sexta-feira, 18 de abril de 2025

A ÁGUIA QUE QUASE VIROU GALINHA!

 

Texto de autoria indefinida, atribuída a James Aggrey, educador Ganense.


criado por IA





Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia e colocou-o no galinheiro junto com as galinhas.

Comia milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

–Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.

–De fato, disse o camponês, é águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mais uma águia.

Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.

–Não, retrucou o naturalista, ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia. Esse coração a fará um dia voar ás alturas.

–Não, não, insistiu o camponês, ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então, decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:

–Já que você, de fato, é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos e pulou para junto delas.

O camponês comentou:

–Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

–Não, tornou a insistir o naturalista, ela é uma águia, e uma águia será sempre uma águia. Vamos

experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:

–Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu, lá embaixo, as galinhas ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:

–Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

–Não, –respondeu firmemente o naturalista –ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.

Vamos experimentar ainda uma ultima vez.

Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês se levantaram bem cedo. Pegaram a águia, e foram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol

nascente dourava os picos. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

–Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe.

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida, mas não voou.

Então, o naturalista segurou-a firmemente bem na direção do sol para que seus olhos pudessem encher-se da claridade e da vastidão do horizonte.

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto.

Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento…

9º ANO - Um jogral – TEXTO DE SÉRGIO GONDINHO DE OLIVEIRA


A praia da Dona Chica

Gerada por IA


Leitor/a 1 - Em viagem a Anchieta, no Espírito Santo, fomos passar o dia em uma praia próxima à cidade, chamada Praia dos Coqueiros.

Leitor/a 2 - Tios, primos, amigos; uma festa. As crianças, inquietas, não conseguiam segurar o entusiasmo, antecipando grandes brincadeiras e enorme diversão.

Leitor/a 3 - A Praia dos Coqueiros é uma pequena enseada, delimitada por grandes pedras de ambos os lados. Alguns coqueiros e uma fileira de castanheiras enfeitam mais ainda a paisagem bucólica.

Leitor/a 1 - O acesso se faz descendo um estreito e íngreme caminho que vem da estrada que liga Anchieta a Iriri, situada em um nível bem mais alto. A vista ao descer esse morro é encantadora.

Leitor/a 2- Ao chegarmos, entretanto, fomos surpreendidos por uma situação inesperada: lixo por todo lado, de todos os tipos.

Leitor/a 3 - Papéis, pratos descartáveis, garrafas pet e diversos outros artefatos enfeavam aquela paisagem que, de outra forma, seria tão bonita.

Leitor/a 1 - Nosso desgosto foi tanto que pensamos em retornar e buscar outra praia – limpa! – mas, qual o quê: as crianças já estavam dentro d’água fazendo uma grande algazarra. Simplesmente, tarde demais.

Leitor/a 2- A contragosto, ocupamos uma das mesas que ficam em baixo de cada castanheira e pedimos, no único bar que serve a praia, refrigerantes, tira-gostos e, claro, uma cervejinha para os adultos.

Leitor/a 3 - Conversa vai, conversa vem, esvaziam-se as garrafas, esvaziam-se as travessas, esvaziam-se os pratos de papelão descartáveis.

Leitor/a 1- Realmente, o ser humano produz muito descarte... coitado do planeta!

Leitor/a 2 - Como ventava bastante, juntei tudo o que podia “voar” para jogar no lixo.

Leitor/a 3- Com as mãos transbordando de variadas tralhas, olho em volta... nada, nem uma lata, nem um cesto próximo à mesa onde estávamos.

Leitor/a 1- Aproximo-me de outra mesa, com certeza aquilo era uma exceção. Mas não. Em nenhuma das mesas, nenhum recipiente para depositar lixo.

Leitor/a 2- Levanto a vista e, bem longe, vejo um monturo de onde se desprendia fumaça. Chego lá, livro-me da carga e vou direto ao bar, onde peço para conversar com a proprietária, Dona Chica:

Leitor/a 3— Minha senhora, chegamos aqui neste lugar maravilhoso e ficamos tão impressionados com a sujeira poluindo a praia que quase decidimos ir embora. Mas, agora, descobri porque há tantos detritos sobre a areia. Não tem lixeira em lugar algum! As pessoas deixam os restos sobre as mesas e o vento espalha tudo sobre a praia.

Leitor/a 1 — É mesmo, moço, o senhor tem razão. Não tem mesmo onde jogar o lixo.

Leitor/a 2 — Mas é tão simples resolver isto, né? Basta colocar uma lixeirinha pendurada em cada castanheira, assim cada mesa terá a sua. A praia ficaria limpa, mais bonita, provavelmente as pessoas a frequentariam mais.

Leitor/a 3 – É sim, moço, o senhor está certo, ia ser bom demais. Mas o prefeito não liga pra nós...



quinta-feira, 10 de abril de 2025

A REVOLUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA E A REVOLUÇÃO INFORMACIONAL

 Já pararam para pensar em como a gente chegou até aqui? De como as coisas evoluíram tanto, desde as fábricas do século XIX até os smartphones que não desgrudam da nossa mão? Pois bem, essa transformação toda não aconteceu por acaso. Ela é resultado de duas grandes ondas de mudança que chamamos de Revolução Técnico-Científica e Revolução Informacional.

Imagina só: lá na metade do século XIX, a galera percebeu que investir em ciência podia ser uma baita jogada para as empresas e para os governos ficarem mais poderosos. Foi aí que a coisa começou a esquentar! Grana na pesquisa gerou novas indústrias que a gente conhece bem, como a química, a dos carros, eletrônicos e até a biotecnologia. Essa explosão de novidades e de um jeito novo de produzir as coisas é o que chamamos de Revolução Técnico-Científica.  A ciência virou peça chave para a tecnologia avançar.

Só que a história não parou por aí! Na esteira dessa primeira revolução, veio outra ainda mais impactante para o nosso dia a dia: a Revolução Informacional. Depois da Segunda Guerra Mundial, processar informações virou prioridade. Governos e empresas botaram fé (e dinheiro!) no desenvolvimento de máquinas que pudessem fazer cálculos e ajudar até em estratégias militares. Foi nesse contexto que surgiram os "bisavôs" dos nossos computadores.

De lá pra cá, a coisa evoluiu numa velocidade incrível! Os computadores foram ficando menores, mais fáceis de usar e super eficientes, chegando nas indústrias, nos escritórios e, claro, nas nossas casas. Aí, pra completar, inventaram a internet, essa rede que conecta o mundo todo. E não parou por aí! Vieram as redes sociais, os smartphones… Enfim, uma avalanche de tecnologia que mudou completamente a forma como a gente se comunica, trabalha, se diverte e vive.

 Essa jornada da Revolução Técnico-Científica para a Revolução Informacional é super importante pra entender o mundo em que a gente vive hoje. Nos links abaixo, vamos mergulhar fundo nessas duas transformações, entender como elas aconteceram e quais foram seus principais impactos.

REVOLUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA: ACESSE AQUI

REVOLUÇÃO INFORMACIONAL: ACESSE AQUI



A Fascinante Jornada do Espaço Geográfico: Do Natural ao Digital

  Já pararam para pensar como o espaço ao nosso redor mudou ao longo da história? A gente vive em um mundo super conectado, cheio de tecnologia, mas nem sempre foi assim. A evolução do espaço geográfico é uma história incrível, marcada por diferentes fases e transformações. Vamos embarcar nessa viagem no tempo e entender como chegamos até aqui?

1. O Meio Natural: A Força da Natureza em Ação

  • Início: Desde o surgimento dos primeiros seres humanos.
  • Término: Aproximadamente até o desenvolvimento significativo de ferramentas e técnicas rudimentares. Podemos considerar um período bem longo, que abrange a Pré-História e as primeiras civilizações.
  • Fato(s) Histórico(s) Relevante(s): A própria origem e dispersão da espécie humana pelo planeta. A descoberta e o domínio do fogo foram cruciais para a sobrevivência e adaptação. A revolução neolítica que proporcionou o desenvolvimento das primeiras formas de agricultura, sedentarizou os seres humanos provocando mudanças significativa na relação do ser humano com a natureza e com seus semelhantes.
  • Características Principais:
    • A natureza era a principal força modeladora do espaço. 
    • A relação entre o ser humano e a natureza era de total dependência. 
    • As primeiras comunidades eram pequenas e nômades ou seminômades, buscando recursos para sua subsistência.
    • O conhecimento sobre o meio ambiente era fundamental para a sobrevivência, transmitido oralmente de geração para geração.
    • As transformações no espaço eram lentas e essencialmente ligadas aos processos naturais.


2. O Meio Técnico: A Mão Humana Transformando o Mundo

  • Início: Com o desenvolvimento de ferramentas e técnicas mais elaboradas, como a metalurgia e a construção de grandes obras. Podemos situar esse período a partir das civilizações antigas (Egito, Roma, etc.) e se estendendo pela Idade Média e o início da Idade Moderna.
  • Término: Com a Revolução Industrial, que marca uma mudança radical na produção e no uso da tecnologia.
  • Fato(s) Histórico(s) Relevante(s): O desenvolvimento da agricultura e da pecuária permitiu a sedentarização e o crescimento das primeiras cidades. A invenção da roda, do arado e de técnicas de irrigação aumentaram a produtividade. A construção de grandes obras como pirâmides, aquedutos e estradas demonstrou a capacidade humana de transformar a paisagem. As grandes navegações expandiram o conhecimento geográfico e conectaram diferentes partes do mundo.
  • Características Principais:
    • O ser humano começa a utilizar ferramentas e técnicas para modificar o meio natural de forma mais intensa.
    • A produção agrícola aumenta, permitindo o surgimento de excedentes e a divisão do trabalho.
    • As cidades se tornam centros de poder político, econômico e cultural.
    • O conhecimento técnico se desenvolve e se especializa, impulsionando novas invenções.
    • As transformações no espaço se tornam mais rápidas e visíveis, com a construção de infraestruturas e a exploração de recursos naturais.



3. O Meio Técnico-Científico-Informacional: A Era da Conexão e da Informação
  • Início: Com a Revolução Industrial, no século XVIII, e se intensifica com a Terceira Revolução Industrial (Revolução Técnico-Científica-Informacional) no século XX.
  • Término: Ainda estamos vivendo e desenvolvendo esse meio, que continua em constante transformação.
  • Fato(s) Histórico(s) Relevante(s): A Revolução Industrial, com a invenção da máquina a vapor e a produção em massa, transformou a economia e a organização do espaço. A Segunda Revolução Industrial, com a eletricidade, o petróleo e o desenvolvimento da indústria química e automobilística, intensificou a urbanização e a produção. A Terceira Revolução Industrial, marcada pela informática, a eletrônica, a biotecnologia e, principalmente, a internet, revolucionou a comunicação, a informação e a forma como interagimos com o espaço.
  • Características Principais:
    • A ciência, a tecnologia e a informação se tornam as principais forças motrizes da transformação do espaço geográfico.
    • A produção se torna altamente automatizada e globalizada.
    • A informação circula em velocidade impressionante, conectando diferentes partes do mundo em tempo real.
    • As cidades se expandem e se tornam cada vez mais complexas, com a formação de grandes metrópoles e redes urbanas.
    • Novas tecnologias transformam a agricultura, a indústria, os transportes e as comunicações.
    • Os impactos ambientais da ação humana se tornam mais evidentes e preocupantes.
    • O espaço virtual se torna uma dimensão importante do espaço geográfico, influenciando a forma como nos relacionamos, trabalhamos e nos divertimos.

A evolução do espaço geográfico é uma jornada contínua, impulsionada pela nossa capacidade de transformar o mundo ao nosso redor. Passamos de uma total dependência da natureza para um cenário onde a tecnologia e a informação moldam cada vez mais o nosso cotidiano. Entender essas diferentes fases é fundamental para compreendermos o mundo em que vivemos hoje e os desafios que enfrentamos para construir um futuro mais sustentável e equitativo.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

O Fim do Período Colonial em Mato Grosso: Uma Nova Fase

 


Vila Bela em Declínio:



A Igreja Matriz Imponente, uma lembrança da Glória de Vila Bela e um Jovem que mantem as tradicções

No final do período colonial, Vila Bela, que era a capital de Mato Grosso, já não era mais um lugar vibrante. Muitos comerciantes se mudaram para Cuiabá, restando na antiga capital apenas a elite portuguesa, composta por governantes e funcionários públicos. A vida em Vila Bela não era fácil: as constantes enchentes, o clima úmido e as doenças tornavam a região pouco atraente. Até mesmo os militares não viam muito futuro em permanecer por ali, desmotivados pela tranquilidade da fronteira.

A Chegada de Oeynhausen: Um Governador Popular (1807-1819)

Em 1807, Cuiabá recebeu com grande festa um novo líder: João Carlos Augusto d’Oeynhausen de Gravemberg. Ele era o penúltimo Capitão General de Mato Grosso e, após uma breve passagem por Cuiabá, seguiu para Vila Bela. No entanto, um ano depois, retornou a Cuiabá e governou a capitania dali por quase onze anos.


Oeynhausen conquistou a simpatia da população de Mato Grosso, especialmente dos moradores de Cuiabá. Ele era um governante popular, mas essa popularidade teve um preço alto: quando deixou o governo, a capitania estava com uma dívida enorme.

Apesar disso, Oeynhausen realizou importantes ações:

  • Educação e Saúde: Ele propôs a criação de um curso superior de Anatomia, fundou a Santa Casa de Misericórdia (que funciona até hoje) e o Hospital de São João dos Lázaros.
  • Economia: Criou uma Companhia de Mineração para explorar os minerais da região de forma mais organizada e enviou metalúrgicos para aprender novas técnicas na Fábrica de Ferro de Sorocaba. Além disso, incentivou o cultivo de algodão.
  • Infraestrutura e Serviços: Fundou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Cuiabá e abriu a concorrência para melhorar o abastecimento de água na capital.

Em 1819, Oeynhausen deixou o governo de Mato Grosso para assumir o cargo de Capitão General de São Paulo. Mais tarde, recebeu o título de Marquês de Aracati e foi nomeado governador de Moçambique, na África, onde faleceu.

A Curta e Turbulenta Administração de Magessi (1819)

Francisco de Paula Magessi de Carvalho sucedeu Oeynhausen e chegou a Cuiabá em janeiro de 1819. Ele só conheceu Vila Bela um ano depois. Um marco importante de sua gestão foi a elevação de Cuiabá à categoria de cidade, através de uma lei de setembro de 1818. Magessi também solicitou ao Príncipe Regente D. João VI que Cuiabá se tornasse oficialmente a nova capital da Capitania.

Magessi iniciou a construção de um quartel, uma olaria e uma fábrica de pólvora. No entanto, ele herdou os cofres públicos completamente endividados, com fornecedores cobrando pagamentos atrasados e salários de militares e funcionários públicos pendentes.


Sem muitas opções, Magessi teve que tomar medidas impopulares para tentar equilibrar as contas. Isso desagradou muito a população, e ele acabou sendo deposto do cargo em pouco tempo.

Em resumo: O final do período colonial em Mato Grosso foi marcado pela decadência da antiga capital, Vila Bela, e pela ascensão de Cuiabá como centro econômico e político. A administração popular de Oeynhausen trouxe avanços, mas deixou uma grande dívida. Já o governo de Magessi, que tentou lidar com essa crise, acabou sendo marcado pela impopularidade e pela deposição, sinalizando as dificuldades e as mudanças que Mato Grosso enfrentava no final do domínio português.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

2ª Série_Desvendando o Mundo Atual: Geopolítica

 Nesta aula, vamos explorar como eventos históricos moldaram o cenário global que conhecemos hoje e como diferentes forças continuam a influenciar o curso da história.

Começaremos nossa exploração com a Organização das Nações Unidas (ONU), uma instituição fundamental criada após a Segunda Guerra Mundial para promover a paz e a segurança. Analisaremos como a herança desse conflito global ainda se reflete na estrutura e no funcionamento da ONU, especialmente no poderoso Conselho de Segurança.   

Em seguida, mergulharemos em um dos períodos mais marcantes do século XX: a Guerra Fria. Desvendaremos a bipolaridade que caracterizou esse confronto ideológico, a formação de alianças militares antagônicas e os conflitos indiretos que marcaram esse período.   

Ao longo desta aula, vamos refletir criticamente sobre a relevância da ONU no século XXI, os desafios da manutenção da paz em um mundo multipolar e as complexas dinâmicas de poder que moldam as relações entre as nações.   


ACESSE O SLIDE DA AULA CLICANDO AQUI

ACESSE A ATIVIDADE CLICANDO AQUI

3ª Serie 2025 DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA GEOGRAFIA FÍSICA.

 INTRODUÇÃO

Prezados alunos, preparem-se para embarcar em uma jornada fascinante pelo mundo da Geografia Física! Nos próximos 80 minutos, vamos mergulhar nos processos que moldam nosso planeta, desde a formação de montanhas até os fenômenos climáticos mais intrigantes.

Nosso objetivo é ir além da memorização de conceitos, buscando uma compreensão profunda das dinâmicas que regem a Terra. Exploraremos temas cruciais para o ENEM e vestibulares, como a geologia dos escudos cristalinos, a força dos movimentos orogenéticos, os perigos da subducção e a sutileza do intemperismo.

Através de uma abordagem rigorosa e didática, desvendaremos os mistérios da noite polar, analisaremos a representação de dados geográficos em anamorfoses e discutiremos os impactos da exploração de recursos naturais.

Preparem-se para questionar, refletir e expandir seus horizontes geográficos. Que esta jornada seja enriquecedora e prepare vocês para os desafios do futuro!

1 - ESCUDOS CRISTALINOS NO BRASIL


Os escudos cristalinos, formações geológicas antigas e ricas em minerais metálicos, como ouro e cobre, representam verdadeiros tesouros para a geologia. Essas estruturas milenares, originadas de rochas ígneas e metamórficas, concentram recursos minerais valiosos, resultado de atividades vulcânicas ocorridas ao longo de milhões de anos. No contexto brasileiro, a Amazônia destaca-se por abrigar uma porção significativa do Escudo Cristalino Brasileiro, o que explica a abundância de reservas minerais no Brasil

A compreensão da formação e da importância dos escudos cristalinos é fundamental para a análise da distribuição de recursos minerais no planeta. Esses maciços antigos, diferentemente de ambientes cársticos, depósitos orgânicos e bacias sedimentares, são as principais fontes de minerais metálicos, devido à sua composição e à influência da atividade vulcânica. Embora as rochas metamórficas integrem os escudos cristalinos, a origem primordial dos metais reside nas próprias estruturas dos escudos.

Em suma, os escudos cristalinos são formações geológicas de grande relevância, tanto do ponto de vista econômico quanto científico. Seu estudo proporciona uma melhor compreensão da distribuição de recursos minerais e dos processos geológicos que moldaram a Terra ao longo de eras.

1 - Orogênese e epirogênese na fromação da crosta no Brasil

A crosta brasileira, moldada por forças tectônicas complexas, exibe uma história rica que se manifesta tanto em movimentos orogenéticos quanto epirogenéticos.

A orogênese, com o exemplo marcante da influência dos Andes, remodelou o relevo, alterando cursos fluviais e erguendo cadeias montanhosas. Contudo, a epirogênese, movimentos verticais da crosta, também desempenhou um papel significativo, ajustando o nível continental e contribuindo para a configuração atual do território. A diferença crucial reside na escala e no tipo de movimento: a orogênese forma montanhas por compressão horizontal, enquanto a epirogênese ajusta a altitude continental de forma ampla e vertical, ambas cruciais na formação da crosta brasileira.

Assim, a formação da crosta brasileira é um produto da interação entre orogênese e epirogênese, processos que demonstram a dinâmica da Terra e sua influência na geografia física do país.

VAMOS APRENDER MAIS CLICANDO AQUI


2 - LIMITES DAS PLACAS TECTÔNICAS

A dinâmica das placas tectônicas, com seus limites diversos, molda a superfície da Terra e desencadeia fenômenos naturais poderosos, especialmente nos limites convergentes.


Nos limites convergentes, a colisão de placas leva à subducção, onde uma placa mergulha sob a outra, liberando imensa energia. Esse processo é o principal causador de terremotos de grande magnitude e, consequentemente, de tsunamis. A proximidade do Japão, com a convergência da Placa do Pacífico e outras placas, exemplifica essa atividade, resultando em frequentes terremotos com epicentros rasos e a subsequente ameaça de tsunamis. Limites convergentes continentais criam cadeias montanhosas mas não estão ligados diretamente a tsunamis. Limites divergentes criam riftes e limites transformantes criam terremotos, mas nenhum cria tsunamis.

Assim, a compreensão dos limites convergentes e seus fenômenos associados, como a subducção, é essencial para entender a ocorrência de terremotos e tsunamis, revelando a poderosa e, por vezes, destrutiva interação entre as placas tectônicas.

3 - AGENTES EXÓGENOS/EXTERNOS - Destaque para o intemperismo.

Os agentes exógenos, como o intemperismo, são fundamentais na modelagem do relevo, atuando na decomposição e desagregação das rochas.

O intemperismo se manifesta de diversas formas: o físico, que fragmenta as rochas sem alterar sua composição química; o químico, que altera a composição mineral através de reações com água e gases; e o biológico, que envolve a ação de organismos vivos. Dentro do intemperismo físico, a termoclastia, comum em desertos, destaca-se por fragmentar rochas devido às variações extremas de temperatura, criando fendas regulares. A ação desses processos é crucial para a formação de solos e a modelagem de paisagens.

A compreensão dos diferentes tipos de intemperismo é essencial para interpretar a formação do relevo e os processos geológicos atuantes na superfície terrestre.


terça-feira, 1 de abril de 2025

A BUSCA PELA VERDADE: DE SOCRATES A CONTEMPORANEIDADE


Nesta aula, vamos explorar a fascinante busca pela verdade sob diferentes perspectivas. Iniciaremos com uma análise de como o Ocidente moderno e outras culturas, abordam a verdade, destacando a importância do respeito à diversidade cultural. Em seguida, examinaremos as contribuições de filósofos como Platão e Sócrates para essa discussão. Nosso objetivo é ampliar nossa compreensão sobre a verdade e promover o diálogo intercultural. 

 CLIQUE AQUI

segunda-feira, 31 de março de 2025

1ª SÉRIE 2025- PROJETO DE VIDA E PROTAGONISMO JUVENIL - REPOSITÓRIO DE ARQUIVOS

 


1 - PROJETO:  A HISTÓRIA DE MATO GROSSO A PARTIR DA BANDEIRA DO ESTADO

TEXTO 1

VÍDEO 1


TEXTO 2

TEXTO 3

01/04/2025 Contineuem lendo os textos e fazendo anotações dos pontos e informações relevantes, conforme orientações em sala de aula. 


2 - PROJETO: FESTA DE SÃO LUIZ EM CÁCERES

TEXTO 1

01/04/2025 - Elaborem um questuionario para entrevistar responsáveis pela festa na Catedral São Luiz. Façam um questionario prévio que em sala deverá ser devidamente assitido pelo professor.


3 - PROJETO VIOLENCIA EM CÁCERES

TEXTO 1

01/04/2025 - Continuem lendo o artigo e fazendo anotações


4 - PROJETO: QUIEMADAS NO PANTANAL NORTE/CACERES / MT

TEXTO 1

01/04/2025 - Como voces ja leram o texto 1 e mostraram as anotações ao professor, peço que no dia de hoje leiam os textos abaixo e façam as devidas anotações.

TEXTO 2

TEXTO 3

TEXTO 4


5 - PROETO: A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

TEXTO 1

01/04/2025 - Vamos ver como ficou a leitura do texto 01, se estiver tudo certo vamos discutir onde pesquisar a campo, o SINE talvez. 


6 - VIOLENCIA CONTRA A MULHER EM CACERES

01/04/2025 - COMO JÁ LERAM OS RELATORIOS DO ANUÁRIO DA VIOLENCIA DE MT VAMOS ELABORAR UM QUESTIONÁRIO PARA SER APLICADO JUNTO Á DELEGACIA DA MULHER DE CACERES.


7 - FESTA DE SÃO GONÇALO EM CACERES

01/04/2025 - Hoje vamos elaborar um questionario a ser aplicado na comunidade São Gonçalo no bairro cavalhada



quarta-feira, 26 de março de 2025

1ª Serie Ensino Médio - Itinerário de Humanas - O CRISTIANISMO E A CONCEPÇÃO DE CIDADANIA

 Hoje, vamos explorar um período crucial da história ocidental: o surgimento do cristianismo na Antiguidade e seu impacto transformador na noção de cidadania dentro do Império Romano.

Vamos analisar como a ascensão do cristianismo trouxe consigo novas ideias que trouxe

 consigo novas ideias que desafiaram as estruturas sociais e políticas romanas 

, particularmente em relação ao papel do imperador e à prática da escravidão. Nosso 

 objetivo é compreender como essas mudanças influenciaram a forma com 

o as pessoas se viam como membros da sociedade e como exerciam seus direitos e deve

res É fundamental que tenhamos em mente que nossa análise será estritamente

 histórica

. Vamos focar em como o cristianismo moldou a concepção de cidadania na Roma Ant

iga, sem entrar em discussões religiosas ou julgamentos de valor sobre as crenças da ép oc a .

Para iniciar nossa jornada, vamos assistir a um vídeo que nos fornecerá um panorama

 geral do   surgimento do cristianismo e seu contexto no Império Romano. Prestem atenç

ãoaos detalhes, pois eles serão essenciais para nossa discussão sobre cidadania."



O CRESCIMENTO DO CRISTIANISMO

O cristianismo, ao surgir no seio do Império Romano, introduziu conceitos

 revolucionários  que abalaram as estruturas da sociedade da época. A ideia de igualdade

 perante um  único Deus confrontava diretamente a divinização do imperador, pilar do

 poder  romano. Essa ruptura não era apenas teológica, mas profundamente política,

 questionando a própria base da autoridade imperial.


Além disso, a condenação da escravidão pelo cristianismo representou um desafio  Ess

visão, que encontrou eco em pensadores como Santo Agostinho, que discutiu a nature

za da liberdade e da escravidão em suas obras, minava as relações de poder estabeleci

das.


A transição para a aceitação do cristianismo foi gradual e conflituosa, culminando na

 conversão de Constantino. Esse evento marcou não apenas a oficialização de uma nova

 religião, mas também a transformação da concepção de cidadania romana. A noção de

 igualdade espiritual, embora limitada em sua aplicação prática, lançou as bases para

 futuros debates sobre direitos e justiça social.


Para aprofundar os conhecimentos sobre a ascensão do cristianismo, assista ao vídeo




Sobre o surgimento do cristianismo e seu impacto no mundo romano, leia o seguinte

 trecho:




Pode-se perceber que o cristianismo teve um forte impacto na história do mundo

 ocidental.



Como seria se Roma não tivesse se convertido ao cristianismo



ATIVIDADES PARA ESTIMULAR O DEBATE FINAL DA AULA- FAZER SUSTENTAÇÃO ORAL E ENTREGAR ESCRITO.

1. O Impacto Social e Político do Cristianismo: ( Mateus/Ronald/Rafael de Laet / Samuel)

1A "De que maneiras específicas o cristianismo desafiou as estruturas de poder romanas? Além da figura do imperador, quais outros aspectos da sociedade foram impactados?"

1B "Como a ideia de 'igualdade perante Deus' se traduziu na prática dentro do Império Romano? Quais foram os limites dessa igualdade?"

1C - "O papel do cristianismo na transformação do conceito de cidadania em Roma foi positivo ou negativo? Por que?"

1D"Como a questão da escravidão, abordada pelo cristianismo primitivo, impactou as relações sociais e econômicas do período?"

2. A Construção da Cidadania: (Gustavo / Rafael Thomas / Daniel) / (Laiza / Giovanna / Emanuelly/Ana Julia)

2A - "De que forma o cristianismo contribuiu para a expansão ou restrição dos direitos e deveres dos indivíduos na sociedade romana?"

2B -"Como a noção de 'comunidade' cristã influenciou a forma como as pessoas se organizavam e se relacionavam?"

2C - "O cristianismo ofereceu uma 'cidadania real', como afirma Hoonaert? Em que sentido essa afirmação é verdadeira ou falsa?"

2D - "Podemos traçar paralelos entre a luta por reconhecimento e direitos dos primeiros cristãos e as lutas por cidadania em sociedades contemporâneas? Quais paralelos são esses?"

3. Reflexões sobre o Mundo Atual: ( Brenda / Isadora / Rafael /Ana Julia Brumati)

3A "Como a herança do cristianismo na concepção de cidadania ainda se manifesta em nossa sociedade? Quais exemplos podemos citar?"

3B "Considerando o exercício de repensar a história, como o mundo seria se o cristianismo não tivesse se consolidado? Quais seriam as principais diferenças em relação à nossa realidade?"

3C "A partir da leitura do artigo de Simone Bitar, quais foram as principais diferenças que encontramos? "

3D - "Quais lições podemos extrair do estudo do cristianismo na Antiguidade para promover uma cidadania mais justa e inclusiva em nossos dias?"

4. Análise Crítica de Fontes: ( Tayla / Maria Eduarda / Valentina /Arieli)

4A - "Como podemos interpretar o texto de Eduardo Hoonaert? Quais são os principais argumentos e evidências apresentados?"

4B -"De que forma o vídeo apresentado complementa ou contradiz as informações presentes nos textos?"

4C - "Quais são os desafios de analisar um período histórico tão distante, considerando a influência de diferentes perspectivas e interpretações?"


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...