos eleições municipais, comece as mudanças ai no seu municipio, e deixe que nós Cuiabanos sabemos muito bem eleger os nossos representantes, prova disso é a votação que Mauro Mendes e José Pedro Taques tiveram em Cuiabá, acorda leitor, Ezequiel e Portugues são deputados eleitos por cidades com densidade eleitoral bem menor que Caceres, atrassado está voce com todo respeito.


João Batista | 10/10/2010 18:50
Cáceres

esse tal olandir cavalcante é um puxa saco que viu frustrado o seu desejo de assumir uma secretaria na prefeitura, por isso essa revolta... e ainda por cima, nem cacerense é, não tendo, portanto, qualquer legitimidade para falar em nome do povo cacerense... vai te catá rapaz, vai procurar sua turma...


Marcelo Cuiabano | 10/10/2010 18:37
Cuiaba

Sou goiano e estou aqui a 20 anos em Cuiaba. Quem conhece um grupo de senhores com idade com idade acima de 60 anos (uns 20) que se encontram toda semana para discutir principalmente politica!!! Ali com algumas excessões esta a fina flor da cuiabania. A tão falada CUIABANIA que podemos incluir ainda (Rodrigues Palma, João Malheiros e outros). Não estou falando de cultura (cururu siriri etc) politica. A CUIABANIA não tem força para eleger ninguem, é dificil achar Cuiabano (procura pra vc ver) moro no Jardim Cuiaba, na minha rua (ruas das orquideas) tem 42 casas tem 04 de Cuiabanos, o resto é de goiano como eu, paulistas, paranaenses, gauchos, mineiros e ate POCONEANO!!! ou seja eles estão em extinção. DESAFIO voce que esta lendo agora e que mora aqui em Cuiaba, faz uma pesquisa aí na sua rua, se tem mais cuiabano ou gente de fora. Vamos para a noite. Entre em qualquer barzinho, churrascaria, restaurante, boates e ate zona e prucura se o dono é Cuiabano (ate o chopão é de gente de fora), voce pode acha em cada dez um e olha lá. A PRAÇA POPULAR hoje a maior concentração de moças bonitas, boys malhados, gays, empresarios etc. vai lá e pergunta quem é cuiabano levanta a mão!!! a maioria são filhos de empresarios que veio de fora ganhou dinheiro e com todo direito vai lá desfilar seu carros e roupas de griffe. Ate as casas dos cuiabanos lá foram compradas e transformadas em comercio dando um salto no valor do imovél, além da pressão ou vende a casa ou não tem mais sossego a noite. Então meus amigos é por isso que candidatos de fora tem mais votos do que os Cuiabanos!!! não tem Cuiabano aqui em Cuiaba (procure, vc acha um o outro). E pare de falar que a FINA FLOR CUIABANA não concorda com essa ou aquela candidatura, ela não tem força pra nada em se tratande de POLITICA, é so ver o resultado das ultimas eleições!!! Quem é o governador?? de fora Senador?? de fora quem é o deputado mais votado (federal) de fora. o Estadual?? de fora o Ultimo prefeito de Cuiaba?? de fora o atual?? de fora SECRETARIADO DO GOVERNO??? ta tentando lembra de um CUIABANO??? poie é não tem. SECRETARIADO DA PREFEITURA??? tem um (aleleluia!!!). Finalizando, sou goiano, amo essa terra, não saio mais daqui, tenho 03 filhos uma cuiabana (loira, olha a cor da minha cuiabana), sou feliz aqui e vou morrer aqui. HAA IA ME ESQUECENDO O ROMILSON DOURADO QUE FAZ O MELHOR SITE POLITICO TAMBEM NÃO É DAQUI


Otaviano | 10/10/2010 18:36
cuiabá

O cacerense esqueceu de falar que é fanatico pelo ABICAIU, veja suas defesas petistas em suas declarações.... Não percebeu que o que derrubou sua ala do PT foi a arrogancia de tentar se juntar aos ruralistas... CUIABÁ FEZ CERTO....deu um tchau aos trairas


Antonio Alves | 10/10/2010 18:32
Cuiabá

O leitor Cacerense parace que é leigo em politíca, a derrota de Wilson Santos se deu por ele não ter conseguido agregar apoio, o Silval agregou apoio de que vai de trabalhadores rurais (representados na aliança com o PT),de comunista do PCB do B, até homens do agronegócio ,a turma da botina do Blairo,em verdade uma aliança estranha,pois o Silval que manadava riparsem-teras teve apoio irrestrito do PT, que se identifica com movimentos sociais.Me causou estranheza ver em Rondonopolis Blairo,Silval,Abicalil e o ficha suja Pedro Henry.Mas agora pensando bem ,aacho que estou realmente atrasado,a aliança do Sinval com esses partido de origem antaônica deve representar a modernidade,eu que devo estar atrasado mesmo.


Paulo | 10/10/2010 18:32

Caro comentarista RONEI DUARTE, quando se fala em cuiabania pensamos, devemos pensar, naquele suposto grupo que pretende justificar as mazelas políticas com a existencia de uma tradiçao do jeitinho. Enfim, culturalmente a cuiabania existe, mas politicamente não passa de um grupo político que se aproveita da linda cultura cuiabana para se aproveitar e justificar comportamente que na verdade não traduzem o modo de vida tradicional.


Dayann Nascimento | 10/10/2010 09:09
Cuiabá

concordo com essa coisa de ser bairrista, cara do wilson mesmo, mas ja que o cacerense diz que não houve legado em caceres pede para ele mandar o ótimo hospital regional inaugurado por la para Cuiabá! vejo que aqui as mentes podem ser retóricas, mas não se esquecem facil com as mentes atualizadas de cáceres


Ronei Duarte | 10/10/2010 09:04
Cuiabá - MT

Discordo completamente da análise feita pelo leitor cacerense. A baixada cuiabana e por conseguinte "a cuiabania" com seu peso de maior colégio eleitoral , ainda hoje é a grande responsável pela decisão da eleição em MT. Porém, de forma alguma pode ser considerada bairrista,haja vista que, candidatos do Estado inteiro obtém votos da cuabanidade. Ao contrário do que acontece nas cidades do interior do Estado onde existe verdadeiros currais eleitorais com candidatos nativos saindo das urnas com mais de 50% dos votos locais. Justamente por não ser bairrista é que Blairo Maggi foi eleito governador por dois mandatos contra o cuiabano de chapa e cruz Antero Paes de Barros. Os resultados demonstram claramente que os candidatos considerados "paus rodados" venceram na cidade de Cuiabá nas três últimas eleições, senão vejamos os dados do TRE/MT: Em 2002 BLAIRO BORGES teve 99.045 -ALEXANDRE LUIS CÉSAR 81.825-ANTERO teve 76.500. Em 2006: BLAIRO MAGGI 154.534 X ANTERO 70.145. Em 2010 MAURO MENDES 127.415 - SILVAL BARBOSA 102.640 e WILSON SANTOS 66.693. Onde está o bairrismo do cuiabano caro leitor??? Creio que foi justamente por não existir bairrismo que Wilson Santos fez um programa equivocado. Agora referindo-se apenas a uma elite política oligárquica cuiabana, aí sim concordo com voce que estão no século passado, pois todas as oligarquias sempre são representação do passado de privilégios e prerrogativas advindas do seu status de elite,portanto, são sempre atrasadas e retrógadas, não permitindo o acesso de estranhos do grupo no processo eleitoral,especialmente, nos cargos majoritários para não perderem seu poder político que lhe trás grandes dividendos na esfera econômica. Fato que impede o surgimento de novas lideranças e oxigenação no sistema político causando com o tempo a sua própria asfixia eleitoral. Apesar de algumas oligarquias ainda conseguirem se manter timidamente nos cargos do legislativo realizando verdadeiras alianças entre sí. A grande leva de migração ocorrida nos anos 80,especialmente do Sul do país,passados três decadas, atualmente está na sua terceira geração em Cuiabá e em MT, isto significa que são filhos e netos dos imigrantes que se misturam através de laços de parentescos com os matogrossenses nativos não tendo mais sentido suscitar uma pretensa divisão entre "chapa e cruz" e e "paus rodados", especialmente em invocar a categoria bairrismo. Hoje todo "chapa e cruz" tem um "pau rodado" na família e todo "pau rodado" tem um "chapa e cruz" na sua.


Anair Cunha | 10/10/2010 09:02
Cáceres

Ao ver a charge ontem do Prefeito Túlio e outros batendo à porta do Governador Silval, identifiquei com uma atitude inteligente, a humildade sempre foi e sempre será inteligente...deixemos o discurso e vamos à ação. Elegeram-se os candidatos que o povo escolheu, a forma da escolha revela a educação de toda uma sociedade, porém acredito que o exemplo de nossa consciência democrática está na eleição do Senador Pedro Taques, por que demonstrou sabedoria em suas palavras. Maggi por que trabalha e assim temos bons exemplos de eleitos., como temos péssimos serviçais da ditadura enrijecendo o jogo democrático. Neste sentido enalteço a mensagem do Governo Lula, Mato Grosso é um Estado de todos, assim como o Brasil é um País de todos, e a história continua sendo construída sempre pelos homens de bem, os demais terão o seu fim, mais cedo ou mais tarde.


Marcio | 10/10/2010 08:59

tem comentrista que gosta de aparecer...uma deles deve ser esse cidadão que postou esse materia...todos e tudo tem defeito, voce deve ter os seus...


Antonio | 09/10/2010 23:21
Chapada dos Guimarães-mt

Moro aqui em Chapada dos Guimarães,sou da baixada cuiabana, cuiabano, e procuro assim como mtos, defender os interesses da minha região, quero crer que nós somos sábios, principalmente na hora de votar, não aceitamos politicas e nem politicos mentirosos.Wilson Santos, não teve sucesso porque mentiu,não cumpriu o que prometeu, deixou Cuiabá na mão do seu vice(com todo respeito), para aventurar numa eleição na qual havia prometido para o povo sábio cuiabano, que iria administrar até o fim do governo. Wilson Santos não perdeu pelos problemas apontados na saúde, infra estrutura etc e tal, perdeu porque não cumpriu o que combinou com o povo sábio cuiabano. O cuiabano é unido quando precisa eleger e unido quando precisa derrotar alguem.Cuiabano é bairrista, é sim, e é assim que deveriamos todos ser, como brasileiros, patriotas, apaixonados. Que me desculpe o leitor Cacerence, mas a sua avaliação é simplesmente pífia, prova que o amigo não tem conhecimento da nossa história, o Cuiabano e/ou melhor nós da baixada Cuiabana temos a cabeça no futuro, se assim não fosse Cuiabá com o seu calor humano não seria ainda, o melhor lugar para se viver. Que pena, que o amigo leitor não conhece a capital do Estado de Mato Grosso, que ajudou a eleger um Governador, comprometido em dar continuidade aos grandes projetos do ex-governador e atual Senador Blairo Maggi.Cabeça no século XIX é vce leitor Cacerense, que ainda não acordou para a vida, para o futuro. VCE SABIA QUE O HOMEM JÁ FOI A LUA?


Denis | 09/10/2010 23:20
CUIABÁ

olha só caceres e região foi onde mais se votou em deputado que num pode sentar na cadeira e nem tem os votos computados por ficha suja, vejam só em que seculo se encontra então a cabeças desses eleitores... XVII, XVIII por ai, e a cuiabania é que é bairrista


Mauro Cesar Souza | 09/10/2010 23:18
Cuiabá

A burguesia ruralista tomou conta de MT. Sou cuiabano com muito orgulho e acompanho esse movimento migratório em MT. Uma amiga de muito tempo me advertiu: o DANTE DE OLIVEIRA é o ultimo dos moicanos. Depois disso passei a refletir melhor, percebi que o movimento cultural dos "gaúchos" foi muito marcante em Cuiabá, era quase que uma imposição sobre uma capital de quase 300 anos. Para fazer frente a esse movimento surgiu MUXIRUM CUIABANO e outras formas de manifestação da cultura local e Cuiabá passou a respirar. Face a crescente interiorização do agronegócio, Cuiabá nao tem vocação agricola e sim de serviços, essa "onda" foi empurrada pro interior, cidades foram formadas com a imposição cultural e de costumes desses "pau rodados", MT cresceu, progrediu, mostrou a força de sua terra e a "turma da botina" prosperou, gerou riquezas, e Cuiabá como não podia deixar de ser acompanhou tal crescimento, fortalecendo ainda mais sua vocação em serviços. Mas ao mesmo tempo em que cresce uma bruguesia ruralista, cresceu com ela uma nova legião de politicos, diga-se de pasagem de todos os matizes. E foram tomando conta de MT, fundando cidades, se colocando e projetando-se no plano estadual, a Assembléia Legislativa que outrora tinha uma elite sulista inconformada, mudou de figura passou a dividir espaço com essa "turma da botina". Cáceres já teve papel de destaque no cenário politico de MT, se hoje sucumbe a insignificância de suas representações é por culpa de seus próprios habitantes, essa reflexão o povo laborioso cacerense precisa fazer. Cuyabá por sua vez deve renovar sua classe politica, novas lideranças devem ser formadas, e vejam como a povo é sábio, se novas lideranças não surgem, olhem o resultado dessas eleições: nenhum vereador cuyabano foi eleito deputado, pq será? Quando os analistas dizem que SB foi o grande vitorioso dessas eleições, se esqueçem de fazer uma análise clara sobre os votos nulos e brancos e as abstenções, quem em muito superam os votos de muitos eleitos. Imagine o que vem por ai na próxima eleição municipal.


Clementino Nogueira De Sousa | 09/10/2010 23:17
Cuiabá

O discurso identitário é efeito discursivo de uma lógica arborescente que produz automaticamente uma maquina binária, que nega a diferença e a pluralidade.Portanto devemos combater o pensamento identitáriotanto em Cuiabá como em Cáceres,mas sem anacronismo.Abraços


Diogenes | 09/10/2010 23:15
Araputanga

Silval só ganhou porque iludiu bem o povo e povo adora ser enganado, o site deve fazer uma atitude boa, divulgar todas as sua promessas de campanha, quero ver aonde ele vai conseguir tanto dinheiro para construir tanto hospital regional, só se ele fazer empréstimo ao FMI, ou BNDES. Aliás esse site tem que fazer mais atos de efetivos serviços de informação ao cidadão, já que ele cobre todo o Estado, deveria mostrar qual a arrecadação do Estado e suas despesas, bem como ao do TCE Assembléia Legislativa, mas não é abrir um link direto é o site mostrar os números...


Adelson Kaduch | 09/10/2010 23:12
cuiaba

fica assim então quando alguem da sua familia ou conhecido tiver morrendo por ai,por falta de medico pega ele e leva pra matupa então. terra do silval. podemos e somos bairristas e cuiabanos com muito orgulho e amor, mais ainda temos deputados eleitos, e em materia de povo atrasado e só ir a caceres e ver,sem comentários. ps: ve se cuida pelo menos da bahia que ta sumindo na suas caras ao inves de ficar conversando lorota.


Jacinto Leite | 09/10/2010 23:10
cuiabá

ESSE CACERENSE FRUSTADO NAO SABE O QUE FALA. WILSON SÓ PERDEU PORQUE O CANDIDATO VENCEDOR USOU O PODER ECONOMICO PRA GANHAR ELEIÇAO. PORQUE VOCE NAO CANDIDATA A DEPUTADO PRA REPRESENTAR CÁCERES?


Psw | 09/10/2010 19:28
cuiabá

Tenho que discordar em número, gênero e grau do que foi escrito pelo esforçado leitor.Primeiro que a vitória ocorrida na capital não foi do SB tampouco de WS, foi de um homem migrante de Goiás erradicado nesse estado há 20anos.Assim, essa tese de cuiabania bairrista já cai por terra.Foi muito importante WS ter escancarado que a responsabilidade do caos na saúde ser do próprio Estado.Vou mais além , SB ganhou graças a Maquina pública.Valeu-se disso para barganhar apoios e isso ele nao conseguiu em Cuiabá. O caro leitor acertou quando disse que o discurso de SB foi plural, mas essa pluralidade na verdade foi expressa em $$.Desse discurso ,a tal "cuiabania" dita pelo leitor, já ta cansada e provou isso nas urnas.Agora o voto de cabresto ocorria no seculo passado , mas essa prática foi muito bem aplicada no interior pelo PMDB.Logo, o tal discurso plural nada mais foi que a repaginada do voto de cabresto.Entao, caro leitor, não é o povo da baixada cuiabana que vive nos séculos passados.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Porque votar em SERRA.......

"Cansei...Basta"! Vou votar no SERRA, do PSDB.




Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega...

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei dessa história que o LULA inventou de trazer a Copa do Mundo e as Olimpiadas pro Brasil, isso aqui vai virar um caos, essas coisas são para acontecer em Paris, Londres, Madri, Miami, não aqui, nesse pais de analfabetos e bandidos.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,SBT,Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar
que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.”

Deixa essa gente pobre, sem classe, fedida, morta de fome votar em quem da algumas coisa pra eles! Eu to bem assim, não voto na DILMA nem morta!

Texto: Glorinha Monteiro de Carvalho

segunda-feira, 28 de junho de 2010

LIBRAS nas escolas



Vivemos em uma cultura legalista, quero dizer que na sociedade brasileira as mudanças são, na maioria das vezes, precedidas por leis. Se por um lado as leis emanam dos anseios populares, estas deveriam ter aceitação por parte de todos. Infelizmente não é este o movimento que vemos, temos criticas ao ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) só par citar um exemplo mais evidente, chegam a acusar a lei, neste caso de ser a responsável pelo aumento da marginalidade e o crescimento da criminalidade. O foco da lei não é sequer ressaltado pela mídia e por grande parte da sociedade, que é a proteção á criança e ao adolescente.
Mas por que este antogonismo? Porque as leis afirmativas e ou protetivas geralmente não contentam e não possuem o apoio da maioria do corpo social? Respondo que se resume a situação assim: são leis que resguardam e protegem direitos de grupos e pessoas historicamente excluídas.
No caso especifico da Lei 10436, que prevê a obrigatoriedade do Ensino/Uso da LIBRAS nas escolas devemos pontuar o seguinte: A pessoa surda tem uma outra língua. A língua Portuguesa é uma segunda língua. A linguagem é uma individualização da pessoa, portanto é pela linguagem que a pessoa humana marca presença no mundo real. É pressuposto da cidadania. Sem linguagem o ser humano descaracteriza como tal.
Valorizar o Ensino de LIBRAS é dar á pessoa surda a condição de cidadão. Promover a cidadania é uma das funções sociais da educação e do espaço escolar. Negar a LIBRAS ao surdo e a todos que o circunda como a escola, família e grupos sociais é excluir a pessoa humana surda. A escola, dentro de uma perspectiva inclusiva obrigatoriamente tem que promover ações no sentido de inserir cada vez mais o surdo. Por fim entendo que a aplicação da Lei 10436 nas escolas é antes de tudo o cumprimento de duas das principais funções sociais da escola. Inclusão e Cidadania.
Fica claro que tal obrigação deverá ficar a cargo da direção da Escola, esta é a única credenciada a provocar os órgãos centrais ( secretarias de Educação ) para pensar políticas publicas para o atendimento da demanda: Tais políticas, ao meu ver devam ser no sentido de:
1 - Levantamento da demanda
2 – levantamento do material humano ( professores capacitados para trabalhar com LIBRAS)
3 – Proposta de formação continuada para os professores e funcionários de escolas em LIBRAS;
4 – Divulgação da Linguagem LIBRAS para a comunidade escolar e famílias dos alunos/as surdos/as.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Escapismo.............


Uma colega de trabalho entrou na sala, disse bom dia e já foi logo desabafando – Viram o que falaram de Cáceres no Jornal “A Gazeta”? Disseram que Cáceres vive do tráfico de drogas!!!
Claro que, logo alguém fez uma ironiazinha aqui, outra ali mas o assunto começou a ficar sério!!! Minha colega não deixou para menos! – Não admito que fale assim de minha cidade! Somos um povo trabalhador!
As coisas foram se assentando e descobri que tratava se de uma reportagem do Jornal “A Gazeta”, assinada pelo jornalista Fernando Duarte, enviado especial para cobrir o 2º Encontro de Fronteira. A reportagem traz relato sobre o encontro e o depoimento das autoridades presentes, sendo que a frase polemica foi atribuída a um magistrado de Cáceres.
Com certeza o enfoque foi extremamente infeliz, atribuir ao narcotráfico a origem da riqueza que circula em Cáceres é no mínimo uma postura deselegante, preconceituosa e sobretudo discriminatória. Não me sinto confortável diante destas declarações, que não passa de desinformação e que em nada reflete a garra e a luta deste povo que aqui vive e consegue de forma honesta criar seus filhos, constituir seus empreendimentos e manter esta cidade como um dos pólos econômicos deste Estado de Mato Grosso.
Por outro lado, como bom cidadão de Cáceres, procurei ler a reportagem. E uma coisa me chamou a atenção! O comportamento das autoridades frente ao problema. Todos tiraram o corpo fora! Foi um verdadeiro jogo de empurra. Ninguém assumiu responsabilidades. Destaco as seguintes escapadas:
1. A culpa é da prefeitura : Cáceres ainda não recebeu o valor de R$ 800 mil pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), para a construção de central de monitoramento por 20 câmeras, pois a administração de Cáceres ainda não fez a assinatura!
2. A Culpa é da Bolívia de Evo Morales e Venezuela de Hugo Chavez ! Pronto. Parece que encarnaram o discurso ideológico do Pré- Candidato José Serra ( que já colocou a Bolívia como o eixo do mal)! A reportagem atribui ás autoridades as falas de que “ A Bolívia... a policia de San Matias e pasmem, a Venezuela são os culpados pela entrada da Droga no Brasil.
3. A culpa é do Governo Federal! Fala atribuída ao prefeito da cidade.


A reportagem foi interessante! Como podemos perceber, abordou outros pontos! Não obstante nossa indignação com a fala atribuída ao Juiz, esta foi, a meu ver, um mero detalhe! Mas não! a elite de Cáceres pegou o jornal ( há monopólio das comunicações) colocou debaixo do braço e deu eco a algo que interessava. O que realmente a reportagem escancara é a inércia das autoridades! O descaso com a segurança pública! Sabemos que nesta questão de fronteira o governo federal tem sim, um peso maior! Quais as ações dos representantes do nosso Estado na esfera federal (senadores e deputados federais) exclusivamente contra o narcotráfico? Se elas existem não são divulgadas com o mesmo afinco! Está provado que viaturas, homens e armas não combate o narcotráfico!
Bem, só para azedar ainda mais as coisas, a equipe de reportagem de “A Gazeta”, resolveu tomar um caldo de cana e dar umas voltas na noite da praça da feira, e saiu hoje uma reportagem intitulada - Em Cáceres : crianças e Jovens em risco! Quem vai se indignar? Quantas notas de repudio e de desagravo vai sofrer esta reportagem? Quantas entidades vão marcar reunião para debater o assunto? Bem, vamos esperar afinal ......

domingo, 6 de junho de 2010

Momentos: Não jogue sua vida fora....

Criado por Nuno Rocha, o curta Momentos é uma uma “micro” história emocionante que, em apenas 7 minutos, faz as pessoas refletirem e perceberem que a vida é uma só e não deve ser desperdiçada.

MOMENTOS from Nuno Rocha on Vimeo.


O projeto Momentos, escrito e dirigido pelo Nuno, foi patrocinado pela LG Portugal para um conceito de “Life’s good” (A vida é boa)
Texto e o filme retirado de http://www.uhull.com.br/06/06/momentos-nao-jogue-sua-vida-fora/

sábado, 5 de junho de 2010

A crise do Estado e as Políticas Públicas para a Educação


O texto de Almerindo Janela Afonso, intitulado de “Reforma do Estado e Políticas Educacionais: Entre a crise do Estado - Nação e a emergência da regulação supranacional”,deixa claro que o Projeto de Modernidade, encabeçado pela burguesia européia tem sua consolidação com o Estado Nação, situando o Estado como sendo cronologicamente anterior ás concepções de Nação. O Estado tem nesta abordagem uma conotação administrativa mais evidente ao passo que o conceito de nação tem uma conotação mais cultural, estribada geralmente nas manifestações lingüísticas e culturais capazes de unir, sob um poder político, determinado agrupamento humano. Desta forma as concepções de Estado e Nação tornaram se um binômio capaz de explicitar as razões e motivações das políticas públicas, principalmente as políticas educacionais.
Se por um lado o Estado - Nação é o agente desencadeador das políticas publicas, não podemos esquecer que em virtude do avanço do processo de globalização, novos atores estão emergindo, e em muitos casos colocando de escanteio o Estado - Nação. Fato este que vem proporcionando em vários círculos de discussão, a crença no desaparecimento do Estado-Nação. Pode até não ser absoluta esta constatação, mas uma coisa é certa, o Estado está perdendo espaço para outros atores, como as organizações supranacionais (ONU,OMC,BIRD,FMI etc...etc...) tal perda de autonomia reflete substancialmente nas políticas publicas a serem implementadas por cada ente estatal em sua base territorial. Verifica se, portanto que se o Estado não está desaparecendo, pelo menos está tendo suas funções modificadas, daí afirmarmos que o Estado está passando por uma crise neste mundo globalizado. Crise pode não ser o fim da entidade Estado, mas pode constituir mudanças de paradigmas e práxis.
Tal mudança de postura do Estado vem sendo sentida com maior amplitude a partir dos anos 80, com o advento das políticas neoliberais. Até então o Estado era por excelência o produtor de bens serviços. As praticas neoliberais iniciadas na Inglaterra de Margareth Thatcher e depois nos Estados Unidos com Ronald Reagan, expandido no final dos anos 80 e inicio da década de 90 para os países da America Latina, via “Consenso de Washington”, deixou um rastro de privatizações e terceirizações, que tinha por finalidade maior a diminuição do Estado. O Estado deixa de ser o provedor de bens e serviços para ser um regulador. No caso brasileiro este papel passou a Sr desempenhado pelas chamadas agencias reguladoras como ANEEL ( agencia Nacional de Regulação de Energia Elétrica), ANATEL ( Agencia Nacional de Telecomunicações), ANA ( agencia Nacional das Águas) etc....
Porem é importante observarmos que Almerindo Janela Afonso Assim expressa:
(...) não é apenas a expressão Estado-regulador que vem acentuar o facto de o Estado ter deixado de ser produtor de bens e serviços para se transformar sobretudo em regulador do processo de mercado. Há hoje, no que diz respeito à reforma do Estado e às suas conexões com a realidade multidimensional da globalização e das instâncias de regulação supranacional, uma miríade de designações que acentuam outras dimensões e formas de actuação, e que não podem, por isso mesmo, deixar de passar despercebidas a um investigador atento e crítico. Não pretendendo aprofundar este tema por agora, quero, a mero título de exemplo, nomear algumas outras: Estado–reflexivo, Estado-activo, Estado-articulador;Estadosupervisor; Estado-avaliador; Estado-competidor. São todas denominações actuais e correntes na literatura especializada que expressam novas formas de actuação e diversas e profundas mudanças nos papéis do Estado; em qualquer dos casos quase sempre impulsionadas (e justificadas) por factores externos que dizem respeito, predominantemente, aos efeitos decorrentes
da transnacionalização do capitalismo e da actuação de instâncias de regulação supranacional – efeitos esses que são desigualmente sentidos consoante a situação de cada país no sistema mundial, embora sejam necessariamente (re)interpretados ou recontextualizados ao nível nacional.
No tocante á educação o autor trabalha com a proposta do Estado-avaliador (evaluative state). Esta qualificação, inicialmente proposta por Guy Neave e mais recentemente revisitada por este mesmo autor ainda no âmbito de trabalhos relativos às políticas de ensino superior, visa sobretudo sinalizar o fato de estar em curso a transição de uma forma de regulação burocrática e fortemente centralizada para uma forma de regulação híbrida que conjuga o controle pelo Estado com estratégias de autonomia e auto-regulação das instituições educativas. Mais uma vez pondera o autor que “Neste caso, a autonomia dos estabelecimentos de ensino não superior (que tem vindo a ser discutida desde meados dos anos oitenta e que tem neste momento uma nova regulamentação legal) continua a parecer mais retórica do que real, acabando, sobretudo, por ser um pretexto para a avaliação e para a responsabilização dos actores – o que, por sua vez, sendo uma estratégia pragmática e com alguns efeitos simbólicos,
visa também promover uma nova representação sobre o papel do Estado, que está cada vez mais distante das funções de bem-estar social e das obrigações que assumira quando era o principal provedor e fornecedor de bens e serviços educativos”.
Por fim fica claro que se por um lado o Estado tenta regular, em matéria educacional o mesmo atribui responsabilidades a outros agentes, como é o caso das comunidades escolares, seus conselhos, diretores, coordenadores pedagógicos e professores. Não há por parte do Estado a vontade de assumir responsabilidades, no caso especifico da educação o Estado tenta distribuir responsabilidades.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os Gestores escolares enquanto agentes do Direito á Educação


Recentemente propalou se a concepção de que a Educação é um Direito. Tal status, a educação atingiu com a promulgação da Carta Magna de 1988. Os cultores do Direito afirmam desta feita, ser a Educação um Direito líquido e certo, isso significa que se o mesmo for negado, cabe um Mandado de Segurança. Basta a simples negação de vaga para que se configure crime por parte da autoridade escolar.È fatal, rápido e eficiente a ação da justiça neste caso e o despacho do Juiz será emitido sem necessidade de produção de provas! Fica acertado ainda que as exigências burocráticas de apresentar certidão de nascimento, foto, declaração da escola anterior, e outros documentos se constituírem obstáculo a efetivação de qualquer matricula em estabelecimento de educação básica, os gestores poderão responder judicialmente. Não acontece isso com freqüência porque os pais e ou responsáveis na maioria das vezes ainda não conseguem exercer seus direitos de cidadania.
Já no artigo 6º da Constituição Federal de 1988 ( CF/88) erige o Direito á Educação á categoria de Direito Social, os quais demandam o minimo de condições economicas e de infra estrutura para serem efetivamente atendidos. Os estudiosos chamam estes direito de atndimento progressivo. Tal sistematica é adotada principalmente pelas convençoes internacionais, que geralmente esipulam para os estado signatários metas a serem cumpridas como por exemplo, as metas de que até o ano 2000 tivéssemos 90% das crianças com sete anos de idade na escola, meta cumprida pelo Brasil com 97% no final dos anos 90. Sob este enfoque parece nos irracional e desumando culpar o gestor de uma escola pela inexistencia de vagas, quando em virtude da ineficiancia do poder publico escolas não são construidas para atender a clientela local.
O art. 205 de nossa Constituição é claro: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Assim fica claro que as responsabilidades devem ser compartilhadas. A família e o Estado são desta feita responsáveis pela efetivação deste direito, podendo vir a figurar no pólo passivo de uma possível ação judicial.
O aludido artigo 205 também deixa subscrito as finalidades da educação que é o ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Logo o pressuposto deste Direito é a Igualdade, assim explanado por Carlos R. Jamil Cury:
Por ser um “serviço público”, ainda que ofertado também pela iniciativa privada, por ser direito de todos e dever do Estado, é obrigação deste interferir no campo das desigualdades sociais e, com maior razão no caso brasileiro, no terreno das hierarquias sociais, como fator de redução das primeiras e eliminação das segundas, sem o que o exercício da cidadania ficaria prejudicado «a priori». A função social da educação escolar pode ser vista no sentido de um instrumento de diminuição das discriminações.
Ao mesmo tempo em que a educação funciona como elemento capaz de romper com as desigualdades, a escola deverá ser um espaço de construção do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. (cf. art. 206, III), pode se dizer a escola deverá ser o local onde as diferenças se encontram, se entendem e se aprendem.
Perpassando pela igualdade e pluralidade a ação educativa deverá projetar se ao terceiro ponto. A qualidade. Segundo Cury, a qualidade do ensino supõe, então, a busca do melhor, de um padrão científico e fundamentado dos conteúdos acumulados e transmitidos.Porem tal padrão cientifico poderá ter dois caminhos. Se por um lado poderá elevar o acervo de cidadania e de preparo, por outro poderá ser usado como mecanismo de exclusão, reproduzindo assim as desigualdades tão presentes em nossa história capitalista.
Para fugir desta armadilha deve se debruçar sobre a construção coletiva e participativa do Projeto Político e Pedagógico da Escola (PPP). Este enquanto uma construção coletiva será a materialização do sonho de cada segmento da escola. Pais, alunos e profissionais da educação e o Estado (através de seus órgãos executores ) imprimem e exprimem a escola e a educação que desejam.
Assim, fica claro o papel e os desafios enfrentados pelos gestores escolares. Mobilizar, sensibilizar e conscientizar a comunidade em relação á uma proposta pedagógica coletiva.

A garantia do direito á educação tem uma grande e importante participação dos gestores escolares principalmente nestes pontos:
1. O Acesso.
Artigo. 5º I, II, e se responsabilizar, no mesmo artigo com o inciso III da Lei 9394/96 LDB: III – zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola, o artigo 12 O inciso VII informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica e no inciso VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação de alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido.
Merece nota ainda o art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente ECA, o qual estatui que se deve assegurar acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.

2. A permanência.
Com a garantia do financiamento da educação conforme o art. 15 da LDB, ao tratar da progressiva autonomia pedagógica e financeira das unidades escolares, respeitando às normas gerais de direito financeiro público. artigo 4º , VIII da LDB: VIII – atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
Uma gestão democrática pressupõe regras. A ausência de regras não faz parte de qualquer ambiente educativo nem das organizações produtivas, ocorre que no caso das escolas a elaboração das regras internas devem incentivar as formas dialógicas como forma de superação de tensões e conflitos, esgotando-se todos os recursos pedagógicos antes de se aplicarem eventuais sanções disciplinares.

3. A qualidade. O art. 22 da LDB. Estabelece que “ A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e estudos posteriores.” O direito á educação só se efetiva se este alem de promover a garantia de acesso e permanência vier acompanhado da qualidade.
Os gestores escolares, devem ser pessoas, de vivencia na escola. Não basta entender de processos pedagógicos. Tem que saber motivar, explicar, comover e sensibilizar a comunidade a perseguir seus objetivos, que não são do gestor e sim da comunidade, na medida em que este permitiu uma construção coletiva do PPP da escola. Este caráter coletivo dá maior força de exigibilidade. Fortalecendo a gestão democrática em nosso país.

sábado, 27 de março de 2010

Uma visão critica e Histórica do Direito á Educação enquanto Direito Humano


Com o fim do feudalismo europeu, já no século XV tivemos a emergência de uma nova forma de organização política, a qual denominamos Estado-Nação ou simplesmente Países. Uma das características desta organização política é a soberania, de onde advém a autonomia. O elemento definidor de todo país, é pois a soberania, a qual vem estampada em todos os textos constitucionais e que tem o respeito e o respaldo de toda a comunidade internacional.
Esta nova organização política, conhecida como Estado Moderno alcançou seu ápice com a Revolução Francesa, onde a burguesia, cansada de sustentar a nobreza e o clero assume o poder político e reorganiza o Estado para atender inicialmente seus interesses mercantis, depois industriais, imperialistas e atualmente financeiros.
No mundo das idéias uma nova concepção ganha força. A ideologia burguesa de igualdade, liberdade e fraternidade evoluem para o campo pratico e muitos acontecimentos no mundo da política e da economia acabam por derrubar de vez o antigo regime absolutista, liderado e mantido pela cúpula de Igreja e pela nobreza. Assim fatos como as independências das colônias americanas e o fim da escravidão colonial ao longo dos séculos XVIII e XIX podem ser citados como a inserção da ideologia burguesa no mundo obscuro do feudalismo decadente.
A educação, dentro desta ótica criada pelas revoluções burguesas ao a partir do século XVIII deverá estender se a todos. A todos sim! Uma vez que até então este era um beneficio ou um monopólio do clero! Somente os mosteiros e a estrutura da Igreja tinha direito á instrução, excluindo não raras vezes a nobreza e é claro, a burguesia. A Educação para a burguesia constituía não “status” como era tido para a nobreza, nem expressão ou inspiração de Deus, como supunha o clero, mas necessidade de conhecimento, e desta feita ampliar seus negócios e lucrar cada vez mais.
A educação burguesa, portanto apesar de ter uma roupagem de ser para todos, era excludente. As massas de trabalhadores e seus filhos, como não tinham contato com o capital, não necessitam freqüentar a escola. A escola era tido como uma possibilidade de potencializar os lucros e os ganhos, daí o filho do trabalhador não teria porque sonhar com a instrução, e para consolidar tal ideologia, separa se o trabalho intelectual do braçal.
Mas, foi nas idéias socialistas e principalmente nas Marxistas que a denuncia foi feita. Os trabalhadores são explorados e o mecanismo foi desvendado por Karl Marx ao expor a Mais Valia, ou seja aquele “lucro” que o trabalhador gera mas que em virtude da lógica do sistema capitalista fica sempre nas mãos do burguês/capitalista. Uma nova lógica se estabelece com a exortação “Trabalhadores! Uni-vos!”. A gora a educação ou a simples instrução passa ser também reivindicação das classes trabalhadoras, não por ser um status mas para ser um instrumento capaz romper com as desigualdades da estrutura capitalista.
Percebemos que nos últimos duzentos anos houve uma convergência em torno da educação e de sua importância para a sociedade moderna e pós moderna. Agora a educação para todos passa ser, cada um a seu modo, bandeira dos progressistas e do liberais. Desta feita com a entrada em cena dos socialistas e as novas exigências do capitalismo após a segunda guerra mundial ( 1945), a educação passa a ser encarada como um DIREITO.
As atrocidades praticadas por teorias racistas como o nazismo causou pânico nas fileiras capitalistas e socialistas. Criam se organismos internacionais, como a ONU para resguardar a paz mundial fundamentada na efetivação dos direitos inerentes á vida do homem na terra, os chamados direitos humanos.
A educação agora deve ser com vistas a atender ao pleno desenvolvimento da personalidade humana e a reforçar o respeito aos direitos humanos e das liberdades fundamentais, especialmente manter os princípios da dignidade humana, igualdade e equidade a nível global principalmente aos mais vulneráveis e, em particular, às crianças do mundo.
Há neste caminhar histórico uma evolução considerável, seja no tocante ao reconhecimento da educação enquanto direito, seja no reconhecimento das crianças de sujeitos e não objetos de Direitos, porém é urgente que as nações do mundo inteiro reconheça a Educação como um direito Humano Internacional, e que qualquer tentativa de restringi-lo, modificá-lo ou impedi-lo justifique, já de plano a intervenção internacioanal.
É forçoso reconhecer desta feita que não basta ter os direitos estampados e garantidos em textos constitucionais ou em cartas internacionais. A efetivação deste direito é o ponto crucial pelo qual a sociedade brasileira vem passando.
Lutar pela manutenção e efetivação dos direitos até agora conquistados requer uma ação cidadã. Neste ponto a educação tem um papel fundamental pois ao mesmo tempo em que ela estimula a ação cidadã é por esta estimulada.
A criação de Conselhos escolares e de todo mecanismo de gestão democrática nas escolas apontam que estamos no caminho certo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONSELHO ESCOLAR E O APROVEITAMENTO SIGNIFICATIVO DO TEMPO PEDAGÓGICO,


Hoje fica claro que a escola deve proporcionar um tratamento igualitário a todos, e para tanto se faz necessário considerar as diferenças, cabendo ao Conselho ficar atento aos sinais que evidenciam que os estudantes estão sendo respeitados em seu ritmo de aprendizagem e que, de fato, a reorganização do trabalho pedagógico favorece esse ritmo. Bem idealizam se assim um Conselho presente diuturnamente no ambiente escolar, participando de todas as reuniões pedagógicas, administrativas, encontros de formação continuada dentro e fora da escola.
Não para por ai, o caderno na página 30 ainda afirma que “... aliado ao empenho dos docentes é necessário garantir as condições dignas de trabalho...” O Conselho não só deve estar atento ás necessidades de aprendizagem dos alunos como também ás condições de trabalho dos docentes e por extensão acrescento os não docentes também, uma vez que desempenham atividades educativas dentro do ambiente escolar.
Assim, o Conselho Escolar precisa estar preparado e estabelecer suas estratégias. Duas funções lhe são demandadas: deliberar sobre as formas de promover os princípios de convivência democrática no âmbito escolar e participar ativamente dos processos avaliativos. Essas duas funções complementares visam um único objetivo: assegurar, na instituição, um ambiente de aprendizagem ao estudante, visando a sua formação cidadã.
Colegas todas as formações ou reuniões que tivemos nos últimos dois anos os formadores e ou palestrantes focalizam mais o aspecto financeiro e burocrático dos Conselhos deliberativos em detrimento do pedagógico.
Dão muita ênfase ás punições, ás certidões que o Conselho Escolar tem que declarar etc.... acredito que uma nova escola só será possível, com melhoria no aprendizado se superarmos esta barreira da burocratização de nossos Conselhos deliberativos. Até porque no livro lido temos uma frase que diz assim “A escola pública É, portanto, espaço da crítica e da utopia...”

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O pensamento de Dilma: Estado, economia e Políticas sociais


Nesta Terça feira 16 de fevereiro de 2010, na Folha On-line deparei com uma matéria assinada pela Jornalista MARTA SALOMON, reproduzida e amplamente discutida no Blog do Nassif (www.luisnassif.com.br) que colocava algumas pinceladas em relação ao pensamento da candidata DILMA, na verdade estou, nos últimos dias tentando entender o que pensa Dilma em relação a diversas questões.
Alguns questionamentos me intrigam como as declarações do ex presidente Fernando Henrique dias anteriores de que Dilma é reflexo de um líder, dando a entender que ela não tem posicionamento próprio.
Creio que não seja verdadeira tal afirmativa, basta olhar o passado de luta e de enfrentamento de Dilma que podemos dizer sim que a mesma tem posições firmes e até interpretada pela oposição como sendo “autoritária” em várias questões.
Segundo a reportagem Dilma Rousself defendeu a presença mais forte do Estado na economia, não só para induzir investimentos mas também para tocar obras. Não há novidade nenhuma neste item, o Estado forte na economia é com certeza um elemento essencial para o desenvolvimento de políticas publicas principalmente na área social, como vem promovendo o governo Lula. O que não acontecerá com certeza num eventual governo Serra onde teremos um Estado mínimo nas questões econômicas e nulo nas questões sociais,deixando o Brasil a mercê de uma especulação internacional, etapa superada com o governo Lula.
A grande imprensa quer, a todo custo atribuir a este pensamento de Dilma (e por não do PT?) para as questões de garantias e direitos individuais. Afirmam que um Estado forte será o pano de fundo para o controle da imprensa e da supremacia do Estado sobre os diretivos e garantias individuais do cidadão, vejamos a esculhambação que fizeram com o PNDH-3 ( Programa Nacional de Direitos Humanos – 3). Ao que parece o pensamento de Dilma em relação ao Estado refere se ao prisma econômico, considero injusto atribuir a ela redução nas questões atinentes a direitos e garantias individuais e ou coletivas.
Outro ponto que achei interessante na curta entrevista é a justificativa da pré candidata á presidência de que o Estado forte servirá para “para universalizar serviços de saneamento, melhorar a segurança pública, ampliar o número de unidades de atendimento na saúde e a oferta de habitação a partir de 2011. Parece ser esta uma marca do Pós Lula a ser implementado. As políticas sociais continuarão, não ficando claro em que intensidade, mas com uma outra lógica. Interessante que parece transcender as políticas sociais interventivas como Bolsa família e outras de acesso ás universidades. A mesma finaliza a reportagem dizendo que "O grande desafio é ainda superar o peso dos 25 anos de estagnação da economia e das políticas sociais. Nós vamos fazer, sabemos como fazer, aprendemos o caminho no governo Lula", diz a pré-candidata. Ainda bem.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval, marchinas e Politica ( faltou futebol)

Infelizmente quando se fala em politica, inevitavelmente vem em nossa mente corrupção. Este video faz alusão ao Mensalão do DEM no DF

Esta é a marchinha da Dilma..."depois do cara a gente vota é na coroa"... boa demais.....

Esta faz uma critica divertida á preferencia de lula´por Dilma....



Marchinha de Carnaval 2010 - Vem, moça bonita......

Nara Leão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novos Comportamentos I

Tenho por hábito observar o meu entorno. Não só no aspecto físico/espacial mas também nas nuances imateriais que caracterizam um determinado espaço ou situações fáticas.
O sentar em uma mesa, tomar uma cerveja gelada é sem sobra de duvida oportunidade ímpar para entender a sociedade em que vivemos, principalmente os novos comportamentos, na maioria da vezes protagonizados pelos jovens. Digo pelo jovens porque vejo muitos marmanjos tendo atitudes e posicionamentos juvenis, neste caso minha analise não é outra a não ser caracterizar como ridículo, lembrando de uma das frases da musica sertaneja raiz- “a coisa que eu mais detesto é ver homem barbado fazendo gracinha”...
É inegável o espírito inovador apresentado pela juventude, só um míope poderia desconhecer ou mesmo desconsiderar a contribuição que a juventude, principalmente na história recente do Brasil, vem dando. Parafraseando alguém eu diria que a “juventude acerta até quando erra”, suas posições são objetos de analises ao longo das décadas, basta ver a quantidade de publicações referente ao episodio do impeachement de Collor, só para citar um exemplo recente.
As novas realidades atingem em cheio a juventude. Os Ipods, MPs de 3 a 10, os telefones celulares, as câmeras digitais, etc.... mas toda esta parafernália tecnológica leva a mudanças de comportamentos.O individualismo. Este parece ser a palavra chave deste século. As relações humanas tornaram se individualistas, numa clara contradição, pois se há relação como poderá existir individualismo?As relações pressupõe partilha, certo? Mas as estar com os amigos em uma praça publica, na ótica dos mais novos de hoje é estar com os amigos, bater um papo, mas não abrir mão de consultas intermináveis no celular, fones de ouvidos, ou abrir o porta mala do carro é colocar a musica que deseja o pequeno grupo da mesa, na altura que acham ser o ideal. Os outros freqüentadores se quiserem, tem que se contentar com aquele som.
Perde se a noção do coletivo, do respeito ao direito dos outros. Distorceu se a concepção do que vem a ser publico. Não culpo a juventude pois os maus exemplos vem de cima, principalmente pela classe política que não consegue distinguir o que é publico com o privado, usam e abusam dos recursos do povo ara satisfazer sanhas pessoais.
È urgente uma discussão ética e estética do uso dos espaços públicos, e com certeza vão me dizer que cabe aos educadores, porem acredito que os primeiros educadores são a família, lá sim deve iniciar esta mudança com a qual todos tem a ganhar.......

sábado, 21 de março de 2009

Gilmar Mendes o Ministro que fala muito e não tolera a liberdade

A cada dia que passa fico estarrecido com a posição politica ( o que não deveria acontecer) do Ministro Gilmar Mendes. Grande defensor das liberdades, como ele mesmo diz e zeloso pelo cumprimento da Carta Magna.
Porem vejo sempre nas intervenções de Mendes uma tendencia a parcialidade. será que Mendes nao sabe que ele não ocupa cargo politico e sim tecnico? A ultima vitima de Mendes são os movimentos populares pela reforma agraria, principalmente o MST.
Encontramos este texto na internet, escrito pelo Jornalista Altino Machado>
Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.

Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:

- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?

A resposta do ministro veio à altura:

- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.

Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.

Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:

- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Não se enganem! Ele é Estadunidense!!!!








Hoje fiquei mais de três horas assistindo a posse do Presidente eleito dos EUA, Barack Husseim Obama, o “Baracobana” como se houve por aí. Sorriso largo, silhueta esguia, dentes perfeitos, uma simpatia de homem. Visual Jovem mas que inspira firmeza e sinceridade. “Baracobama” é Pop. Está sempre bem trajado e acompanhado de sua esposa igualmente estonteante. Na verdade, com a família Obama o principio de que os opostos se atraem não teve vez, os dois são uma simpatia só. E as menininhas do casal? Uma doçura!
Minha sogra, ao ver as imagens e a multidão pelas tomadas aéreas exclamou – Torci por ele Orlandir! Ele disse que vai ajudar os pobres!Ele foi sofrido! E a legenda da transmissão ao vivo colocava caracteres no rodapé da tela da TV com dizeres do tipo – “Posse de Obama, um Momento Histórico!” ou “ Obama na Casa Branca, o primeiro Negro presidente dos EUA!”. Um coral de crianças branquinhas cantando musicas angelicais.
Mas o novo presidente Estadunidense é sim um vencedor, sua trajetória é marcada por desencontros no arranjo familiar, porem sempre teve a admiração e a simpatia de todos mas não se enganem, ele não é santo! _“...eu provavelmente questionava minha identidade mais do que a maioria. Como criança de um lar desfeito e de uma família relativamente modesta, eu tinha muito ressentimento do que minhas circunstâncias justificavam e nem sempre canalizei esses sentimentos de maneira particularmente construtiva”. È um ser humano. Talvez isso é que faz dele um fenômeno mundial, festejado e aclamado. Quem sabe este traço humano de Obama é que levou ele ao centro do poder da maior nação do planeta.
Esta característica altruísta levou Obama a trabalhar, em seu retorno da Indonésia em um Projeto de Comunidades em Desenvolvimento, e ele tinha como missão organizar igrejas negras no bairro industrial de South Side, uma área prejudicada pela perda das usinas de aço e das fábricas. A tarefa era mobilizar os residentes a promover mudanças, seja fazendo um lobby por um centro de treinamento para empregos, seja exigindo mais parques ou removendo amianto de casas.
Logo, quando dizem que ele vai ajudar os pobres, aí que reside minha preocupação!Os pobres dos Estados Unidos querem o que? Bem em uma época de crise, querem investir e para isso necessitam de energia. Retirar tropas do Oriente Médio nem pensar, a máquina de guerra Norte Americana precisa movimentar para fazer a economia crescer. Energia alternativa? Que bom! Ele vai apoiar o etanol e o biodieesel brasileiro!
Que nada, os pobres lá dos Estados Unidos querem subsídios para continuarem plantando milho e produzindo etanol de milho em detrimento do etanol da cana de açúcar e do biocombustível do Brasil!
Não se enganem “baracobama não é brasileiro”!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Em politica se vive ( os corruptos dizem aproveita) o momento.......


Dizem que a vida é feita de momentos. Momentos felizes e momentos tristes. A política também se vive de momentos.
Vou dar um exemplo de momentos na política. A união do PT de Cáceres a Túlio Fontes (DEM). Há uma intensa euforia. Nas andanças pela cidade e conversando com pessoas de mais diferentes tendências e classes sociais percebo que, o cacerense vê com bons olhos. Muitos chegam a afirmar que o partido que levou Túlio ao poder foi o PT, aqueles que não aceitam esta união dizem... Foi o Dr José Renato.... Bem o que importa é que Túlio fez uma campanha diferente, pelo menos para os padrões de Cáceres. Foi uma campanha de militância. Povo na rua e pequenas reuniões em residências nos mais diferentes pontos da cidade. Túlio chegou a fazer em um só dia mais de 15 reuniões. Era uma maratona. Não teve comitê eleitoral. Não fez nenhuma carreata mas sim pedaladas, os simpatizantes da campanha percorriam bairros e mais bairros de bicicleta nos fins de tarde......
O PT, inegavelmente ensinou a Túlio a fazer uma campanha diferente!!!
Mas a união não é estável, 2010 vem aí. Dilma está no páreo e José Serra vem com tudo. A briga nacional PT X PSDB/DEM vai ter suas versões regionais e por estas bandas não será diferente.
Tudo indica que Pedro Henry ( hoje mais arranhado do nunca) irá formar um bloco e desincompatibilizar de vez com o governador Blairo Maggi. A imprensa noticia aproximações de Pedro com Wilson Santos, candidatíssimo a governo do Estado em 2010, por sua vez vê se a aproximação de Wilson com Zé Carlos do PÁTIO prefeito de Rondonópolis criando assim a tríplice Cuiabá/Cáceres/Rondonópolis. Então fica assim, Wilson governador, Pedro Henry Senador e PÁTIO fica provavelmente para uma posterior negociação.
Do outro lado a briga já começou e a causa por enquanto é o andamento das obras do PAC em Cuiabá, projeto este tem a pretensão de ser o carro chefe da campanha de Dilma (PT) a presidente em 2010. Estamos assistindo a uma série de acusações do representante do Governo Federal á lentidão das obras, sob a responsabilidade da prefeitura comandada por Wilson e criticas ácidas do governo do estado ao desempenho do prefeito.
Portanto PT estará com o governador Blairo, que estará com Dilma. Ai que entra o melhor da história. Túlio, nestas condições vai perder o apoio e a simpatia do PT da cidade ou vai nadar de braçada na campanha de Jose Serra, que, afinal será amparado pelos Henrys?
Será que a união eufórica entre PT e PSDB/DEM em Cáceres é apenas de um momento?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ilha das Flores

Reforma Ortográfica por Edmar Melo




Achei interessante a postagem feita por um leitor do Blog do Nassif(www.luisnassif.com.br)


NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

Não se usa mais acento
No “pára”, verbo parar
Pois “para” preposição
Não vai mais lhe atrapalhar
Tudo agora virou “para”
Do jeito que a gente fala
Sem se diferenciar

As palavras terminadas
Em hiato, como “enjôo”
Não vão mais ter circunflexo
Não se acentua mais “vôo”
Agora voo atrasado
Não é mais acentuado
Nem que você sinta enjoo

Não tem mais acento agudo
Quando se escreve “feiúra”
Passaram quinhentos anos
Pra fazer essa frescura
E o português lusitano
Só descobriu este ano
Que esse mal não tem cura

O País ta precisando
É de reforma agrária
É de reforma política
De reforma tributária
Mexer na ortografia
Por causa da geografia
Não é coisa prioritária

Pensei cá com meus botões
A reforma é malandragem
Tem interesses ocultos
Alguém levando vantagem
Esse tira e põe acento
É um negócio nojento
Ta virando sacanagem.

Edmar Melo.

domingo, 28 de dezembro de 2008

AS ELEIÇÕES 2008 E EU

Nunca fui apático á vida política, sempre me cativou a política inclusive a militância partidária, isso não é novidade para quem me conhece, convive comigo, trabalha ou se já foi meu aluno.Considero uma forma de não ficar inerte aos grandes problemas do dia a dia.
Cheguei a Cáceres em 1994 e aqui encontrei um povo acolhedor, aguerrido e, sobretudo trabalhador, mas sempre achei que Cáceres nunca teve representação política á altura, que realmente represente a sociedade cacerense á altura e de acordo com as suas necessidades. Por isso mesmo, nunca me envolvi muito nas brigas pelo poder municipal. Aliás, sempre achei a política cacerense sem graça, sem sal. Tenho a imagem dos políticos de um lado e o povo de outro.
Mas nas eleições de deste ano de 2008 um novo horizonte descortinou se uma vez que, pela primeira vez o PT decidiu apoiar uma das candidaturas majoritárias fora do arco de aliança tradicional do partido. A batalha foi dura, o primeiro passo foi convencer o PT a apoiar Túlio Fontes. As discussões aconteceram, muitos debates interno no PT, por fim a decisão. O PT faria composição com partidos da base de alianças de Túlio Fontes.
Pessoalmente, acreditava que o PT deveria ir para as eleições de 2008 com o objetivo de ocupar uma cadeira na câmara de vereadores, pela primeira vez e o resultado é claro não poderia ser, o partido não só fez um mas dois, a companheira Lucia e o companheiro Alonso.
A estratégia do partido foi um espetáculo. Neste pleito todos os candidatos do partido tiveram mais de duzentos votos, números recordes para a legenda no município.
A expectativa é que a presença do PT na câmara estimule os debates, traga o povo para as sessões da câmara, isso afirmo não só pela qualidade dos vereadores Alonso e Lúcia, mas também pela história que o partido construiu ao longo destes anos em todas as cidades do Brasil.
Que a Câmara de vereadores funcione realmente como um fiscal do executivo, que pela primeira vez na história da cidade as obras federais sejam vistoriadas fiscalizadas de perto pelos vereadores. Recursos como FUNDEB, Merenda Escolar, Transporte Escolar e da Saúde sejam pauta de debates dentro do plenário. Enfim um câmara de vereadores atuante no bem comum, coletivo e não de uma minoria ou de um segmento da sociedade.
Porem não vamos nos iludir, os companheiros Alonso e Lucia irão deparar com pedintes de telhas, tijolos, empregos, passagens, marcação de consultas etc... infelizmente os vereadores que tivemos até agora acostumou a população com estas “esmolas”, afinal só assim conseguem comprar votos ao longo de quatro anos e ao final é só fazer uma visitinha ás famílias beneficiadas que os votos estarão garantidos. Acredito ser este o espinho maior que nossos dois vereadores irão enfrentar, pois será difícil convencer esta parcela da população de que cabe ao vereador cobrar do prefeito ações que gerem emprego, renda, saúde, educação.

sábado, 13 de dezembro de 2008

MARIPOSA TRAICIONEIRA - MANÁ



CLIC AQUI PARA OUVIR... ESPERE CARREGAR...
 mana - mariposa traicionera


Sou fâ deste grupo, esta musica em especial é a preferida.....


Eres como una mariposa
vuelas y te posas vas de boca en boca
facil y ligera de quien te provoca

Yo soy raton de tu ratonera
trampa que no mata pero no libera
vivo muriendo prisionero
Mariposa traicionera
todo se lo lleva el viento
Mariposa no regreso

Ay, mariposa de amor, mi mariposa de amor
Ya no regreso contigo
Ay, mariposa de amor, mi mariposa de amor
Nunca jamas junto a ti
vuela amor, vuela dolor
y no regreses a un lado
ya vete de flor en flor
seduciendo a los pitillos
y vuela cerca del sol
pa'que sientas lo que es dolor

Ay, mujer como haces daño
pasan los minutos cual si fueran años
mira estos celos me estan matando

Ay, mujer que facil eres
abres tu alitas, muslos de colores
donde se posan tus amores
Mariposa traicionera
todo se lo lleva el viento
mariposa no regreso

Ay, mariposa de amor, mi mariposa de amor
Ya no regreso contigo
Ay, mariposa de amor, mi mariposa de amor
Nunca jamas junto a ti
vuela amor, vuela dolor
que tengas suerte en tu vida
ay, ay, ay, ay, ay dolor
yo te llore todo un rio
ay, ay, ay, ay, ay amor
tu te me vas a volar

FOLIA DE SÃO BENEDITO.

CLICK E OUÇA A FOLIA DE SÃO BENEDITO


São relatos da infancia;
Memórias de um Brasil Rural;
Manifestações de fé;
Da fé simples, sem dogmas e sem versículos bíblicos;
Fé verdadeira;
Regada à cachaça, doces de todas as espécies e gostos ( quijadinha, de leite, de cida, de mamão, de talo de mamão.....)

Fé das crianças brincado no terreiro enquanto os adultos rezavam;
Fé das mulheres rezadeiras ( ao pé do altar) e dos homens negociantes de arroba de boi e de alqueires de terra ( afastados do altar, mas que estavam lá... rezando e com fé ( pelo menos garantiam isso!)

Fé que mistura Deus, com Pai Eterno, e São Benedito com o "Nosso Senhor".
Cresci assim..........

domingo, 7 de dezembro de 2008

EDUCAÇÃO no BRASIL: Saltos ou Assaltos?


Bem este texto foi extraido de um dos meus blogs favorito, o caviar com pingadinho, postei o mesmo aqui pois foi escrito por um educador o qual admiro muito, o Reinaldo Marquesi, bem depois eu resolvo com ele possivveis pendengas de direitos autorais.....


Educação no Brasil: Saltos ou Assaltos?


A Grandeza Política de uma Nação não se mede pelo tamanho de seus prédios, pelo tanto que se planta ou pelo lucro de sua indústria. Mas, no quanto e como valoriza a educação de seu povo.

Para além de prédios, plantas e máquinas, é preciso educação. Educação com prazer no ensinar e no aprender; com remuneração digna aos professores; com políticas assistenciais que garantam o ingresso e a permanência dos filhos da pobreza nas escolas e universidades desse país; com acesso à cultura, inserção no esporte e no eficiente trato com a saúde.

Como está a Educação: Crescendo ou em crise de crescimento?

A educação é sustentada por uma pequena fatia da soma de todas as riquezas produzidas no país, menos de 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Como se isso fosse o bastante, dos 18% dos recursos recolhidos de impostos e contribuições que o Governo Federal deveria obrigatoriamente destinar à educação, criou-se uma medida pela qual autoriza o “governo” utilizar até 20% desse montante para, por exemplo, pagar juros de dívida - através da Desvinculação de Receitas da União, conhecida como DRU. Assim, fica desobrigado a realizar os investimentos definidos como obrigatórios pela Constituição. Nos últimos 12 anos, mais de R$ 70 bilhões de reais já deixaram de ser investidos na área da educação por conta do mecanismo da DRU - Análise da Universidade de São Paulo (USP) contida no estudo Custo Aluno-Qualidade, desenvolvida em 2007, pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Dos interessados

No Congresso Nacional e no Senado existe a pouco divulgada, “Bancada da Educação”, que a cada eleição se renova de políticos que obtiveram suas campanhas financiadas por alguns grandes empresários da educação, também chamados “tubarões da educação”. Nas últimas eleições, diversos desses favorecidos foram eleitos e hoje ocupam comissões parlamentares especificamente ligadas à educação. Porque será? Para lutarem por uma educação pública, gratuita e de qualidade? Ou para abrirem um mar de oportunidades a outros “carnívorazes” interessados?

Das conseqüências

Do péssimo investimento público na educação, ocasiona sua desenfreada mercantilização, sua metamorfose num produto altamente vendável. Assim, é crescente o número de estabelecimentos educacionais do setor privado a ocupar todos os nichos de mercado do território nacional, oferecendo “qualidade e segurança”, algo que em outras palavras, reafirmam aquilo que o estado deixa a desejar.

Dos contrapontos

Uma educação de qualidade não significaria a eliminação total dos larápios, picaretas e corruptos desse país, longe desse discurso salvacionista e libertador. Entretanto, ela há de conceder melhores perspectivas de vida ao indivíduo, que mesmo em meio à sua carência material não sujeitaria, por exemplo, trocar seu voto por concessão de cesta básica. Com educação de verdade, bem sabe quem governa economicamente que as eleições serão disputadas mais no campo do ideal, invés do material. Assim, muitos perderiam a posição comprada que atualmente ocupam.

Nas escolas: Quando há vagas: geralmente, falta qualidade e gera evasão. Quando há qualidade: faltam vagas, pois as melhores são disputadíssimas. Ao “pé da letra”, no ensino público ainda se nega quase tudo: acesso, permanência e qualidade.

Somente quando forem oferecidas melhores condições de vida, via educação, é que se evitará a superlotação do cárcere e das filas de espera dos corredores hospitalares, verdadeiros “depósitos de carne humana”. Se a prioridade desse país fosse investir na educação não necessitaríamos de tantas celas e leitos.

Investir na Educação é investir na saúde e segurança pública, pois reduz gastos!

As filas hospitalares estão cada vez maiores, prolongadas por desinformados, vítimas da política informativa instrucional falha do poder público, que poderia prevenir a maioria dos casos. Gastar com a saúde beneficia mais o povo ou as vendas da indústria farmacêutica? Esse é o morbinegócio (negócio das doenças) que rende fortunas a indústria dos remédios, que obtém os lucros mais acentuados naqueles países possuidores dos menores índices educacionais, logo com mais problemas de saúde pública.

A população carcerária é composta de sujeitos em sua maioria pouco ou nada escolarizados, desempregados. Entretanto, antes de condená-los culpados, antes de taxarmos alguém como bandido, seria interessante sabermos quem/como e o que fez/faz alguém tornar-se um bandido.

Brasil: concentração de terra, renda e oportunidades.

Latifúndios, muitas terras de poucos donos vêm desde sua invasão por Portugal. Dentre os países mais ricos, possuidor de uma das piores distribuições de renda do mundo.

A luta pelo acesso a terra, é a causa dos movimentos de reforma agrária e, a luta pela renda digna, é a causa dos trabalhadores organizados, já a luta pela educação de qualidade, parece ser a causa de poucos. No Brasil, além do latifúndio da renda e da terra, o que também deveria preocupar-nos é o latifúndio da educação, que concentra oportunidades.

Tal como o militante dramaturgo Bertolt Brecht disse, acerca daqueles gerados do “Analfabeto Político”, digo daqueles nascidos do “Sem-educação”: o “Sem-noção”, o “Sem-esperança”, o “Sem-oportunidade” e outros “Sens”. O “Sem-educação” é o sujeito resultado daquilo que lhe negaram: de uma educação que poderia ter ou de uma pseudo-educação oferecida.

Que país é esse?

A nação dos contrastes: entre as maiores economias mundiais e os menores índices de escolaridade do mundo. Recente estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que a diferença no número de anos de escolaridade explica 35% das desigualdades sociais brasileiras. De acordo com o Pisa (Programa para Avaliação Internacional de Estudantes), dos paises avaliados, ele está nos últimos lugares em leitura, matemática e ciências.

Então, o salto do Brasil virá somente através da Educação?

Definitivamente: Não!

Contudo, não basta vislumbrarmos um salto estando em meio a assaltos, se na ação: a manipulação, diminuição ou negação de recursos públicos à educação pública, são políticas mal intencionadas a nação.

Assim, de mãos armadas, esse é o latrocínio político, em roubar as oportunidades do cidadão tornando-o “morto”, em vida.

Escrito por um grande amigo!
Reinaldo S. Marchesi, é graduando em pedagogia e agronomia UNEMAT/ Cáceres (reinaldomarchesi@yahoo.com.br).

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...