terça-feira, 8 de maio de 2018

BREVE CONSIDERAÇÃO SOBRE HORA ATIVIDADE

A Hora Atividade ou Hora de Trabalho Pedagógico é o período reservado dentro da carga horária do professor para que o mesmo prepare suas aulas e desenvolva seus trabalhos de e pesquisa com vistas ao aprimoramento e praticas em sala de aula. A mesma deverá ser de cunho pessoal mas com base coletiva e sempre com vistas á melhoria do processo de ensino a aprendizagem e como parte da Carga Horária deve ser igualmente remunerada. Não poderá ser assim, usada como espaço para reforço com aluno. Parte das gestões coloca este momento como para plantão e reforço, entendemos que não é a finalidade da Hora Atividade pois está foi concebida como um momento do professor refletir e trabalhar sua práxis, o atendimento a alunos em reforço deverá portanto acontecer dentro de uma proposta coletiva contemplada inclusive na proposta pedagógica da escola com anuência do coletivo.

UMA REFLEXÃO SOBRE A EFETIVIDADE DO DIREITO Á EDUCAÇÃO EM CONTEXTO DE GOLPE CONTRA OS DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL

A Constituição Federal de 1988 estabelece níveis de colaboração entre os entes federados e unindo estas estratégias, tem um fio condutor o PNE – Plano Nacional de Educação, de duração plurianual visando à articulação e ao desenvolvimento do Ensino em seus diversos níveis e à integração do poder publico que conduzam à melhoria da qualidade do ensino.
Há um longo caminho a ser percorrido para que se implemente, na pratica todos os ditames da carta magna! Primeiro, o pacto federativo tem que ser repactuado, pois na prática o bolo tributário fica em sua maior totalidade com a União que na realidade atende menos a educação básica, enquanto os municípios acabam arcando com a maior clientela ficam com uma pequena parcela dos recursos financeiros. Um dos desafios até hoje é chegar ao  O Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito á Educação e que tem como objetivo mensurar o financiamento necessário (calculado por estudante) para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.
O PNE em si pode ser citado como um avanço da constituinte de 1988,  porém, setores conservadores e privatistas tem agido nas ultimas décadas para torná-lo inócuo e sem validade efetiva. Até 2016, haviam investidas, porém setores de luta na educação nacional sempre conseguia conter tais avanços conservadores e privatistas, mas  após a ruptura política ocorrida em 2016 as ações e propostas de tais grupos passaram a ser encampadas pelo governo e uma das primeiras ações foi descaracterizar o CNE ( Conselho Nacional de Educação), que inclusive ainda não convocou a Conferencia Nacional para Avaliação do Plano Nacional de Educação que deveria, conforme a Lei acontecer agora em abril de 2018.
Outra investida contra a educação pública nacional é o crescimento, no meio político e  em setores da sociedade a ideia de que a educação não precisa de recursos e sim de gestão eficiente, como bem atesta, em recente entrevista do ministro da Educação Sr. Mendoça Filho ao programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. Tal discurso é um ensejo e prenuncio de uma terceirização dos processos de gestão da educação publica, processo este que já vem avançado em alguns Estados e Municípios da Federação. Nestes , a eficiência de gestão fica em foco e em desprestigio o processo de ensino aprendizagem.
Percebemos uma redução drástica nas perspectivas de avanços em políticas publicas na educação nacional. A PEC  que congela os gastos públicos por vinte anos, recentemente aprovada, praticamente mina qualquer perspectiva de novos investimentos e programas nos sentido de avançar na oferta e na qualidade da Educação. Também os processos de terceirização vem avançando a passos largos em setores inteiros da educação nacional como por exemplo, a EJA – Educação de Jovens a Adultos, que quando não está sendo entregue aos setores do SITEMA “S”, acaba sendo alvo de empresas privadas ofertantes de educação na modalidade EAD, comprometendo as metas constantes no PNE refrate ao aumento da Oferta e da qualidade da educação ofertada.
Outro ponto que merece ser destacado são as metas de valorização do magistério. Constitui atualmente, como  parte da estratégia, desmontar a carreira do magistério no Brasil. Um exemplo é a figura do "notório saber" introduzido pela Reforma do ensino Médio. Além disso, as formações dos profissionais atreladas á BNCC ( Base Nacional Curricular comum) tende, a longo prazo transformar as universidades e os cursos de licenciatura em cursos de “técnicas pedagógicas”, pois a própria reforma do Ensino Médio estatui que a única base a ser perseguida no território nacional é a BNCC logo, engessa também as matrizes curriculares e propostas pedagógicas das licenciaturas com extensão danos ás pós graduação e Extensão universitária.
Portanto o cenário a nosso ver é desolador. Estamos num cenário de desconstrução da educação como um direito humano e fundamental para verter a educação em uma mercadoria ao sabor e aos desejos do mercado.

sábado, 5 de maio de 2018

VISÃO SISTÊMICA DE DOM BOSCO BOSCO E SEU SISTEMA EDUCATIVO

Para inicio de conversa vamos falar de João Bosco. Um filho de camponeses pobres do Norte da Itália do século XIX, período de conflitos no plano político e econômico, em destaque a revolução industrial que estava iniciando seus passos nas imediações de Turim, o principal centro urbano da região na época. Os efeitos desta crise não poderiam ser outro, êxodo rural, desemprego, violência urbana e abandono principalmente para a juventude que, migrando da zona rural entravam nas cidades sem perspectivas e acabavam sendo levados ao sistema prisional. Foi acompanhando os trabalhos do padre Cafasso, um velho sacerdote que Dom, Bosco se sensibilizou. Teria que achar uma forma de prevenir e evitar que a juventude acabasse nas masmorras das prisões. Surge assim o sistema preventivo.
O professor Brasdorico[1] nos informa que o sistema preventivo baseia nos seguintes pilares. Visão positiva da pessoa humana. Religiosidade integradora e unificadora. Promoção integral e Metodologia do amor educativo. A promoção integral, conforme o professor consiste em ver o ser humano como um todo que, do ponto de vista da pessoa, deve ser ajudada a promover se integralmente, nas dimensões (somática, psíquica, espiritual); do ponto de vista social é convidado a participar da transformação da realidade em perspectiva espiritual, é motivado à caridade evangélica. Somando à promoção integral acrescentamos a religiosidade integradora e unificadora, que contempla, a partir da religiosidade o ser humano nas suas diversas dimensões. Assim entendemos que das características  apresentadas pelo professor, a promoção integral e a religiosidade integradora/unificadora se complementam e completam.
De posse destes esclarecimentos precisamos deixar claro que Dom Bosco colocou em sua pratica educativa e pastoral um sistema, não uma teoria ou um pressuposto  de militância política, mas uma sistema com fundamentos teóricos ( talvez ele mesmo não tenha esta intenção) e prático. Dom Bosco era muito pé no chão.
Se entendermos sistema como sendo um conjunto de elementos interdependentes de modo a formar um todo organizado, logo, o Sistema preventivo é uma combinação lógica de cuidados, estribados numa ação educativa apoiada na RAZÃO, enquanto processo de compreensão de si e do mundo, a RELIGIÃO, enquanto busca e descoberta do sentido da vida e por fim, o que pode ser tido como o termo gaurda-chuva, AMOREVOLEZZA, que abriga embaixo de si as virtudes relacionais , atitudes e comportamentos entre as pessoas, que se revelam em palavras, gestos, ajudas, dons, sentimentos de amor, de graça e de cordial disponibilidade.
Pensar numa proposta educativa nestes moldes, em pleno século XIX não era tarefa para alguém que tem um visão puramente linear do processo educativo. Ainda mais por tratar se de uma época em que conceitos contemporâneas como inteligências múltiplas e as abordagens inovadoras da neurociência ainda nem sequer eram ventiladas! Por ai vê se o brilhantismo da mente de Dom Bosco.

Dom Bosco tem uma visão do todo na sua maneira de educar e ver a realidade. Esta visão do todo, que Dom Bosco vivencia no próprio contato com a natureza, com as artes, com a imagem de Deus, com o processo educativo interativo, oferece um ponto de diálogo fundamental com a visão sistêmica da realidade aprofundada por várias abordagens.... (MENDES.2017:94)       


Percebe se que para Dom Bosco as partes se unem para formar o todo, assim é a realidade humana. Portanto o processo educativo não poderá estar deslocado desta realidade sistêmica.
A proposta educativa apresentada por Dom Bosco, por ser estribada numa visão sistêmica alem de promover integralmente a pessoa humana com o fito de formar bons cristãos e honestos cidadãos, proporciona aos educandos e educandas a possibilidade de  se descobrir, de se potencializar e se valorizar prevenindo de todo desvio nocivo á sua personalidade e ao corpo social, pois assim, o educando adquire maturidade e segurança mediante uma pratica educativa pautada no afeto, correção e compreensão. Assim conforme Gildásio Mendes ... a visão do todo reintegra a pessoa no ambiente, na sua terra, na sua cultura, na sua realidade, nas relações com a natureza, vendo se como uma extensão do ser humano e não como uma realidade em partes, separada.[2]. Há neste caso uma reinserção do educando de forma consciente e proativa, ou seja alguém protagonista de suas ações no tempo e no espaço.
A visão sistema de Dom Bosco nos legou uma proposta educativa capaz de vencer uma das consequências do racionalismo instrumental, que é a fragmentação das pessoas, sociedades, e concepções de mundo, este efeito mais nocivo e que atualmente vem trazendo consequências desastrosas no campo das relações internacionais, nas relações do homem com o seu semelhante, com a natureza e com a sua própria cultura, gerando racismos, intolerância política e religiosa, neonazismos e neofascismos, xenofobia e tantos outros males que vemos assolar a sociedade contemporânea. Uma educação pautada no reencontro do homem consigo mesmo, com deus e com a natureza será capaz de criar novas possibilidades de entender e viver no mundo



[1] SANTOS.Brasdorico Merqueades.Dom Bosco e seu tempo.UCDB Virtual. 2017. Pagina 55 a 58.
[2] MENDES. Gildasio.Salesianidade e Contemporaneidade. UCDB Virtual. Campos Grande. MS. 2017.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA E O ESTUDO DA GEOGRAFIA

http://brasilescola.uol.com.br/upload/conteudo/images/82f965bd51e0f25c448fc3b3df31376c.jpg
Prof. Orlandir Cavalcante

O conhecimento geográfico é antigo, porém a ciência Geográfica é recente! Desde o inicio o homem já utilizava conhecimentos que hoje chamamos de geográficos, como a orientação e localização no seu dia a dia. Foi com os gregos, que este conhecimento se organiza e, só no século XIX é que a Geografia surge enquanto ciência. Ao surgir a Ciência Geográfica era parte das ciências da natureza, pois estava atrelada a origem do termo grego Geografia onde, Geo = Terra e Grafia=Estudo, portanto, geografia seria a ciência que estuda a Terra. Mas atualmente, o ESPAÇO GEOGRAFICO é o objeto da Geografia.
Assim, a Geografia é a ciência responsável por compreender o espaço e a relação que ele possui com o ser humano. Estuda o espaço geográfico, ou seja, todo o espaço terrestre produzido pelo homem ou que possui direta ou indireta relação com este.
A geografia é uma ciência humana que procura entender a sociedade a partir do estudo do espaço geográfico. Isso diferencia a geografia das outras ciências sociais como a Historia, Filosofia ou mesmo a Sociologia entre outras. Portanto o geógrafo se utiliza do ponto de visto geográfico para, a partir do espaço geográfico, analisar como os homens produzem e usam o espaço em que vivem. Para isso usa se uma linguagem própria para explicar esse objeto. Essa linguagem é formada pelos conceitos, eles são ferramentas que os cientistas utilizam para trabalhar. São palavras que tem significado especifico como por exemplo, trabalho, técnica, paisagem, lugar, território e tantas outras que no senso comum ou em outras ciências pode ter um sentido, mas que na geografia adquire outros específicos.
 MAS COMO SE DÁ A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO? Bem, nos tópicos a seguir abordaremos isso. Fazer esta pergunta é importante pois, como já falamos, é por meio da analise da produção do espaço que a geografia procura compreender a vida em sociedade. Duas concepções de espaço já passaram pela geografia. A primeira é a de Espaço absoluto = Preocupação com as dimensões apenas do espaço. Há uma desatenção com as mudanças que o homem produz. Esta concepção vigou até a década de 1940 e ela abriu espaço para o que ficou conhecido como Determinismo Geográfico ( Alemão  Friedrich Ratzel 1844 a 1904).  A natureza determina a vida dos homens sobre a superfície terrestre.
Espaço relativo = Esta concepção considera as relações dos objetos no espaço. O espaço só existe como o resultado da relação entre os objetos e os seres vivos e destes entre si. O espaço tem que ser pensado como algo em transformação. Estas transformações só acontecem porque há relações entre os elementos que o formam
A concepção de um espaço geográfico absoluto como já vimos gerou uma corrente na Geografia denominada de determinismo Geográfico, segundo o qual a natureza determinaria a vida dos homens sobre a superfície terrestre. As primeiras formulações deste pensamento foram formuladas pelo alemão Friedrich Ratzel ( 1844-1904), considerado o fundador da geografia moderna. Esta concepção foi muito útil para o imperialismo europeu do século XIX. Interessava descrever as cidades, as populações, as florestas e os rios que eles viam pelo caminho, com seus conhecimentos técnicos, a partilha e a exploração da áfrica e da Ásia ficavam mais fácil. Alem disso o determinismo justificava a intervenção europeia nesses continentes definido a como um esforço de levar o desenvolvimento da civilização até estes povos que diziam ser atrasados.
Alguns fatos como as duas guerras mundiais, a revolução Russa e a crise de 1929 obrigou os estudiosos a entender o espaço de forma mais relativa, ou seja o espaço só existe como resultado da relação entre os objetos e seres vivos que o constituem e nunca sem esses elementos.. Temos que pensar o espaço sempre como algo em transformação. . Essas transformações existem porque há relações entre os elementos que o formam. Apenas considerando o espaço como relativo é que podemos, por meio da geografia explicar os problemas de um mundo tão complexo como o nosso – efeito estufa, conflitos nacionalistas, ou globalização são processos que só podem ocorrer em um mundo em transformação.
Se o espaço é produzido, quem o produz?
O primeiro passo é reconhecer que essa transformação é produzida pelo homem em sociedade. O homem, como parte da natureza, é capaz de agir conscientemente transformando a natureza com intensidade incomparável em relação a outros seres vivos.  Ao agir sobre a natureza com nosso cérebro e nossas mãos estamos efetuando uma atividade muitos especial; O trabalho. O homem por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza. É por meio de suas próprias capacidades naturais que o homem realiza o trabalho. Essas capacidades não são suficientes; os homens precisam aprender a utilizar os instrumentos. O como fazer damos o nome de técnica. As técnicas foram inventadas, aprimoradas e transmitidas. Elas portanto mediam (facilitam) o trabalho!
O trabalho é uma atividade que exige capacidades naturais e capacidades sociais ( as técnicas). Para trabalhar o homem tem que viver em sociedade. Com seu trabalho ele modifica a sua própria natureza. Deixa de viver como os animais para tornar se um ser social!
Bem, percebam que o homem em sociedade constrói o espaço realizando trabalho e mediado pela técnica. Mas do que adianta construir o espaço sem possuir formas de produção para continuar a sobreviver, ou seja, precisamos de alimentos, vestuário, melhorias e mais que isso transmitir e evoluir estas técnicas e conhecimentos... como conseguir isso?
A esta necessidade social de suprir ou abastecer damos o nome de forças produtivas. As forças produtivas compreendem o conjunto de conhecimentos e objetos capazes de garantir a conservação de seus conhecimentos e de seus objetos de trabalho para as próximas gerações. Os indivíduos, portanto precisam reproduzir também as forças produtivas, para que seus filhos possam continuar vivendo em sociedade.
Mas as forças produtivas para serem eficientes necessitam também que existam relações de produção adequadas. São relações de produção a forma como é regulado o trabalho ou a propriedade dos instrumentos para se trabalhar ou ainda a maneira de se distribuir o produto do trabalho.
Mas o que é mesmo o modo de produção? É justamente a soma das forças produtivas ( conhecimentos e instrumentos) mais as relações de produção ( normas que regulam a produção e a distribuição de riqueza em sociedade). Ao longo da Historia tivemos vários modos de produção. Na antiguidade o escravismo, no medievo o feudalismo depois o capitalismo que pode se dizer foi o mais dinâmico, uma vez que passou por fases como a mercantil, industrial e a monopolista ou financeira, nesta ultima o espaço produzido é chamado de MEIO TECNICO CIENTIFICO INFORMACIONAL
Meio técnico-científico-informacional
Atualmente, diz-se que estamos vivenciando não mais um meio puramente mecanizado ou tecnicista, mas um meio também marcado pela maior presença das descobertas científicas e das tecnologias da informação, o meio técnico-científico-informacional. Ele representa, o período que se manifestou a partir dos anos 1970 como consequência da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica-Informacional.
O principal marco desse momento é a união entre ciência e técnica pautada sob os auspícios do mercado. Não que já não houvesse uma aproximação entre as produções científicas e as evoluções das técnicas, mas somente agora tal inserção encontra-se em um sentido de complementaridade, de extensão de uma em relação à outra. Nesse ínterim, todo objeto é técnico e informacional ao mesmo tempo, pois carrega em si uma ampla estrutura de informações.
Tal avanço permitiu a consolidação do processo de globalização, mais bem compreendido como uma mundialização da difusão de técnicas e objetos, parâmetro que possui a informação como a principal energia motora de seu funcionamento. Tal fator proporciona alterações não só do espaço geográfico em si, mas da forma como o percebemos e lidamos com ele.
Por fim, e não menos importante, é importante compreender que tais transformações não se manifestam pelo mundo de maneira homogênea, isto é, não se consolidaram em todas as partes do planeta de maneira igualitária. Aliás, o desenvolvimento das diferentes técnicas em um número restrito de localidades permitiu o avanço das desigualdades e a intensificação das relações de dependência política e econômica entre os diferentes espaços.

Fontes:

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

SOCIALIZAR PARA CONVIVER

Professor Orlandir Cavalcante

Você já ouvir falar em Amala e Kamala?
Bem, elas foram duas crianças selvagens encontradas na Índia no ano de 1920, também conhecidas como "meninas lobo". Amala tinha cerca de um ano e meio e morreu um ano depois. Kamala tinha cerca de oito anos de idade e morreu em 1929. Seu comportamento estava distante de se comparar a de um ser humano, estava mais semelhante a de seus "irmãos" lobos.  É verdade que há muitas criticas sobre as mesmas havendo quem, inclusive afirma ser a maior fraude envolvendo as crianças lobos.  Uma coisa é certa. Apesar de ter criticas em relação a este caso, uma coisa é certa, este não foi o único. Ficou, em todos os casos, o registro de que aprendemos a ser HUMANOS. Somos muito mais que uma espécie. Somos, sobretudo, frutos das interações sociais que construímos ao longo de nossas vidas. e a assumirmos comportamentos humanos.
 SOCIALIZAR é desenvolver no indivíduo um conjunto de habilidades e sentimentos para torná-lo apto a viver em sociedade. Trata-se de um processo pelo qual o indivíduo
internaliza o coletivo, ou seja, através da socialização é que as ideias e
valores estabelecidos pela sociedade passam o constituir o indivíduo. É pela
apreensão destas ideias e valores que nós nos adaptamos aos grupos que fazemos
parte.
COMO SE DÁ O PROCESSO de SOCIALIZAÇÃO?
Bem, é pelo CONTATO SOCIAL, ou melhor, pelas formas que os indivíduos estabelecem as relações sociais e as associações humanas, ou ainda, a
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
O contato social influencia na formação
da nossa personalidade. São pelas experiências com as outras pessoas que vamos
assimilando o comportamento social. Nessas experiências vamos nos habilitando a
viver na sociedade a qual temos contato.
Emile Durkheim, um dos primeiro sociólogos chega a defender que a sociedade por meio da socialização, vai programando o indivíduo a ter um
comportamento quase que padronizados.
Os contatos sociais são classificados em:
Contatos sociais primários. São os contatos pessoais, diretos, e que têm uma forte base emocional, pois as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. São exemplos de contatos sociais primários: os familiares (entre pais e filhos, entre irmãos, entre marido e mulher); os de vizinhança; as relações sociais na escola, no clube etc. As primeiras experiências do indivíduo se fazem com base em contatos sociais primários.
Contatos sociais secundários. São os contatos impessoais, calculados, formais. Dois exemplos: o contato do passageiro com o cobrador de ônibus para pagar a passagem; o contato do cliente com o caixa do banco para descontar um cheque. São também considerados secundários os contatos impessoais mantidos por meio de carta, telefone, telegrama, e-mail, redes sociais etc.
Contatos sociais intermediários. Mesclam relações formais e informais
Fontes
6.             http://detudoumpouco-dicasdetextos.blogspot.com.br/2011/04/contatos-sociais.html7.              6.             http://detudoumpouco-dicasdetextos.blogspot.com.br/2011/04/contatos-sociais.html7.              

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

CARTOGRAFIA - INTRODUÇÃO


1.      DEFINIÇÕES

É a área do conhecimento que se preocupa em estudar, analisar e produzir mapas, cartogramas, plantas e demais tipos de representações gráficas do espaço. Trata-se, portanto, de um conjunto de técnicas científicas e até artísticas que visa à elaboração de documentos que representem de forma reduzida uma determinada localidade.
Ou ainda, conforme a ONU em 1949 - “A ciência que se ocupa da elaboração de mapas de toda espécie. Abrange todas as fases dos trabalhos, desde os primeiros levantamentos até a impressão final dos mapas ”.
Por sua vez a Associação Cartográgica internacional em 1964 pontuou que a “Cartografia é o conjunto de estudos e operações científicas, artísticas e técnicas, baseado nos resultados de observações diretas ou de análise de documentação, com vistas à elaboração e preparação de cartas, projetos e outras formas de expressão, assim como a sua utilização.

2.      A CARTOGRAFIA SISTEMATICA E A TEMÁTICA
Em todo caso fica ainda registrado que a cartografia que estudamos é dividida em dois grandes ramos, a cartografia sistemática, que tem um rigor técnico maior em sua confecção e produz o que chamados de mapas base. Já  a cartografia temática aproveita os mapas base da sistemática e utiliza códigos, linhas cores, símbolos e até gráficos para demonstrar uma realidade que se deseja demonstrar, é o tipo  de mapa mais simples, chamativo e que geralmente é o que temos em nossos livros didáticos e apostilas. Mas não se preocupe, esta divisão será esmiuçada em outras aulas.
Ah já ia me esquecendo das ANAMOFOSES, que também será tratada em aula especifica mas por ora fica registrado que este tipo de cartografia utiliza as escalas para demonstrar nas dimensões/ formas  dos mapas o fenômeno e sua intensidade na vida real, são mapas que geralmente se apresentam “deformados” ou não convencionais.

3.      UM RESUMO DA HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA
NA ANTIGUIDADE – As pinturas rupestres são as primeiras manifestações. Geralmente evidenciando que os nossos ancestrais desejavam comunicar e produzir informações sobre determinados pontos do espaço com vistas a sobrevivência e assim, os grupos nômades tinham informações privilegiadas de abrigos e locais onde poderia ter caça em abundancia.
Porem na antiguidade temos os Sumérios ( 2.500 aC)  que produziram o mapa mais antigo que se tem notícia. É o mapa de Ga-Sur, feito na Babilônia. Era um tablete de argila cozida, datado de aproximadamente 2400 a 2200 a.C. O mesmo contém a representação de duas cadeias de montanhas e, no centro delas, um rio, provavelmente o Eufrates.
Outro destaque foram os ASTECAS, que foram os primeiros a utilizar as técnicas de “mapa em relevo”. Um mapa deles conhecido é a “Pedra de Saihuite”, que foi feita foi feita para representar um bairro de uma cidade asteca.  Temos ainda os Chineses que foram os primeiros a dar uso militar aos mapas.
Os Egípcios deram mais dinamismo na produção de seus mapas, pois usaram eles como ferramenta administrativa, para cobrar impostos e demarcar a terra. Desenvolveram o método da Triangulação para determinar distâncias baseados na matemática, e o “nível”, instrumento em forma de “A” com um pêndulo no meio usado para medir áreas. Faziam, ainda, registros cadastrais das terras em documentos considerados cartas geográficas.   Seus túmulos e alguns papiros representavam o mundo dos mortos.
OS GREGOS – Pode ser dizer, foram os imbatíveis na cartografia antiga. Vejam só os que fizeram muito pela cartografia entre os gregos!
Erastótenes usando-se da trigonometria, em 276-194 a.C.) mediu a circunferência da terra chegando bem perto dos 40.076 km reais (segundo ele eram 45.000 km).
Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.) representava o mundo como um círculo achatado onde estavam Europa, África e Ásia circundadas por um oceano. Foi ele quem primeiro sugeriu que a terra, por estar à igual distância dos demais astros, flutuava no espaço sem nenhum tipo de suporte ou apoio.
Pitágoras - defendeu que a terra era esférica de acordo com suas observações práticas e filosóficas
Hiparco (séc. 11 a.C.), astrônomo grego, foi quem criou o sistema de coordenadas geográficas de latitude e longitude utilizando-se da matemática e da observação dos astros celestes.
Claudius Ptolomeu. Sua obra, “Geographia”, contém as coordenadas de 8.000 lugares, a maioria calculada por ele próprio e, no último volume, ele dá dicas para a elaboração de mapas-múndi e discute alguns pontos fundamentais da cartografia. Foi Ptolomeu também quem primeiro defendeu a teoria geocêntrica ao afirmar que a terra era um corpo fixo em torno do qual giravam os outros planetas.
NA IDADE MEDIA
Influencia da Igreja e os mapas perderam a exatidão em suas confecções porem neste período o caráter cientifico foi mantido pelos árabes.
DURANTE AS GRANDES NAVEGAÇÕES – SECULO XVI EM DIANTE
Juan De La Cosa faz então, o primeiro mapa-múndi a conter o continente americano (novo mundo) em 1500.
Gerard Mercator, utilizando-se de todo o conhecimento produzido até a época para produzir o mapa-múndi que levaria seu nome e que representava grandes rotas em linhas retas.
Mas foi só a partir do século XVII que os países começam a se preocupar mais com o rigor científico dos mapas.
É realizado então, o primeiro levantamento topográfico oficial na França, em 1744, chefiado por César – François Cassini (1744 – 1784) que seriam os precursores dos mapas modernos.
A CARTOGRAFIA HOJE alcançou notável desenvolvimento com o advento a computação, da informática e da internet, novos softwares e programas de cartografia digital, por outro lado o surgimento das imagens de satélites, radares, drones e o GPS a cartografia foi um dos setores que mais tecnologizou e seu uso ampliou se para os serviços públicos e para a iniciativa privada serviço para planejamento e prevenções de acontecimento naturais ou minimizar ou prevenir agressões ao meio ambiente.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O PROCESSO EDUCATIVO DE SAO FRANCISO DE SALES

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

EM TEMPOS DE GOLPE II: Quem sabe ficaria melhor, “O DISCURSO DE UNIÃO DO BRASIL SÓ É MAIS UMA ETAPA DO GOLPE”.

Nas últimas semanas estamos assistindo a uma tentativa de emplacar um discurso de “UNIR o BRASIL”. Trata se de demonstrar que no, Brasil as coisas estão se ajeitando! Ainda que nas prateleiras dos supermercados e nas práticas de grande parte da classe política a população não sente esta melhora tão cantada em verso e prosa!  È uma tentativa de desvencilhar o político do econômico. Porém a realidade está sendo implacável! Afundamos mais e mais. A renda das famílias caem, a  insegurança, a falta de perspectiva, impossibilidade de ter um futuro ou de pensar a longo prazo, seja pelo desmantelamento da previdência, pelo sucateamento dos serviços públicos ou mesmo a volatilidade da regras trabalhistas.
 A primeira manifestação desta ideia de apaziguar o Brasil, aparece na pulverização da candidatura do Bolsonaro, chamado por seus seguidores de mito. Isso era previsto! Bolsonaro não faz parte de um projeto de Brasil decente. É tacanho. Retrógrado. Sem projeto com base social. O desmonte do mito está sendo meteórico.  Constatações de enriquecimento ilícito dele e de sua família, incluindo os filhos, que são também políticos, desconstrói a máscara de que ele é um político diferente! Nada! Mostra se ainda  pior, prega uma coisa e na vida privada vive outra. A recusa de partidos em aceitá lo coloca em evidencia seu despreparo.  “Ele não agrega”, afirmam os liberais.
Outro capitulo deste desespero é a tentativa da Globo em promover Luciano Huck. Esta sem sombra de dúvida é a mais patética intervenção da Globo, nestes anos todo de traição do Brasil que esta emissora protagoniza. Ficou tão ridículo que as redes sociais imediatamente reagiram. Os internautas, não perdoam e não perdoaram.
Diante de tantas patacoadas as forças do golpe não tem outra saída. Precisam unir o Brasil. Evitar os extremos. Esta parece ser a tônica da mídia golpista de agora em diante.  E, como sabemos historicamente o discurso da união, de uma nação só. Unida e com a chuteira nos pés em se falando de Brasil só serve para amenizar as tensões sociais em um pais desigual. O discurso de unificar, pacificar e não radicalização no Brasil é um elixir para nocautear as resistências ao golpe que já estão se consolidando.
Aparar as arestas, pacificar os ânimos, neste momento, favorece o golpe. O golpe foi construído sobre algumas premissas tais como
1 – O PT é o causador da corrupção “ limpar o Brasil e tirar o PT do poder”,
2 – Lula personifica o campo de lutas populares e democráticas no Brasil, logo “afastar o Lula é o grito de ordem.
3 – O Estado mínimo tem que prevalecer e enaltecer o livre mercado internacional, assim destruir a Petrobras, o Grupo Friboi, a Odebrtch, OAS e outras mutinacionais “nacionais” é mais que combater a corrupção,  pois abriu caminho para as multinacionais se enraizarem novamente no cenário econômico nacional.
Incrível que tais premissas em menos de um ano de golpe ruíram todas.  A corrupção continua, agora televisionada, filmada, gravada e de forma despudorada dentro da presidência da republica. Permite se agora o mensalão para comprar deputados para salvar o presidente de crimes, as pedaladas fiscais deixaram de ser crime enfim, o golpe está na fase de descrédito total.

Encampar o discurso de pacificar o Brasil é dar combustível ao golpe que avança mas ainda não se completou. Portanto continuemos assim, nós do campo popular democrático e eles, os golpistas. Unir o Brasil para que?

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...