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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

MEIO TÉCNICO

 O período técnico vê a emergência do espaço mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo. Quanto ao espaço, o componente material é crescentemente formado do "natural" e do "artificial". Mas o número e a qualidade de artefatos varia. As áreas, os espaços, as regiões, os países passam a se distinguir em função da extensão e da densidade da substituição, neles, dos objetos naturais e dos objetos culturais, por objetos técnicos (3).

Os objetos técnicos, maquínicos, juntam à razão natural sua própria razão, uma lógica instrumental que desafia as lógicas naturais, criando, nos lugares atingidos, mistos ou híbridos conflitivos. Os objetos técnicos e o espaço maquinizado são locus de ações "superiores", graças à sua superposição triunfante às forças naturais. Tais ações são, também, consideradas superiores pela crença de que ao homem atribuem novos poderes — o maior dos quais é a prerrogativa de enfrentar a Natureza, natural ou já socializada, vinda do período anterior, com instrumentos que já não são prolongamento do seu corpo, mas que representam prolongamentos do território, verdadeiras próteses. Utilizando novos materiais e transgredindo a distância, o homem começa a fabricar um tempo novo, no trabalho, no intercâmbio, no lar. Os tempos sociais tendem a se superpor e contrapor aos tempos naturais.

O componente internacional da divisão do trabalho tende a aumentar exponencialmente. Assim, as motivações de uso dos sistemas técnicos são crescentemente estranhas às lógicas locais e, mesmo, nacionais; e a importância da troca na sobrevivência do grupo também cresce. Como o êxito, nesse processo de comércio, depende, em grande parte, da presença de sistemas técnicos eficazes, estes acabam por ser cada vez mais presentes. A razão do comércio, e não a razão da natureza, é que preside à sua instalação. Em outras palavras, sua presença torna-se crescentemente indiferente às condições preexistentes. A poluição e outras ofensas ambientais ainda não tinham esse nome, mas já são largamente notadas — e causticadas — no século XIX, nas grandes cidades inglesas e continentais. E a própria chegada ao campo das estradas de ferro suscita protesto. A reação antimaquinista, protagonizada pelos diversos ludismos, antecipa a batalha atual dos ambientalistas. Esse era, então, o combate social contra os miasmas urbanos.

O fenômeno, porém, era limitado. Eram poucos os países e regiões em que o progresso técnico podia instalar-se. E, mesmo nestes poucos, os sistemas técnicos vigentes eram geograficamente circunscritos, de modo que tanto seus efeitos estavam longe de ser generalizados, como a visão desses efeitos era, igualmente, limitada.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O ESPAÇO GEOGRÁFICO: A CATEGORIA PAISAGEM

O Espaço Geográfico é o objeto de estudo da Geografia, porém, este objeto podemos vê-lo e estudá-lo sob diferentes ângulos ou pontos de vista. A Geografia é uma ciência dinâmica. Criativa. Inovadora, e que dá ao estudante, diferentes possibilidades de compreender o mundo e a sociedade humana. A essa multiplicidade de possibilidades de estudar o espaço geográfico, damos o nome de categorias da geografia. São elas: A região, o território, o lugar e a paisagem, a que vamos dedicar neste momento.
Paisagem geográfica compreende os aspectos percebidos do espaço, aquilo que está diante de nós. Presencialmente ou por meio de uma pintura, fotografia ou mesmo uma filmagem. É tudo aquilo que os sentidos humanos percebem em um espaço geográfico, ou seja tudo o que a visão, olfato, tato e audição alcançam.
Outro ponto interessante á que a paisagem deixa visível diferentes tempos históricos, constituindo assim um verdadeiro laboratório para os estudos da Geografia. Numa paisagem vemos a sucessão de tempos e de sociedades que deixaram suas marcas visíveis na paisagem.
É muito comum falarmos em paisagem natural e paisagem antrópica ou cultural. A paisagem natural é aquela onde identificamos de forma mais evidente a presença de elementos naturais como montanhas, rios, lagos ou seja não sendo possível identificar a presença direta dos seres humanos.
Já a paisagem cultural ou humanizada e muitos ainda a chamam de paisagem antrópica é aquela que apresenta de forma direta elementos criados pelas sociedades humanas, ao longo dos tempos. È fruto do constante trabalho humano sobre a natureza e o meio. Essa paisagem expressa as contradições da sociedade pois nela vemos de forma clara as desigualdades entre os humanos. Riqueza e pobreza. Preservação e Destruição.
Aprender a ler as paisagens é essencial para os estudos da geografia.
RESUMINDO:
Paisagem geográfica compreende os aspectos percebidos do espaço, aquilo que está diante de nós. Presencialmente ou por meio de uma pintura, fotografia ou mesmo uma filmagem. É tudo aquilo que os sentidos humanos percebem em um espaço geográfico, ou seja tudo o que a visão, olfato, tato e audição alcançam.
Seu ESTUDO além de revelar aspectos naturais e socio-ambientais revela o acúmulo de tempos de uma sociedade pois uma paisagem apresenta elementos de tempos históricos anteriores e os atuais.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

GEOGRAFIA: Determinismo e Possibilismo


A geografia é uma ciência que estuda o espaço Geográfico, ou seja, o espaço natural modificado. 
Com a chegada do seculo XIX, muitas transformações ocorreram. As revoluções e as mudanças na sociedade alteraram profundamente a vida social. A revolução industrial. O surgimentos dos Estados-Nações, o imperialismo etc… Tudo isso exigia uma ciência que fosse capaz de estudar as relações da sociedade com o meio. A primeira ideia foi a de que a natureza domina as relações e a vida humana.  Esse conjunto de idéias ficaram conhecidas como DETERMINISMO. Um dos criadores desta escola de pensamento foi o alemão Friedrich Ratzel (1844-1904) , considerado como um dos principais teóricos clássicos da Geografia e o precursor da Geopolítica e do Determinismo Geográfico. 
O Determinismo geográfico, acredita que o homem seja um produto do meio, pois as condições naturais é que determinam a vida em sociedade. O homem é escravo do seu próprio espaço!
Ainda no seculo XIX, Paul Vidal de La Blache (1845-1918) um geógrafo francês  funda a corrente de pensamento, que veio a ser denominada por Possibilismo, em oposição ao Determinismo Geográfico de Ratzel. 
Para Vidal, o homem também transforma o meio onde vive. Isso porque ao agir sobre o meio para modificá lo , essas ações humanas abre a possibilidade de o homem interferir na natureza, ou seja modificá-la e não simplesmente ser modificado por ela… isso porque essas não obedeceriam a uma relação entre causa e efeito. 
Essas formas de pensamento geográfico foram as responsáveis para consolidar a Geografia enquanto uma ciência e, ao mesmo tempo ajudando a compreender como se dá a relação entre a sociedade humana e o meio.

RESUMINDO:
    • Apos século XIX a Geografia começa a se estruturar enquanto CIÊNCIA. Neste período destacam duas importantes escolas geográficas. 
    • Determinismo: Tem como expoente  o alemão Friedrich Ratzel - acredita que o homem seria produto do meio, ou seja, as condições naturais é que determinam a vida em sociedade. O homem seria escravo do seu próprio espaço
    • Possibilismo: Tem como criador o francês Paul Vidal de La Blache -   o homem também transforma o meio onde vive. O homem não sofre, simplesmente, a ação do meio natural e sim manifesta a sua ação sobre o meio, sendo o homem um agente geográfico que atua sobre o meio natural, usando sua influência e criando possibilidades de sobrevivência.
FONTE DE CONSULTA WEB
 PENA. Rodolfo Alves.Friedrich Ratzel. disponivel em . Acesso em 26 de janeiro de 2020 por Orlandir Cavalcante
______________ disponivel em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/vidal-la-blache.htm
https://www.clickescolar.com.br/possibilismo-geografico.htm

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O Conflito no Sudão do Sul.

CLIQUE AQUI PARA TER ACESSO A AULA SOBRE O SUDÃO DO SUL
De 1955 A 2005 o Sudão enfrentou uma guerra civil travada entre as forças do ditador Nimeiry que governava em Cartum (capital) e impôs a sharia á maioria cristã e animista do Sul gerando revolta na parte Sul do país. Além disso podemos acrescentar o descaso do governo com o sul, de maioria cristã e animista além da miséria e abandono da região.
Para por fim a esta longa guerra, um dos acordos de paz, assinado em 2005 definia que haveria um plebiscito onde a população votaria pela criação ou não de um novo pais, ao Sul do Sudão. O sim venceu por maioria esmagadora, e por isso em 2011, foi declarado a separação do Sul do Sudão, criando o SUDÃO do Sul, com a capital Juba, ás margens do grande rio Nilo.
Assim o Sudão, que ficou ao Norte é mais desértico e de maioria muçulmana enquanto o novo pais, o Sudão do Sul, passou a ter maiores jazidas de minerios e petroleo com uma população expressiva de cristãos e animistas ( religioes nativas que acreditam que entidades não humanas animais, plantas, objetos inanimados ou fenômeno, possuem uma essência espiritual, ou seja, são divindades…
Uma vez aprovado a criação do novo pais, veio o desafio como por exemplo, a moeda a ser usada, as garantias e direitos dos cidadãos do Sul. Uma constituição. A delimitação das fronteiras e as reservas de minérios e petróleo, uma vez que as Jazidas se concentram no Sudão do Sul mas o escoamento se dá por oleodutos e dutos instalados no Sudão.
Diante destes desafios, a Guerra civil encerrada em 2005 reinicia agora com um novo Estado ao Sul. Portanto podemos dizer que o conflito no Sudão do Sul tem como origem o petróleo e a demarcação das fronteiras entre o novo pais e o Sudão.
Assim, hoje o Sudão do Sul, além de enfrentar um conflito com o vizinho do Norte ainda está tendo que enfrentar uma guerra civil entre dois grupos étnicos. Os DINKA e o povo NUER. Os Dinka estão no poder desde a criação do pais …. Agora o conflito torna se POLITICO (contra o Sudão) e Etnico….
Abaixo tem o slide da aula que fizemos em sala ….



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

URBANIZAÇÃO

A urbanização é um dos temas mais importantes da atualidade. Com o advento da globalização capitalista as cidades tornaram se o espaço privilegiado para as ações da sociedade humana . A seguir disponibilizo um slide de uma aula que preparei e uma atividade sobre o tema.

Slide da aula do prof. Orlandir sobre URBANIZAÇÃO

Vídeo 1 Exclusivo para alunos do Colegio Salesiano Santa Maria de Cáceres MT 

Vídeo 2 Exclusivo para alunos do Colegio Salesiano Santa Maria - Cáceres/MT

 atividade sobre URBANIZAÇÃO

terça-feira, 10 de outubro de 2017

CONTINENTE AFRICANO - ASPECTOS FISICOS

A África está separada da Europa pelo mar Mediterrâneo e liga-se à Ásia na sua extremidade nordeste pelo istmo de Suez. No entanto, a África ocupa uma única placa tectônica, ao contrário da Europa que partilha com a Ásia a Placa Euro-asiática.
Do seu ponto mais a norte, Ras ben Sakka, em Marrocos, à latitude 37°21′ N, até ao ponto mais a sul, o cabo das Agulhas na África do Sul, à latitude 34°51′15″ S, vai uma distância de aproximadamente 8 000 km. Do ponto mais ocidental de África, o Cabo Verde, no Senegal, à longitude 17°33′22″ W, até Ras Hafun na Somália, à longitude 51°27′52″ E, vai uma distância de cerca de 7 400 km.
Para além do mar Mediterrâneo, a norte, África é banhada pelo oceano Atlântico na sua costa ocidental e pelo oceano Índico do lado oriental. O comprimento da linha de costa é de 26 000 km.

Localização

Com uma área territorial de pouco mais de 30 milhões de quilômetros quadrados, o continente africano é o terceiro em extensão. Cortam a África, três dos grandes paralelos terrestres: Equador, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio, além do Meridiano de Greenwich. Há cinco diferentes fusos horários. O continente tem o formato aproximado de um crânio humano visto de lado com o nariz - a península da Somália - apontado para leste.
Estendendo-se de 37 graus de latitude norte a 34 graus de latitude sul e de 18 graus de longitude oeste a 51 graus de longitude leste, o território africano distribui-se pelos quatro hemisférios do planeta Terra. Por outro lado, está compreendido em apenas duas zonas climáticas: a zona intertropical (equatorial e tropical norte e sul) e temperada do norte e do do sul.
A África apresenta litoral pouco recortado e é banhada, a oeste, pelo oceano Atlântico; a leste, pelo oceano Índico; ao norte, pelo mar Mediterrâneo; e a nordeste, pelo mar Vermelho.
Dentre os acidentes geográficos litorâneos, merecem destaque o golfo da Guiné no Atlântico Sul; e o estreito de Gibraltar, entre o Oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo, junto da península Ibérica, na Europa. Há ainda no leste do continente, a península da Somália, chamada também de Chifre da África, e o golfo de Áden, formado por águas do oceano Índico e limitado pela península Arábica, que pertence à Ásia. Ao sul, encontra-se o cabo da Boa Esperança.
A África não possui muitas ilhas ao seu redor. No Atlântico, localizam-se algumas, formadas por picos submarinos, como as Ilhas Canárias e a Ilha da Madeira, bem como os arquipélagos de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. No Oceano Índico encontram-se uma grande ilha — a de Madagáscar — e outras de extensão reduzida, entre as quais Comores, Maurício e Seychelles.

Relevo

O relevo africano, predominantemente planáltico, apresenta considerável altitude média - cerca de 750 metros. As regiões central e ocidental são ocupadas, em sua totalidade, por planaltos intensamente erodidos, constituídos de rochas muito antigas e limitados por grandes escarpamentos.
Os planaltos contornam depressões cortadas por rios, nas quais também se encontram lagos e grandes bacias hidrográficas, como as do Nilo, do Congo, do Chade, do Níger, do Zambeze, do Limpopo, do Cubango e do Orange.
Ao longo do litoral, situam-se as planícies costeiras, por vezes bastante vastas. Destacam-se, a oeste e nordeste do continente, quando se estendem para o interior. As planícies ocupam área menor do que a dos planaltos. Podemos citar as planícies do Níger e do Congo.
Na porção oriental da África encontra-se uma de suas características físicas mais marcantes: uma falha geológica estendendo-se de norte a sul, o Grande Vale do Rift, em que se sucedem montanhas, algumas de origem vulcânica e grandes depressões. É nessa região que se localizam os maiores lagos do continente, circundados por altas montanhas, de mencionar o Quilimanjaro (5895 metros), o monte Quénia (5199 metros) e o Ruwenzori (5109 metros).
Podemos destacar ainda dois grandes conjuntos de terras altas, um no norte, outro no sul do continente:
Completando uma visão do relevo africano, é possível observar ainda a existência de antigos maciços montanhosos em diferentes pontos do continente: o da Etiópia, formado a partir de erupções vulcânicas, o de Fouta Djalon e o de Hoggar, além de vários outros.
O Planalto dos Grandes Lagos assinala o início de inclinação do relevo africano, do leste para o continente, que favorece a drenagem de bacias fluviais interiores, como as dos rios Congo, Zambeze e Orange.

 

Clima


A linha do Equador divide a África em duas partes distintas: o norte é bastante extenso no sentido leste-oeste; o sul, mais estreito, afunila-se onde as águas do Índico se encontram com as do Atlântico. Quase três quartos do continente estão situados na zona intertropical da Terra, apresentando, por isso, altas temperaturas com pequenas variações anuais.
Distinguem-se na África os climas equatorial, tropical, desértico e mediterrâneo.
O clima equatorial, quente e úmido o ano todo, abrange parte da região centro-oeste do continente; o tropical quente com invernos secos domina quase inteiramente as terras africanas, do centro ao sul, inclusive a ilha de Madagascar; o clima desértico, por sua vez, compreende uma grande extensão da África, acompanhando os desertos do Saara e de Calaari.
O clima mediterrâneo manifesta-se em pequenos trechos do extremo norte e do extremo sul do continente, apresentando-se quente com invernos úmidos. No Magrebe, a agricultura é importante, cultivando-se vinhas, oliveiras, cítricos e tâmaras, enquanto que no sul, principalmente na península do Cabo, o vinho, introduzido pelos imigrantes franceses, no século XVII, é igualmente uma fonte de riqueza local.
A pluviosidade na África é bastante desigual, sendo a principal responsável pelas grandes diferenças entre as paisagens africanas. As chuvas ocorrem com abundância na região equatorial, mas são insignificantes nas proximidades do Trópico de Câncer, onde se localiza o Deserto do Saara, e do Trópico de Capricórnio, região pela qual se estende o Calaari.
Localizados no interior do território africano, os desertos ocupam grande parte do continente. Situam-se tanto ao norte (Dyif, Iguidi, da Líbia - nomes regionais do Saara) quanto ao sul (da Namíbia - denominação local do Deserto de Calaari).

Hidrografia

Tendo as regiões norte e sul praticamente tomadas por desertos, a África possui relativamente poucos rios. Alguns deles são muito extensos e volumosos, por estarem localizados em regiões tropicais e equatoriais; outros atravessam áreas desérticas, tornando a vida possível ao longo de suas margens.
A maior importância cabe ao rio Nilo, o segundo mais extenso do mundo (após o Solimões-Amazonas), cujo comprimento é superior a 6.500 quilômetros. Nasce nas proximidades do Lago Vitória, percorre o nordeste africano e deságua no mar Mediterrâneo. Forma, com seus afluentes, uma bacia de quase três milhões de quilômetros quadrados, cinco vezes mais extensa que o estado de Minas Gerais. O vale do rio Nilo, abaixo da confluência entre o Nilo Branco e o Nilo Azul, apresenta um solo extremamente fértil, no qual se pratica intensamente a agricultura, onde as principais culturas são o algodão e o trigo. As grandes civilizações egípcia e de Meroé, na Antiguidade existiram, em parte, em função de seu ciclo anual de cheias.
Além do Nilo, outros rios importantes para a África são o Congo, o Níger e o Zambeze. Menos extensos, mas igualmente relevantes, são o Senegal, o Orange, o Limpopo e o Zaire.
No que se refere aos lagos, a África possui alguns mais extensos e profundos, a maioria situada no leste do continente, como o Vitória, o Rodolfo e o Tanganica. Este último, com quase 1.500 metros de profundidade, evidencia com mais ênfase a grande falha geológica na qual se alojaram os lagos. O maior situado na região centro-oeste é o Chade.

 

Vegetação

Nas áreas de clima equatorial as chuvas são abundantes o ano inteiro; graças à pluviosidade, a vegetação dominante é a floresta equatorial densa e emaranhada. Ao norte e ao sul dessa faixa, onde o verão é menos úmido e a região está sujeita às influências marítimas, aparecem as savanas, que constituem o tipo de vegetação mais abundante no continente. Circundam essa região zonas em que as temperaturas são mais amenas, a pluviosidade menor e as estações secas bem pronunciadas. Aí se encontram estepes, que, à medida que alcançam áreas mais secas, tornam-se progressivamente mais ralas, até se transformarem em regiões desérticas.
Ao longo do litoral do mar Mediterrâneo e da África do Sul, sobressai a chamada vegetação mediterrânea, formada por arbustos e gramíneas. Nesta área concentra-se a maior parte da população branca do continente.

Como parte significativa de sua vegetação está preservada, a África conserva ainda numerosos espécimes de sua fauna: a floresta equatorial constitui abrigo, principalmente, para aves e macacos; as savanas e estepes reúnem antílopes, zebras, girafas, leões, leopardos, elefantes, avestruzes e animais de grande porte em geral.

SLIDE

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 DE MAIO – ANTES DE COMEMORAR UMA ASSINATURA DEVE SE ENALTECER UMA LUTA


O que se comemora em 13 de maio é uma assinatura. Nesta data, a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, que aboliu FORMALMENTE o trabalho escravo no Brasil. Porém, esse processo começou antes da Lei, com movimentos que já vinham acontecendo.

O primeiro ocorreu em 1850, quando a Lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico negreiro no Brasil. E não foi por livre e espontânea vontade, mas sim, porque a Inglaterra estava pressionando a monarquia brasileira. Mais tarde, em 1871, foi decretada a Lei Visconde do Rio Branco, popularmente conhecida como “Lei do Ventre Livre”, através da qual todos os filhos de escravos nascidos a partir desta lei fossem considerados livres. Em 1885, surgiu a Lei dos Sexagenários (ou Lei Saraiva-Cotegipe), que libertava os escravos que completassem 65 anos.
A grande movimentação e influência pela libertação de escravos partiu da elite agrária do país: os cafeicultores paulistas (que já não dependiam dos escravos e estavam preparados para o trabalho assalariado), e políticos, como Joaquim Nabuco, que conseguiram adesão da sociedade à causa. Em 13 de maio de 1888, a lei foi votada e aprovada.  Princesa Isabel era, então, regente do trono imperial e apenas assinou a decisão da maioria parlamentar.
Ao dar valor ao documento legal morre significado da luta politica que foi travada no seio da sociedade brasileira. Homens, mulheres, negros, brancos e indigenas deram suas vidas, seu sangue para inciar o processo de libertação dos escravos em territorio nacional.
Devemos ter em mente ainda que umas das missões nossas de educadores/as deste é estimular a luta politica, cidadã e critica em nossos alunos, pois só assim serão capazes de perceber que a luta politica constrói direitos e a sua manutenção e ampliação depende de estarmos vigilantes sempre e reagir contra toda e qualquer tentativa de retrocesso.
Reflexão produzida a partir do PortalRCE Leia aqui

terça-feira, 7 de maio de 2013

25 DE MAIO: Dia da África: liberdade, respeito e reconhecimento


Além de seu significado histórico, a comemoração do Dia da África, em 25 de maio, assume ainda hoje uma função importante no cenário mundial.

O Continente Africano tem sido alvo de disputas políticas e econômicas há muito tempo. Desde o início da história moderna até o século 20, a África já serviu de suporte de mão de obra, de recursos naturais, de mercado de consumo e de território para países considerados potências econômicas de suas épocas. É claro que a questão não se encerrou no século passado. Esse histórico de exploração se desdobrou em muitos outros problemas socioculturais, como oApartheid e o preconceito contra a etnia de matriz africana em diversas nações.

A data foi criada em 25 de maio de 1963, quando alguns líderes africanos se reuniram em Addis Abeba, na Etiópia, a fim de reivindicarem a emancipação do Continente Africano, subordinado por alguns países imperialistas desde o século 19. A partir de então, criaram a Organização da Unidade Africana (OUA), hoje conhecida como União Africana (UA). Nesse momento, grande parte dos países africanos já não era mais colônia das potências europeias. A data contribuiu para acelerar a emancipação de alguns países africanos e promover o fim da segregação étnica causada pela política do apartheid. Consciente da importância desse encontro em Addis Abeba, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1972, a data 25 de maio como o Dia da África, representando um marco mundial no reconhecimento da liberdade e da luta contra a desigualdade no Continente Africano.

Muitos países da África enfrentam, ainda hoje, problemas sociais e culturais dentro de suas nações, devido aos resquícios da intervenção europeia no continente. Fora da África, o preconceito com os povos de matriz africana ainda é significativo, fruto também desse passado de exploração. Muitos ainda mantêm um imaginário sobre a África como um continente homogêneo, com uma série de problemas econômicos e sociais. O Continente Africano está para além dessa ingênua dedução. Com 54 países, a África comporta uma multiplicidade de práticas culturais e etnias, advindas, principalmente, de apropriações das culturas do árabe-berbere e do negro-africano.

Nesse sentido, o Dia da África representa, para o cenário mundial atual, mais do que o reconhecimento da emancipação africana, pois tem como objetivo promover a reflexão sobre a importância do respeito, da tolerância e a valorização dos povos e nações desse continente que sempre nos foi próximo. Contudo, durante esses vários séculos de exploração, houve também muitos momentos de luta. Seja no âmbito cotidiano ou em movimentos organizados, na África ou em outros países, o povo de matriz africana sempre se manteve ativo, reivindicando, de diferentes formas, melhores condições de vida, de trabalho, e mesmo da liberdade.

quinta-feira, 14 de março de 2013

ATIVIDADE DE SALA

Esta atividade é direcionada aos alunos da segunda série do Ensino Médio - do Instituto Santa Maria em Cáceres.
1. O primeiro passo será a leitura destes textos (tempo 10 minutos)
A ECONOMIA DA CRIATIVIDADE - GRUPO 01
À MEDIDA QUE CRESCE O WIKILEAKS, TAMBÉM CRESCE A CONCORRÊNCIA - GRUPO 02
BOOM TECNOLÓGICO FINANCIA GUERRA NO CONGO  - GRUPO 03
CONTROLAR A INTERNET - GRUPO 04
Tendências do Mundo do Trabalho GRUPO 05

2. Discussão com outros componentes do Grupo sobre o texto lido. Atente para o fato de que cada um deverá dar sua opinião. Alguem fará as anotações necessárias sobre o dialogo do grupo. (tempo  10 minutos)

3. Depois de dialogar e anotar as observações sobre o texto lido. O grupo fará uma apresentação, com no maximo 5 slides. O slide deverá ter o titulo, identificação da disciplina. professor e alunos/as ( nomes completos).
Será avaliado a clareza, beleza e criatividade, alem é claro a desenvoltura do grupo na exposição do conteudo. (tempo 20minutos)

4. Cada grupo terá exatos 5miutos para fazer a apresentação.





DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...