Painel em São Paulo: religião, sociedade civil e direitos humanos, desafios do neoconservadorismo.
O que as organizações da sociedade civil estão fazendo diante o avanço do conservadorismo religioso na sociedade brasileira e latino-americana?
Se por uma parte existe uma grande preocupação em relação à crescente presença de discursos e propostas religiosas conservadoras, parece haver um desconhecimento generalizado sobre como se estrutura esse campo religioso e daí decorre uma limitação em termos de estratégias para responder. Assim, consideramos indispensável criar instancias de diálogo e formação dentro das organizações de sociedade civil, como também em âmbitos políticos sobre a complexidade do campo religioso, seu lugar social, assim como sobre a existência de narrativas, leituras e práticas dentro do mundo religioso que podem servir para pensar ferramentas que possibilitem o diálogo e a articulação com a sociedade civil e possíveis ações de incidência conjunta.
Debatedores convidados: Dra. Magali Do Nascimento Cunha (Jornalista e doutora em Ciências da Comunicação), Dr. Rodrigo Toniol (Professor da Unicamp, presidente da Asociación de Cientistas Sociales de la Religión del Mercosur) com Mediação de Mary Grisales (Conectas).
A educação moderna tem uma relação
com a sociedade urbano e industrial. A evolução da sociedade capitalista
industrial e suas contradições influencia e determinam a pratica educativa,
sendo portanto, a educação uma arena de disputa entre capital e trabalho. Nesta
disputa assume portanto papel preponderante a figura do professor.
Se por um lado a disputa ou a visão
dicotômica de educação básica com finalidade de preparaçãopara a vida ou preparação para o mercado de
trabalho tomou nas ultimas décadas a centralidade da educação básica uma coisa
é certa. Formar o homem moderno torna se urgente e premente.
Assim, pensar numa escola e numa
educação sob a perspectiva da classe trabalhadora requer mudar o paradigma de
formação. A politecnia de Marx e Engels e a Escola Unitária de Gramsci são, até
o momento as propostas que mais se aproximam de uma visão libertadora e
protagonista da classe trabalhadora. São propostas apresentadas em uma
sociedade pos capitalista, onde a classe operaria já teria consolidado sua
hegemonia porem, numa perspectiva freiriana a educação e a escola torna se
possivel enquanto utopia, mesmo numa realidade capitalista. Uma visão
libertária da escola e da educação básica.
Fica evidente que a formação humana
integral deve nortear a formação inclusive quando se trata da classe
trabalhadora. Um humanismo que, na visão Gramsciana um humanismo que contribua
para o desenvolvimento, nos sujeitos, da capacidade de criação intelectual e
pratica e para a compreensão da totalidade social, tendo o trabalhão como
principio educativo como sua base.
QUANDO EU PARTICIPAVA DA IGREJA CATOLICA E NOS ANOS OITENTA E NOVENTA, eu conheci uma UMA IGREJA DE PROFECIA, ou seja, DE DENUNCIA E DE ANÚNCIO... TINHA, naquela época UMA CANÇAO DO GIL VICENTE QUE DIZIA ...
Será tão bonito, se ouvir a canção, Cantada, de novo. No olhar do povo a certeza do irmaão, Reinado , do povo ....
OUTRA DO PADRE ZEZINHO PONTUAVA Negritude é a Luz de Deus. Negritude é a esperança do amanha, branco verde e amarelo é o mesmo jeito do Senhor... mostrar a sua luz........
AH, NA PRIMEIRA COMUNHÃO CANTÁVAMOS
Dentro de mim existe uma luz, que me mostra por onde eu deverei andar. Dentro de mim também mora Jesus, que me ensina buscar o caminho e sonhar.....
PARECE COISA DE CRIANÇA MAS JUNTÁVAMOS AS MÃOS E CANTÁVAMOS.....
Maezinha do ceu, eu nao sei rezar... eu só sei dizer que quero te amar.....
MERCEDES SOSA A COMUNISTA ARGENTINA SEMPRE TINHA CANÇÕES NAS MISSAS COMO ESTA......
Eu só peço a Deus!, Que a morte nao me seja indeferente! .....
NOVAMENTE GIL VICENTE DENUNCIAVA NOS CANTICOS DE COMUNHÃO.....
Pelos caminhos da America, Há tanta dor tanto pranto, Nuvens, misterios encantos, que anima nosso caminhar. Há ditadores na esquina, estradas manchadas de sangue, apontado como flexas, que a liberdade é pra lá.......
AH SAUDADE DE MINHA ESCOLA EM CAMPO GRANDE ONDE OS SALESIANOS ME ENSINARAM A CANTAR
Vem Dom Bosco sonhador, vem conosco caminhar, sua audacia seja agora, nossa vez e hora de partcipar....
Ah Salesianos, onde aprendi a ser SONHADOR e LUTADOR... Vejo hoje só a VELHA GUARDA mantendo a luta... os mais jovens entro nos facebooks dos mesmos .... me dá uma decepção... cadê o Dom Bsoco sonhador? A Juventude se alienou? Enfim.... O conservadorismo levou muitos da Igreja Catolica a fazerem sinal de revolver como as funcionárias da arquidiocese do Rio de Janeiro , que mesmo em frente a uma imagem do Cristo faziam sinal de revolver para homenagear o Bolsonanro que foi visitar o Dom Orani Tempesta... Bolsonaro um ser que elogia Brilante Ulstra Estes mesmos apoiadores de Bolsonaro e membros da Renovação Carismamtica Catolica invandem uma seminario na sede de CNBB e desacata os bispos ... tempos sombrios.... bem da Igreja guardo a militancia... a Igreja Catolica me forjou na luta e na luta continuo........ Tenho certeza que nao estou do lado errado... estou no oposto da opressão e do odio..... .
Os eleitores de Bolsonaro quando decidem nos atacar geralmente dizem:
_Ah seus petralhas! Se preparem agora terão que trabalhar!
_A teta vai secar!
Tem outras pérolas. Quando percebem que agente é professor daí a essas frases somam se outras como:
_Agora chega! Nossas crianças não devem ser orientadas pela ideologia de gênero como vocês fazem.
_Toma vagabundo agora acabaram as greves (esta frase devido a agressão e o desrepeito prefiro discorrer em outro momento).
O interessante que eu e todos os outros meus colegas que são agredidos desta forma por eleitores do Bolsonaro, trabalhamos muito! De segunda a sexta e sempre com mais de um período.
Nos finais de semana corrigir provas. Preparar aulas e estudar.
Bem hoje, domingo dia 21 de outubro de 2018, levantei onze da manhã .
Fiz meu cafezinho, coisa rara pois no corre corre do dia a dia tenho que esperar o cafezinho da escola para forrar o bucho!
Não dá tempo de fazer!
Daí fazer meu cafezinho pela manhã é um ritual energizador.
Gosto de tomar naqueles copos de massa de tomate ou copo de azeitona. Lembra infância, saudades sei lá, eu gosto.
Por os pés pra cima! Que delícia!
Olhar ao redor no meu barraco onde passo todos os dias os olhares e sempre vejo algo de diferente, hoje por exemplo me chamou a atenção uma obra de arte feita por uma criança chamada Ayla usando de forma inovadora o Baton de sua mãe. Tentaram impedir mas lembro que eu não achei certo e disse calma gente depois eu lavo. Nunca lavei!
Sabem de uma coisa? Não está fácil as coisas, mas nunca foram mesmo né.
Porém posso fazer tudo isso nos finais de semana. Tomar meu cafezinho e olhar em volta e planejar a vida. Tenho décimo terceiro, um terço de férias, nem Deus há de deixar mas se algum imprevisto acontecer tenho direito a benefícios enfim. Possuo um sindicato que contribui mensalmente e politicamente e que trava a luta coletiva.
Tenhosegurança, ainda que a tenham flexibilizado na reforma de Temer, ainda há esperança.
Quero continuar nesta expectativa de lutas e avançar. Com a plataforma de governo do Bolsonaro não vejo perspectivas pois:
1- Ele não tem propostas para valorização do magistério.
2 - não menciona nem sequer o piso nacional , as metas do Plano Nacional de Educação.
3 - diz que irá combater ideologias nas escolas, como assim? Vai nos impõe uma outra ideologia?
4 - desconsidera os professores quando limita o currículo a Matemática, Português e Ciências.
5- Diz em seu plano que irá dar apoio ao escola sem partido um grupo fanático que coage e humilha professores em Sala de aula inclusive fazendo exposição publica.
6- Diz que vai acabar com os sindicatos que no caso da edição faz sua luta de forma coletiva beneficiando não somente filiados mas todos inclusive alguns professores que se escondem e aproveitam as contribuições de filiados e conseguem ganhos e direitos sem lutar e em muitos casos falando mal de quem luta.
Por isso para que eu continue a fazer coisas simples como tomar meu café de domingo e planejar como gastar meu décimo e meu um terço de férias, e ter a certeza de que eu poderei continuar a lutar para melhorará minha carreira e a educação nacional VOTO EM #HADDAD . Reflita e pense. Depois repasse. Conquiste mais um voto para #HADDAD.
Bom domingo para nós trabalhadores e trabalhadoras
Todo
Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro é uma música da banda o Rappa, em que a
letra problematiza a(o)
a) relação de trabalho e existência da mão de
obra escrava
b) sofrimento dos escravizados durante a
expansão marítima europeia.
c) dura rotina de trabalho dos escravos.
d) atividade comercial e o tráfico negreiro.
e) preconceito racial e social.
QUESTÃO 02 - No início do século XIX,
o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão científica
para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade
indígena. Referindo-se ao indígena, ele afirmou:
“Permanecendo em grau inferior da
humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o altera, nenhum
exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo
(…). Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente,
tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo inteiramente com a
Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz.”
(Carl Von Martius. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo
Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1982).
Com base nessa descrição, conclui-se
que o naturalista Von Martius
a) apoiava a independência do Novo
Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia a missão
européia, respeitavam a flora e a fauna do país.
b) discriminava preconceituosamente
as populações originárias da América e advogava o extermínio dos índios.
c) defendia uma posição progressista
para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e feliz.
d) procurava impedir o processo de
aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das populações originárias
da América.
e) desvalorizava os patrimônios
étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão “civilizadora
européia”, típica do século XIX.
QUESTAO 03- De 1948 a 1991, vigorou na
África do Sul o regime denominado apartheid. A esse respeito é correto afirmar:
a)
Trata-se de uma política de segregação racial que excluía os negros da
participação política, mas lhes reservava o livre direito à propriedade da
terra.
b)
Trata-se de uma política de segregação racial que previa uma lenta incorporação
da população negra às atividades políticas do país.
c)
Trata-se de uma política de segregação racial que excluía negros e asiáticos da
participação política e restringia até mesmo a sua circulação pelo país.
d)
Trata-se de uma política de integração racial baseada na perspectiva ideológica
da mestiçagem cultural entre as diversas etnias negras.
e)
Trata-se de uma política de segregação racial que propunha a eliminação gradual
da minoria negra, como forma de garantir a dominação branca.
QUESTAO 04 - Um dos
grandes desafios do século XXI para tornar o mundo melhor é o de aprender a
conviver com os outros, aceitar e respeitar os que são diferentes na cultura,
na religião, nos costumes, na sexualidade etc. A intolerância, os preconceitos,
as discriminações e o racismo, no entanto, vêm crescendo. Sobre esse assunto, é
CORRETO afirmar:
a)
o princípio de que todos os seres humanos são iguais, independentemente de
sexo, cor da pele, orientação sexual, local de nascimento, valores culturais,
existe de direito e de fato nas sociedades democráticas.
b)
o racismo consiste numa tendência a desvalorizar certos grupos étnicos, sociais
ou culturais, atribuindo-lhes características inferiores e manifesta-se na
segregação e rejeição de valores culturais.
c)
os neonazistas, os carecas, os arianos, entre outros, são grupos organizados
que visam combater os preconceitos, sobretudo contra migrantes pobres.
d)
a xenofobia e a homofobia atingem em maior grau os indígenas, os negros e a
mulher, considerados inferiores
em determinadas sociedades.
QUESTAO 05 - Em
tempos neoliberaiso processo de
globalização, que interliga lugares, através da movimentação de pessoas, de
valores, de capitais e de mercadorias, pode ocasionar situações que expõem a
humanidade a condições de risco. Entre as mais graves e/ou sobre as tentativas
de evitá-las, é possível destacar, de modo correto:
A)
a difusão de preconceitos contra estrangeiros, pela crença de que as pessoas e
os produtos vindos de fora são os responsáveis pelas crises da economia e pelo
desemprego.
B)
a transferência de doenças degenerativas pelos continentes, como as neoplasias,
as doenças cardíacas, o Mal de Alzheimer, entre outras, até há poucos anos,
típicas de países desenvolvidos.
C)
a repercussão das crises, nas bolsas de valores, provocadas por conflitos
armados, que têm efeitos semelhantes entre países ricos e pobres e entre
pessoas de diferentes condições sociais.
D)
a carência de água, provocada pelo seu consumo inadequado, que levou o mundo a
adotar como forma de controle a racionalização e a privatização do seu uso.
E)
o desequilíbrio na distribuição da população mundial, solucionável através da
transferência de populações, possibilidade assegurada pelas políticas
migratórias internacionais.
QUESTAO 06 - O problema
enfrentado pelo migrante e o sentido da expressão “sustança” expressos nos
quadrinhos, podem ser, respectivamente, relacionados a
(A)
rejeição / alimentos básicos.
(B)
discriminação / força de trabalho.
(C)
falta de compreensão / matérias-primas.
(D)
preconceito / vestuário.
(E)
legitimidade / sobrevivência.
QUESTAO 07- No
segundo quadro da tira, a minhoca se esconde para não ser notada pelas cobras.
Essa
tentativa de desaparecimento da personagem é enfatizada pelo uso do seguinte
recurso:
(A)
caráter exclamativo de uma fala
(B)
movimento conjunto das cobras
(C)
ausência da moldura do quadro
(D)
presença de personagens distintos
QUESTAO 08 - Quem
construiu a Tebas de sete portas?
Nos
livros estão nomes de reis.
Arrastaram
eles os blocos de pedra?
E
a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em
que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para
onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha
da
China ficou pronta?
A
grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem
os ergueu? Sobre quem triunfaram os césares?
BRECHT,
B. Perguntas de um trabalhador que lê.Disponível
em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em:28
abr. 2010.
Partindo
das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor censura a
memória construída sobre determinados monumentos e acontecimentos históricos. A
crítica refere-se ao fato de que
Aos agentes históricos de uma determinada
sociedade deveriam ser aqueles que realizaram feitos heroicos ou grandiosos e,
por isso, ficaram na memória.
Ba História deveria se preocupar em memorizar
os nomes de reis ou dos governantes das civilizações que se desenvolveram ao
longo do tempo.
Cgrandes monumentos históricos foram
construídos por trabalhadores, mas sua memória está vinculada aos governantes
das sociedades que os construíram.
Dos trabalhadores consideram que a História é
uma ciência de difícil compreensão, pois trata de sociedades antigas e
distantes no tempo.
Eas civilizações citadas no texto, embora
muito importantes, permanecem sem terem sido alvos de pesquisas históricas.
Nesta aula abordaremos a China no contexto do imperialismo europeu do seculo XIX, em especial a Guerra do Opio ( 1ª e 2ª) bem como a revolta dos Boxers.
Nesta aula abordaremos as paisagens tropicais, a saber aquelas localizadas entre os trópicos de câncer e de capricórnio. Temos neste ponto nas áreas mais úmidas as florestas equatoriais e as tropicais. Nesta aula abordaremos as paisagens não florestais em destaque para as savanas, o cerrado e a caatinga. O pantanal ficará em forma de trabalho a ser produzido em forma de pesquisa bibliográfica. slide da aula CERRADO CAATINGA E SAVANAS
A urbanização é um dos temas mais importantes da atualidade. Com o advento da globalização capitalista as cidades tornaram se o espaço privilegiado para as ações da sociedade humana . A seguir disponibilizo um slide de uma aula que preparei e uma atividade sobre o tema.
Cultura visual - nome desse novo campo de estudo - propõe que as atividades ligadas à Arte passem a ir além de pinturas e esculturas, incorporando publicidade, objetos de uso cotidiano, moda, arquitetura, videoclipes e tantas representações visuais quantas o homem é capaz de produzir. Trata-se de levar o cotidiano para a sala de aula, explorando a experiência dos estudantes e sua realidade.
Essa "alfabetização visual" dará ao aluno condições de conhecer melhor a sociedade em que vive, interpretar a cultura de sua época e tomar contato com a de outros povos. Mais: ele vai descobrir as próprias concepções e emoções ao apreciar uma imagem. "O professor tem de despertar o olhar curioso, para o aluno desvendar, interrogar e produzir alternativas frente às representações do universo visual", afirma Fernando Hernández, professor da Faculdade de Belas Artes de Barcelona, na Espanha.
Roteiro para o olhar - O pesquisador norte-americano Robert William Ott, da Penn State University, criou o seguinte roteiro para treinar o olhar sobre obras de arte, mas ele pode ser adaptado a atividades ligadas à cultura visual. O diferencial é fazer sempre a relação com a realidade do aluno:
1) DescreverPara aproveitar tudo o que uma imagem pode oferecer, os olhos precisam percorrer o objeto de estudo com atenção. Dê um tempo para a obra se "hospedar" no cérebro. Em sala de aula, peça que todos descrevam o que vêem e elaborem um inventário.
2) AnalisarÉ hora de perceber os detalhes. As perguntas feitas pelo professor devem ter por objetivo estimular o aluno a prestar atenção na linguagem visual, com seus elementos, texturas, dimensões, materiais, suportes e técnicas.
3) InterpretarUm turbilhão de idéias vai invadir a classe e você precisa estar atento a todas elas, paraaproveitar as diversas possibilidades pedagógicas. Liste-as e eleja com a turma as quecorrespondam aos objetivos de ensino. Meninos e meninas devem ter espaço para expressar as próprias interpretações, bem como sentimentos e emoções. Mostre outras manifestações visuais que tratem do mesmo tema e estimule-os a fazer comparações (cores, formas, linhas, organização espacial etc.).
4) FundamentarLevantadas as questões que balizarão o trabalho, é tarefa dos estudantes buscar respostas.Elabore junto com eles uma lista com os aspectos que provocam curiosidade sobre a obra, o autor, o processo de criação, a época etc. Ofereça textos de diversas áreas do conhecimento para pesquisa e indique bibliografia e sites para consulta, selecionando os textos de acordo com os interesses e o nível de conhecimento da classe.
5) RevelarCom tantas novidades e aprendizados, a turma certamente estará estimulada a produzir.Discuta com todos como gostariam de expor as idéias que agora têm. Quais são essas idéias e como comunicá-las? É hora criar, desenhar, escrever, fazer esculturas, colagens...
Estou vivendo como um mero mortal profissional Percebendo que às vezes não dá pra ser didático Tendo que quebrar o tabu e os costumes frágeis das crenças limitantes Mesmo pisando firme em chão de giz De dentro pra fora da escola é fácil aderir a uma ética e uma ótica Presa em uma enciclopédia de ilusões bem selecionadas E contadas só por quem vence Pois acredito que até o próprio Cristo era um pouco mais crítico em relação a tudo isso E o que as crianças estão pensando? Quais são os recados que as baleias têm para dar a nós, seres humanos, antes que o mar vire uma gosma? Cuide bem do seu Tcheru Na aula de hoje veremos exu Voando em tsuru Entre a boca de quem assopra e o nariz de quem recebe o tsunu As escolas se transformaram em centros ecumênicos Exu te ama e ele também está com fome Porque as merendas foram desviadas novamente Num país laico, temos a imagem de César na cédula e um "Deus seja louvado" As bancadas e os lacaios do Estado Se Jesus Cristo tivesse morrido nos dias de hoje com ética Em toda casa, ao invés de uma cruz, teria uma cadeira elétrica - MUSICA EXÚ NAS ESCOLAS - ELZA SOARES.
A Hora Atividade ou Hora de Trabalho Pedagógico é o período reservado dentro da carga horária do professor para que o mesmo prepare suas aulas e desenvolva seus trabalhos de e pesquisa com vistas ao aprimoramento e praticas em sala de aula. A mesma deverá ser de cunho pessoal mas com base coletiva e sempre com vistas á melhoria do processo de ensino a aprendizagem e como parte da Carga Horária deve ser igualmente remunerada. Não poderá ser assim, usada como espaço para reforço com aluno. Parte das gestões coloca este momento como para plantão e reforço, entendemos que não é a finalidade da Hora Atividade pois está foi concebida como um momento do professor refletir e trabalhar sua práxis, o atendimento a alunos em reforço deverá portanto acontecer dentro de uma proposta coletiva contemplada inclusive na proposta pedagógica da escola com anuência do coletivo.
A Constituição Federal de 1988 estabelece níveis de colaboração entre os entes federados e unindo estas estratégias, tem um fio condutor o PNE – Plano Nacional de Educação, de duração plurianual visando à articulação e ao desenvolvimento do Ensino em seus diversos níveis e à integração do poder publico que conduzam à melhoria da qualidade do ensino.
Há um longo caminho a ser percorrido para que se implemente, na pratica todos os ditames da carta magna! Primeiro, o pacto federativo tem que ser repactuado, pois na prática o bolo tributário fica em sua maior totalidade com a União que na realidade atende menos a educação básica, enquanto os municípios acabam arcando com a maior clientela ficam com uma pequena parcela dos recursos financeiros. Um dos desafios até hoje é chegar ao O Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito á Educação e que tem como objetivo mensurar o financiamento necessário (calculado por estudante) para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.
O PNE em si pode ser citado como um avanço da constituinte de 1988, porém, setores conservadores e privatistas tem agido nas ultimas décadas para torná-lo inócuo e sem validade efetiva. Até 2016, haviam investidas, porém setores de luta na educação nacional sempre conseguia conter tais avanços conservadores e privatistas, mas após a ruptura política ocorrida em 2016 as ações e propostas de tais grupos passaram a ser encampadas pelo governo e uma das primeiras ações foi descaracterizar o CNE ( Conselho Nacional de Educação), que inclusive ainda não convocou a Conferencia Nacional para Avaliação do Plano Nacional de Educação que deveria, conforme a Lei acontecer agora em abril de 2018.
Outra investida contra a educação pública nacional é o crescimento, no meio político e em setores da sociedade a ideia de que a educação não precisa de recursos e sim de gestão eficiente, como bem atesta, em recente entrevista do ministro da Educação Sr. Mendoça Filho ao programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. Tal discurso é um ensejo e prenuncio de uma terceirização dos processos de gestão da educação publica, processo este que já vem avançado em alguns Estados e Municípios da Federação. Nestes , a eficiência de gestão fica em foco e em desprestigio o processo de ensino aprendizagem.
Percebemos uma redução drástica nas perspectivas de avanços em políticas publicas na educação nacional. A PEC que congela os gastos públicos por vinte anos, recentemente aprovada, praticamente mina qualquer perspectiva de novos investimentos e programas nos sentido de avançar na oferta e na qualidade da Educação. Também os processos de terceirização vem avançando a passos largos em setores inteiros da educação nacional como por exemplo, a EJA – Educação de Jovens a Adultos, que quando não está sendo entregue aos setores do SITEMA “S”, acaba sendo alvo de empresas privadas ofertantes de educação na modalidade EAD, comprometendo as metas constantes no PNE refrate ao aumento da Oferta e da qualidade da educação ofertada.
Outro ponto que merece ser destacado são as metas de valorização do magistério. Constitui atualmente, como parte da estratégia, desmontar a carreira do magistério no Brasil. Um exemplo é a figura do "notório saber" introduzido pela Reforma do ensino Médio. Além disso, as formações dos profissionais atreladas á BNCC ( Base Nacional Curricular comum) tende, a longo prazo transformar as universidades e os cursos de licenciatura em cursos de “técnicas pedagógicas”, pois a própria reforma do Ensino Médio estatui que a única base a ser perseguida no território nacional é a BNCC logo, engessa também as matrizes curriculares e propostas pedagógicas das licenciaturas com extensão danos ás pós graduação e Extensão universitária.
Portanto o cenário a nosso ver é desolador. Estamos num cenário de desconstrução da educação como um direito humano e fundamental para verter a educação em uma mercadoria ao sabor e aos desejos do mercado.
Para inicio de
conversa vamos falar de João Bosco. Um filho de camponeses pobres do Norte da
Itália do século XIX, período de conflitos no plano político e econômico, em
destaque a revolução industrial que estava iniciando seus passos nas imediações
de Turim, o principal centro urbano da região na época. Os efeitos desta crise
não poderiam ser outro, êxodo rural, desemprego, violência urbana e abandono
principalmente para a juventude que, migrando da zona rural entravam nas
cidades sem perspectivas e acabavam sendo levados ao sistema prisional. Foi
acompanhando os trabalhos do padre Cafasso, um velho sacerdote que Dom, Bosco
se sensibilizou. Teria que achar uma forma de prevenir e evitar que a juventude
acabasse nas masmorras das prisões. Surge assim o sistema preventivo.
O professor Brasdorico[1]
nos informa que o sistema preventivo baseia nos seguintes pilares. Visão
positiva da pessoa humana. Religiosidade integradora e unificadora. Promoção
integral e Metodologia do amor educativo. A promoção integral, conforme o
professor consiste em ver o ser humano como um todo que, do ponto de vista da
pessoa, deve ser ajudada a promover se integralmente, nas dimensões (somática,
psíquica, espiritual); do ponto de vista social é convidado a participar da
transformação da realidade em perspectiva espiritual, é motivado à caridade
evangélica. Somando à promoção integral acrescentamos a religiosidade
integradora e unificadora, que contempla, a partir da religiosidade o ser
humano nas suas diversas dimensões. Assim entendemos que das
características apresentadas pelo
professor, a promoção integral e a religiosidade integradora/unificadora se
complementam e completam.
De posse destes
esclarecimentos precisamos deixar claro que Dom Bosco colocou em sua pratica
educativa e pastoral um sistema, não uma teoria ou um pressuposto de militância política, mas uma sistema com
fundamentos teóricos ( talvez ele mesmo não tenha esta intenção) e prático. Dom
Bosco era muito pé no chão.
Se entendermos sistema como sendo um conjunto de elementos interdependentes
de modo a formar um todo organizado, logo, o Sistema preventivo é uma
combinação lógica de cuidados, estribados numa ação educativa apoiada na RAZÃO,
enquanto processo de compreensão de si e do mundo, a RELIGIÃO, enquanto busca e
descoberta do sentido da vida e por fim, o que pode ser tido como o termo
gaurda-chuva, AMOREVOLEZZA, que abriga embaixo de si as virtudes relacionais ,
atitudes e comportamentos entre as pessoas, que se revelam em palavras, gestos,
ajudas, dons, sentimentos de amor, de graça e de cordial disponibilidade.
Pensar numa proposta educativa nestes
moldes, em pleno século XIX não era tarefa para alguém que tem um visão
puramente linear do processo educativo. Ainda mais por tratar se de uma época
em que conceitos contemporâneas como inteligências múltiplas e as abordagens
inovadoras da neurociência ainda nem sequer eram ventiladas! Por ai vê se o
brilhantismo da mente de Dom Bosco.
Dom Bosco tem uma visão do todo na sua
maneira de educar e ver a realidade. Esta visão do todo, que Dom Bosco vivencia
no próprio contato com a natureza, com as artes, com a imagem de Deus, com o
processo educativo interativo, oferece um ponto de diálogo fundamental com a
visão sistêmica da realidade aprofundada por várias abordagens....
(MENDES.2017:94)
Percebe se que para Dom Bosco as partes se
unem para formar o todo, assim é a realidade humana. Portanto o processo
educativo não poderá estar deslocado desta realidade sistêmica.
A proposta educativa apresentada por Dom
Bosco, por ser estribada numa visão sistêmica alem de promover integralmente a
pessoa humana com o fito de formar bons cristãos e honestos cidadãos,
proporciona aos educandos e educandas a possibilidade de se descobrir, de se potencializar e se
valorizar prevenindo de todo desvio nocivo á sua personalidade e ao corpo
social, pois assim, o educando adquire maturidade e segurança mediante uma
pratica educativa pautada no afeto, correção e compreensão. Assim conforme
Gildásio Mendes ... a visão do todo
reintegra a pessoa no ambiente, na sua terra, na sua cultura, na sua realidade,
nas relações com a natureza, vendo se como uma extensão do ser humano e não
como uma realidade em partes, separada.[2]. Há neste caso uma
reinserção do educando de forma consciente e proativa, ou seja alguém
protagonista de suas ações no tempo e no espaço.
A visão sistema de Dom Bosco nos legou uma
proposta educativa capaz de vencer uma das consequências do racionalismo instrumental,
que é a fragmentação das pessoas, sociedades, e concepções de mundo, este
efeito mais nocivo e que atualmente vem trazendo consequências desastrosas no
campo das relações internacionais, nas relações do homem com o seu semelhante,
com a natureza e com a sua própria cultura, gerando racismos, intolerância política
e religiosa, neonazismos e neofascismos, xenofobia e tantos outros males que
vemos assolar a sociedade contemporânea. Uma educação pautada no reencontro do
homem consigo mesmo, com deus e com a natureza será capaz de criar novas possibilidades
de entender e viver no mundo
[1]
SANTOS.Brasdorico Merqueades.Dom Bosco e seu tempo.UCDB Virtual. 2017. Pagina
55 a 58.