quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA E O ESTUDO DA GEOGRAFIA

http://brasilescola.uol.com.br/upload/conteudo/images/82f965bd51e0f25c448fc3b3df31376c.jpg
Prof. Orlandir Cavalcante

O conhecimento geográfico é antigo, porém a ciência Geográfica é recente! Desde o inicio o homem já utilizava conhecimentos que hoje chamamos de geográficos, como a orientação e localização no seu dia a dia. Foi com os gregos, que este conhecimento se organiza e, só no século XIX é que a Geografia surge enquanto ciência. Ao surgir a Ciência Geográfica era parte das ciências da natureza, pois estava atrelada a origem do termo grego Geografia onde, Geo = Terra e Grafia=Estudo, portanto, geografia seria a ciência que estuda a Terra. Mas atualmente, o ESPAÇO GEOGRAFICO é o objeto da Geografia.
Assim, a Geografia é a ciência responsável por compreender o espaço e a relação que ele possui com o ser humano. Estuda o espaço geográfico, ou seja, todo o espaço terrestre produzido pelo homem ou que possui direta ou indireta relação com este.
A geografia é uma ciência humana que procura entender a sociedade a partir do estudo do espaço geográfico. Isso diferencia a geografia das outras ciências sociais como a Historia, Filosofia ou mesmo a Sociologia entre outras. Portanto o geógrafo se utiliza do ponto de visto geográfico para, a partir do espaço geográfico, analisar como os homens produzem e usam o espaço em que vivem. Para isso usa se uma linguagem própria para explicar esse objeto. Essa linguagem é formada pelos conceitos, eles são ferramentas que os cientistas utilizam para trabalhar. São palavras que tem significado especifico como por exemplo, trabalho, técnica, paisagem, lugar, território e tantas outras que no senso comum ou em outras ciências pode ter um sentido, mas que na geografia adquire outros específicos.
 MAS COMO SE DÁ A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO? Bem, nos tópicos a seguir abordaremos isso. Fazer esta pergunta é importante pois, como já falamos, é por meio da analise da produção do espaço que a geografia procura compreender a vida em sociedade. Duas concepções de espaço já passaram pela geografia. A primeira é a de Espaço absoluto = Preocupação com as dimensões apenas do espaço. Há uma desatenção com as mudanças que o homem produz. Esta concepção vigou até a década de 1940 e ela abriu espaço para o que ficou conhecido como Determinismo Geográfico ( Alemão  Friedrich Ratzel 1844 a 1904).  A natureza determina a vida dos homens sobre a superfície terrestre.
Espaço relativo = Esta concepção considera as relações dos objetos no espaço. O espaço só existe como o resultado da relação entre os objetos e os seres vivos e destes entre si. O espaço tem que ser pensado como algo em transformação. Estas transformações só acontecem porque há relações entre os elementos que o formam
A concepção de um espaço geográfico absoluto como já vimos gerou uma corrente na Geografia denominada de determinismo Geográfico, segundo o qual a natureza determinaria a vida dos homens sobre a superfície terrestre. As primeiras formulações deste pensamento foram formuladas pelo alemão Friedrich Ratzel ( 1844-1904), considerado o fundador da geografia moderna. Esta concepção foi muito útil para o imperialismo europeu do século XIX. Interessava descrever as cidades, as populações, as florestas e os rios que eles viam pelo caminho, com seus conhecimentos técnicos, a partilha e a exploração da áfrica e da Ásia ficavam mais fácil. Alem disso o determinismo justificava a intervenção europeia nesses continentes definido a como um esforço de levar o desenvolvimento da civilização até estes povos que diziam ser atrasados.
Alguns fatos como as duas guerras mundiais, a revolução Russa e a crise de 1929 obrigou os estudiosos a entender o espaço de forma mais relativa, ou seja o espaço só existe como resultado da relação entre os objetos e seres vivos que o constituem e nunca sem esses elementos.. Temos que pensar o espaço sempre como algo em transformação. . Essas transformações existem porque há relações entre os elementos que o formam. Apenas considerando o espaço como relativo é que podemos, por meio da geografia explicar os problemas de um mundo tão complexo como o nosso – efeito estufa, conflitos nacionalistas, ou globalização são processos que só podem ocorrer em um mundo em transformação.
Se o espaço é produzido, quem o produz?
O primeiro passo é reconhecer que essa transformação é produzida pelo homem em sociedade. O homem, como parte da natureza, é capaz de agir conscientemente transformando a natureza com intensidade incomparável em relação a outros seres vivos.  Ao agir sobre a natureza com nosso cérebro e nossas mãos estamos efetuando uma atividade muitos especial; O trabalho. O homem por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza. É por meio de suas próprias capacidades naturais que o homem realiza o trabalho. Essas capacidades não são suficientes; os homens precisam aprender a utilizar os instrumentos. O como fazer damos o nome de técnica. As técnicas foram inventadas, aprimoradas e transmitidas. Elas portanto mediam (facilitam) o trabalho!
O trabalho é uma atividade que exige capacidades naturais e capacidades sociais ( as técnicas). Para trabalhar o homem tem que viver em sociedade. Com seu trabalho ele modifica a sua própria natureza. Deixa de viver como os animais para tornar se um ser social!
Bem, percebam que o homem em sociedade constrói o espaço realizando trabalho e mediado pela técnica. Mas do que adianta construir o espaço sem possuir formas de produção para continuar a sobreviver, ou seja, precisamos de alimentos, vestuário, melhorias e mais que isso transmitir e evoluir estas técnicas e conhecimentos... como conseguir isso?
A esta necessidade social de suprir ou abastecer damos o nome de forças produtivas. As forças produtivas compreendem o conjunto de conhecimentos e objetos capazes de garantir a conservação de seus conhecimentos e de seus objetos de trabalho para as próximas gerações. Os indivíduos, portanto precisam reproduzir também as forças produtivas, para que seus filhos possam continuar vivendo em sociedade.
Mas as forças produtivas para serem eficientes necessitam também que existam relações de produção adequadas. São relações de produção a forma como é regulado o trabalho ou a propriedade dos instrumentos para se trabalhar ou ainda a maneira de se distribuir o produto do trabalho.
Mas o que é mesmo o modo de produção? É justamente a soma das forças produtivas ( conhecimentos e instrumentos) mais as relações de produção ( normas que regulam a produção e a distribuição de riqueza em sociedade). Ao longo da Historia tivemos vários modos de produção. Na antiguidade o escravismo, no medievo o feudalismo depois o capitalismo que pode se dizer foi o mais dinâmico, uma vez que passou por fases como a mercantil, industrial e a monopolista ou financeira, nesta ultima o espaço produzido é chamado de MEIO TECNICO CIENTIFICO INFORMACIONAL
Meio técnico-científico-informacional
Atualmente, diz-se que estamos vivenciando não mais um meio puramente mecanizado ou tecnicista, mas um meio também marcado pela maior presença das descobertas científicas e das tecnologias da informação, o meio técnico-científico-informacional. Ele representa, o período que se manifestou a partir dos anos 1970 como consequência da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica-Informacional.
O principal marco desse momento é a união entre ciência e técnica pautada sob os auspícios do mercado. Não que já não houvesse uma aproximação entre as produções científicas e as evoluções das técnicas, mas somente agora tal inserção encontra-se em um sentido de complementaridade, de extensão de uma em relação à outra. Nesse ínterim, todo objeto é técnico e informacional ao mesmo tempo, pois carrega em si uma ampla estrutura de informações.
Tal avanço permitiu a consolidação do processo de globalização, mais bem compreendido como uma mundialização da difusão de técnicas e objetos, parâmetro que possui a informação como a principal energia motora de seu funcionamento. Tal fator proporciona alterações não só do espaço geográfico em si, mas da forma como o percebemos e lidamos com ele.
Por fim, e não menos importante, é importante compreender que tais transformações não se manifestam pelo mundo de maneira homogênea, isto é, não se consolidaram em todas as partes do planeta de maneira igualitária. Aliás, o desenvolvimento das diferentes técnicas em um número restrito de localidades permitiu o avanço das desigualdades e a intensificação das relações de dependência política e econômica entre os diferentes espaços.

Fontes:

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

SOCIALIZAR PARA CONVIVER

Professor Orlandir Cavalcante

Você já ouvir falar em Amala e Kamala?
Bem, elas foram duas crianças selvagens encontradas na Índia no ano de 1920, também conhecidas como "meninas lobo". Amala tinha cerca de um ano e meio e morreu um ano depois. Kamala tinha cerca de oito anos de idade e morreu em 1929. Seu comportamento estava distante de se comparar a de um ser humano, estava mais semelhante a de seus "irmãos" lobos.  É verdade que há muitas criticas sobre as mesmas havendo quem, inclusive afirma ser a maior fraude envolvendo as crianças lobos.  Uma coisa é certa. Apesar de ter criticas em relação a este caso, uma coisa é certa, este não foi o único. Ficou, em todos os casos, o registro de que aprendemos a ser HUMANOS. Somos muito mais que uma espécie. Somos, sobretudo, frutos das interações sociais que construímos ao longo de nossas vidas. e a assumirmos comportamentos humanos.
 SOCIALIZAR é desenvolver no indivíduo um conjunto de habilidades e sentimentos para torná-lo apto a viver em sociedade. Trata-se de um processo pelo qual o indivíduo
internaliza o coletivo, ou seja, através da socialização é que as ideias e
valores estabelecidos pela sociedade passam o constituir o indivíduo. É pela
apreensão destas ideias e valores que nós nos adaptamos aos grupos que fazemos
parte.
COMO SE DÁ O PROCESSO de SOCIALIZAÇÃO?
Bem, é pelo CONTATO SOCIAL, ou melhor, pelas formas que os indivíduos estabelecem as relações sociais e as associações humanas, ou ainda, a
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
interação entre duas ou mais pessoas. Não apenas interação sensitiva, física,
mas o contato baseado na comunicação de significados.
O contato social influencia na formação
da nossa personalidade. São pelas experiências com as outras pessoas que vamos
assimilando o comportamento social. Nessas experiências vamos nos habilitando a
viver na sociedade a qual temos contato.
Emile Durkheim, um dos primeiro sociólogos chega a defender que a sociedade por meio da socialização, vai programando o indivíduo a ter um
comportamento quase que padronizados.
Os contatos sociais são classificados em:
Contatos sociais primários. São os contatos pessoais, diretos, e que têm uma forte base emocional, pois as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. São exemplos de contatos sociais primários: os familiares (entre pais e filhos, entre irmãos, entre marido e mulher); os de vizinhança; as relações sociais na escola, no clube etc. As primeiras experiências do indivíduo se fazem com base em contatos sociais primários.
Contatos sociais secundários. São os contatos impessoais, calculados, formais. Dois exemplos: o contato do passageiro com o cobrador de ônibus para pagar a passagem; o contato do cliente com o caixa do banco para descontar um cheque. São também considerados secundários os contatos impessoais mantidos por meio de carta, telefone, telegrama, e-mail, redes sociais etc.
Contatos sociais intermediários. Mesclam relações formais e informais
Fontes
6.             http://detudoumpouco-dicasdetextos.blogspot.com.br/2011/04/contatos-sociais.html7.              6.             http://detudoumpouco-dicasdetextos.blogspot.com.br/2011/04/contatos-sociais.html7.              

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

CARTOGRAFIA - INTRODUÇÃO


1.      DEFINIÇÕES

É a área do conhecimento que se preocupa em estudar, analisar e produzir mapas, cartogramas, plantas e demais tipos de representações gráficas do espaço. Trata-se, portanto, de um conjunto de técnicas científicas e até artísticas que visa à elaboração de documentos que representem de forma reduzida uma determinada localidade.
Ou ainda, conforme a ONU em 1949 - “A ciência que se ocupa da elaboração de mapas de toda espécie. Abrange todas as fases dos trabalhos, desde os primeiros levantamentos até a impressão final dos mapas ”.
Por sua vez a Associação Cartográgica internacional em 1964 pontuou que a “Cartografia é o conjunto de estudos e operações científicas, artísticas e técnicas, baseado nos resultados de observações diretas ou de análise de documentação, com vistas à elaboração e preparação de cartas, projetos e outras formas de expressão, assim como a sua utilização.

2.      A CARTOGRAFIA SISTEMATICA E A TEMÁTICA
Em todo caso fica ainda registrado que a cartografia que estudamos é dividida em dois grandes ramos, a cartografia sistemática, que tem um rigor técnico maior em sua confecção e produz o que chamados de mapas base. Já  a cartografia temática aproveita os mapas base da sistemática e utiliza códigos, linhas cores, símbolos e até gráficos para demonstrar uma realidade que se deseja demonstrar, é o tipo  de mapa mais simples, chamativo e que geralmente é o que temos em nossos livros didáticos e apostilas. Mas não se preocupe, esta divisão será esmiuçada em outras aulas.
Ah já ia me esquecendo das ANAMOFOSES, que também será tratada em aula especifica mas por ora fica registrado que este tipo de cartografia utiliza as escalas para demonstrar nas dimensões/ formas  dos mapas o fenômeno e sua intensidade na vida real, são mapas que geralmente se apresentam “deformados” ou não convencionais.

3.      UM RESUMO DA HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA
NA ANTIGUIDADE – As pinturas rupestres são as primeiras manifestações. Geralmente evidenciando que os nossos ancestrais desejavam comunicar e produzir informações sobre determinados pontos do espaço com vistas a sobrevivência e assim, os grupos nômades tinham informações privilegiadas de abrigos e locais onde poderia ter caça em abundancia.
Porem na antiguidade temos os Sumérios ( 2.500 aC)  que produziram o mapa mais antigo que se tem notícia. É o mapa de Ga-Sur, feito na Babilônia. Era um tablete de argila cozida, datado de aproximadamente 2400 a 2200 a.C. O mesmo contém a representação de duas cadeias de montanhas e, no centro delas, um rio, provavelmente o Eufrates.
Outro destaque foram os ASTECAS, que foram os primeiros a utilizar as técnicas de “mapa em relevo”. Um mapa deles conhecido é a “Pedra de Saihuite”, que foi feita foi feita para representar um bairro de uma cidade asteca.  Temos ainda os Chineses que foram os primeiros a dar uso militar aos mapas.
Os Egípcios deram mais dinamismo na produção de seus mapas, pois usaram eles como ferramenta administrativa, para cobrar impostos e demarcar a terra. Desenvolveram o método da Triangulação para determinar distâncias baseados na matemática, e o “nível”, instrumento em forma de “A” com um pêndulo no meio usado para medir áreas. Faziam, ainda, registros cadastrais das terras em documentos considerados cartas geográficas.   Seus túmulos e alguns papiros representavam o mundo dos mortos.
OS GREGOS – Pode ser dizer, foram os imbatíveis na cartografia antiga. Vejam só os que fizeram muito pela cartografia entre os gregos!
Erastótenes usando-se da trigonometria, em 276-194 a.C.) mediu a circunferência da terra chegando bem perto dos 40.076 km reais (segundo ele eram 45.000 km).
Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.) representava o mundo como um círculo achatado onde estavam Europa, África e Ásia circundadas por um oceano. Foi ele quem primeiro sugeriu que a terra, por estar à igual distância dos demais astros, flutuava no espaço sem nenhum tipo de suporte ou apoio.
Pitágoras - defendeu que a terra era esférica de acordo com suas observações práticas e filosóficas
Hiparco (séc. 11 a.C.), astrônomo grego, foi quem criou o sistema de coordenadas geográficas de latitude e longitude utilizando-se da matemática e da observação dos astros celestes.
Claudius Ptolomeu. Sua obra, “Geographia”, contém as coordenadas de 8.000 lugares, a maioria calculada por ele próprio e, no último volume, ele dá dicas para a elaboração de mapas-múndi e discute alguns pontos fundamentais da cartografia. Foi Ptolomeu também quem primeiro defendeu a teoria geocêntrica ao afirmar que a terra era um corpo fixo em torno do qual giravam os outros planetas.
NA IDADE MEDIA
Influencia da Igreja e os mapas perderam a exatidão em suas confecções porem neste período o caráter cientifico foi mantido pelos árabes.
DURANTE AS GRANDES NAVEGAÇÕES – SECULO XVI EM DIANTE
Juan De La Cosa faz então, o primeiro mapa-múndi a conter o continente americano (novo mundo) em 1500.
Gerard Mercator, utilizando-se de todo o conhecimento produzido até a época para produzir o mapa-múndi que levaria seu nome e que representava grandes rotas em linhas retas.
Mas foi só a partir do século XVII que os países começam a se preocupar mais com o rigor científico dos mapas.
É realizado então, o primeiro levantamento topográfico oficial na França, em 1744, chefiado por César – François Cassini (1744 – 1784) que seriam os precursores dos mapas modernos.
A CARTOGRAFIA HOJE alcançou notável desenvolvimento com o advento a computação, da informática e da internet, novos softwares e programas de cartografia digital, por outro lado o surgimento das imagens de satélites, radares, drones e o GPS a cartografia foi um dos setores que mais tecnologizou e seu uso ampliou se para os serviços públicos e para a iniciativa privada serviço para planejamento e prevenções de acontecimento naturais ou minimizar ou prevenir agressões ao meio ambiente.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O PROCESSO EDUCATIVO DE SAO FRANCISO DE SALES

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

EM TEMPOS DE GOLPE II: Quem sabe ficaria melhor, “O DISCURSO DE UNIÃO DO BRASIL SÓ É MAIS UMA ETAPA DO GOLPE”.

Nas últimas semanas estamos assistindo a uma tentativa de emplacar um discurso de “UNIR o BRASIL”. Trata se de demonstrar que no, Brasil as coisas estão se ajeitando! Ainda que nas prateleiras dos supermercados e nas práticas de grande parte da classe política a população não sente esta melhora tão cantada em verso e prosa!  È uma tentativa de desvencilhar o político do econômico. Porém a realidade está sendo implacável! Afundamos mais e mais. A renda das famílias caem, a  insegurança, a falta de perspectiva, impossibilidade de ter um futuro ou de pensar a longo prazo, seja pelo desmantelamento da previdência, pelo sucateamento dos serviços públicos ou mesmo a volatilidade da regras trabalhistas.
 A primeira manifestação desta ideia de apaziguar o Brasil, aparece na pulverização da candidatura do Bolsonaro, chamado por seus seguidores de mito. Isso era previsto! Bolsonaro não faz parte de um projeto de Brasil decente. É tacanho. Retrógrado. Sem projeto com base social. O desmonte do mito está sendo meteórico.  Constatações de enriquecimento ilícito dele e de sua família, incluindo os filhos, que são também políticos, desconstrói a máscara de que ele é um político diferente! Nada! Mostra se ainda  pior, prega uma coisa e na vida privada vive outra. A recusa de partidos em aceitá lo coloca em evidencia seu despreparo.  “Ele não agrega”, afirmam os liberais.
Outro capitulo deste desespero é a tentativa da Globo em promover Luciano Huck. Esta sem sombra de dúvida é a mais patética intervenção da Globo, nestes anos todo de traição do Brasil que esta emissora protagoniza. Ficou tão ridículo que as redes sociais imediatamente reagiram. Os internautas, não perdoam e não perdoaram.
Diante de tantas patacoadas as forças do golpe não tem outra saída. Precisam unir o Brasil. Evitar os extremos. Esta parece ser a tônica da mídia golpista de agora em diante.  E, como sabemos historicamente o discurso da união, de uma nação só. Unida e com a chuteira nos pés em se falando de Brasil só serve para amenizar as tensões sociais em um pais desigual. O discurso de unificar, pacificar e não radicalização no Brasil é um elixir para nocautear as resistências ao golpe que já estão se consolidando.
Aparar as arestas, pacificar os ânimos, neste momento, favorece o golpe. O golpe foi construído sobre algumas premissas tais como
1 – O PT é o causador da corrupção “ limpar o Brasil e tirar o PT do poder”,
2 – Lula personifica o campo de lutas populares e democráticas no Brasil, logo “afastar o Lula é o grito de ordem.
3 – O Estado mínimo tem que prevalecer e enaltecer o livre mercado internacional, assim destruir a Petrobras, o Grupo Friboi, a Odebrtch, OAS e outras mutinacionais “nacionais” é mais que combater a corrupção,  pois abriu caminho para as multinacionais se enraizarem novamente no cenário econômico nacional.
Incrível que tais premissas em menos de um ano de golpe ruíram todas.  A corrupção continua, agora televisionada, filmada, gravada e de forma despudorada dentro da presidência da republica. Permite se agora o mensalão para comprar deputados para salvar o presidente de crimes, as pedaladas fiscais deixaram de ser crime enfim, o golpe está na fase de descrédito total.

Encampar o discurso de pacificar o Brasil é dar combustível ao golpe que avança mas ainda não se completou. Portanto continuemos assim, nós do campo popular democrático e eles, os golpistas. Unir o Brasil para que?

sábado, 6 de janeiro de 2018

EM TEMPOS DE GOLPE - I

Em tempos de golpe, nada mais me surpreende. Esta semana que finda em especial. 
1 - Ministra bandida, filha de pai bandido assume a pasta do TRABALHO. 
2 - Emissoras de TV estão dedicando tempo para dizer que a economia está melhorando e que os investimentos estão aumentando junto com a confiança na economia e que o Brasil está gerando mais empregos, AS QUATRO MAIORES EMISSORAS DE TV do Brasil somam mais de mil e quinhentas demissões EM SEU QUADRO DE FUNCIONÁRIOS NOS ÚLTIMOS MESES..
3 - O Governo BRASILEIRO com a desculpa de INDENIZAR investidores estadunidenses (somente estes) abriu os cofres da Petrobras para doar BILHOES, um montante que supera em quatro vezes todo o valor devolvido pela corrupção da PETROBRAS. Ou seja INDIRETAMENTE VENDERAM A PETROBRAS PARA INVESTIDORES ESTADUNIDENSES.
4 - O GOVERNO FEDERAL QUER PEDALAR MAS PARA NAO SOFRER IMPEACHMENT QUER MUDAR A LEI E OS COXINHAS E ANTICORRUPÇÃO DE ARAQUE NEM UM PIO. TÁ TUDO NORMAL.
5 - a chefe de gabinete do trf4 FAZ CAMPANHA PELA CONDENAÇÃO DE LULA NO FACEBOOK E TUDO BEM, Afinal temos um golpe e toda anormalidade é aceita em nome da estabilidade e governabilidade inclusive a retirada de direitos e a concentração de renda......
Porem uma coisa me surpreendeu nesta semana.....OS PEITINHO DE TEMER... que coisa, não!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O HOMEM CONFORME DOM BOSCO



UMA REFLEXÃO A TENDO POR BASE O TEXTO ELEMENTOS HISTORICO-CRITICOS DA EVOLUÇÃO DA AÇÃO DE DOM BOSCO", de PEDRO PEREIRA BORGES

Sempre ouvimos a máxima de que “Somos produtos do meio”. Mesmo havendo quem pense diferente, neste caso Dom Bosco possivelmente não concordaria com tal afirmativa o certo é que atualmente é pacifico que o momento histórico e o fator geográfico  (locacional) deixa suas marcas nas mentes , concepções e ações de indivíduos de uma certa sociedade e Dom Bosco tem uma visão do mundo tal como ele é, e, por conseguinte uma visão do ser humano (BORGES – 2017: 14).
Assim se faz necessário desvelar o que denominamos de o século de Dom Bosco, ou seja o século XIX, onde uma radical reconfiguração geográfica e política sacudiu o continente europeu, em especial o Norte da Península Itálica. No plano da geopolítica temos os Reinos que compunham a península somado aos Estado Pontifícios, em particular o Norte sendo alvo das pretensões imperialistas da Áustria. No aspecto político e social a influencia da revolução francesa de cunho liberal já causava assombro principalmente no tocante aos direitos individuais e coletivos, questionamento do poder temporal da Igreja Católica que deveria, conforme os revolucionários, separar se do Estado e este por sua vez deveria abandonar as práticas absolutistas e aderir ao constitucionalismo. Paralelo a estes fatos da ordem geopolítica externa estava em curso ainda o desejo de unificação dos reinos itálicos – era o Risorgimento Italiano( 1815 a 1870).

Dom Bosco nasce em 1815. Vivenciou diretamente ou indiretamente os fatos narrados anteriormente. No plano das idéias e das concepções temos a efervescência do domínio da razão. Uma transição do teocentrismo que dominava o regime anterior para o novo regime sob a égide do antropocentrismo. Charles Darwin, Stuart Mill, Hegel e por fim Karl Marx. Estes pensadores, cada um em seu campo de produção com certeza devem ser levados em consideração quando se tenta entender o HOMEM na visão de Dom Bosco. Porem não se pode esquecer que Dom Bosco era fiel á Igreja e ao papa. Sua postura será refratária a todas estas concepções circundantes do século XIX, pois como conservador o mesmo se propunha a um propósito. Restaurar o status quo anterior ou resistir ao máximo aos fluxos modernizantes pois, no entender do santo eles ameaçavam a Igreja e o poder papal.
O sonho dos nove anos é ilustrativo neste ponto o para desvendar a antropologia de base do pensamento de São João Bosco. Os meninos que estavam a brincar o faziam em uma casa bastante espaçosa. As brincadeiras evidenciam que o homem á ativo. Ele age e precisa de segurança para suas ações. As brincadeiras parecem que não eram suficientes para fazer crescer e elevar o espírito daqueles garotos. Ainda lhes faltava algo e este tensionamento leva a uma nível a ponto de se agredirem e proferirem blasfêmias, que tanto incomodou a Dom Bosco. O homem portanto ao se ocupar de coisas fúteis e superficiais desprovidos de virtudes acaba se distanciando da natureza, das leis naturais, ou seja, dos mandamentos divinos, e o nível de degradação aumenta ao ponto de os mesmos se transformarem em animais.
O afastamento das virtudes embrutece o homem em Dom Bosco. Nisso aparece o senhor misterioso que lhe apresenta a “mestra” que o conforta dizendo, “não com pancadas mas com amor é que poderá conquistar seus amigos”. O homem tem que ser objeto de uma ação educativa para retomar o caminho da virtude. Há vários métodos e muitos métodos educativos com certeza existiam na Itália naquele período mas Dom Bosco preferiu usar a religião como base para aproximar o homem de Deus. Assim a educação se processa e se concretiza tendo como base a religião. Para BORGES em Dom Bosco

“...o ser humano é um ser criado por Deus, e que perdeu o contato com a natureza, mas que precisa ser resgatado pela própria religião... Ele tinha clareza que tipo de ser humano desejava ara a sociedade, alem da importância da religião e da Igreja no processo educativo” (BORGES, 2017:14)



Portanto, para Dom Bosco o processo civilizador da sociedade moderna, pós século XIX seria assentado no resgate das virtudes e valores da cristandade, estribados religião, na Igreja, na escola e na Missão. Educadores e missionários assim são os Salesianos pelo mundo inteiro. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

CONFLITOS NA ÁFRICA SUBSAARIANA


A análise dos motivos que desencadeiam os conflitos armados no continente africano necessita de uma abordagem histórica, pois o processo de colonização e independência dos países africanos interferiu diretamente na organização social da população. A intervenção colonialista, principalmente no fim do século XIX e início do século XX, modificou a estrutura organizacional dos grupos étnicos africanos.

Durante a ocupação dos europeus na África, a divisão territorial do continente teve como critério apenas os interesses dos colonizadores, não levando em conta as diferenças étnicas e culturais da população local. Diversas comunidades, muitas vezes rivais, e que, historicamente viviam em conflito, foram colocadas em um mesmo território, enquanto que grupos de uma mesma etnia foram separados.


Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), iniciou-se o processo de independência dos países africanos, no entanto, parte das fronteiras estabelecidas pelos colonizadores foi mantida, como também, novos países foram criados. Em consequência disso, vários conflitos armados entre diferentes grupos étnicos pela disputa do poder, surgiram no interior desses novos Estados.

Além da rivalidade étnica, outros fatores intensificaram os conflitos, entre eles estão: o baixíssimo nível socioeconômico de muitos países e a instalação de governos ditatoriais. Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas contribuíram para os confrontos entre as diferentes etnias. As duas potências, visando ao aumento de sua influência política, econômica e ideológica no continente africano, forneceram armas e apoio financeiro aos grupos rivais dentro de um mesmo país.

Entre os principais conflitos na África estão os que acontecem em Ruanda, Mali, Senegal, Burundi, Libéria, Congo e Somália (conflitos étnicos). Outros, por disputas territoriais, como, Serra Leoa, Somália e Etiópia, e também por questões religiosas, como o que acontece na Argélia e no Sudão. Entre tantas políticas ditatoriais instaladas, a que teve maior repercussão foi o Apartheid, na África do Sul - política de segregação racial que foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder.

Nesse cenário de violência, torna-se importante a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) em operações humanitárias, dando auxílio imediato às populações civis ameaçadas. No entanto, deve haver a contribuição de países desenvolvidos no processo de pacificação e auxílio nos aspectos socioeconômicos (AIDS, fome, economia, saúde, etc.) dos países africanos.
FONTE : http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/os-conflitos-na-africa.htm



SLIDE DA AULA CONFLITOS NA AFRICA SUBSAARIANA

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...