sexta-feira, 18 de abril de 2025

9º ANO - Um jogral – TEXTO DE SÉRGIO GONDINHO DE OLIVEIRA


A praia da Dona Chica

Gerada por IA


Leitor/a 1 - Em viagem a Anchieta, no Espírito Santo, fomos passar o dia em uma praia próxima à cidade, chamada Praia dos Coqueiros.

Leitor/a 2 - Tios, primos, amigos; uma festa. As crianças, inquietas, não conseguiam segurar o entusiasmo, antecipando grandes brincadeiras e enorme diversão.

Leitor/a 3 - A Praia dos Coqueiros é uma pequena enseada, delimitada por grandes pedras de ambos os lados. Alguns coqueiros e uma fileira de castanheiras enfeitam mais ainda a paisagem bucólica.

Leitor/a 1 - O acesso se faz descendo um estreito e íngreme caminho que vem da estrada que liga Anchieta a Iriri, situada em um nível bem mais alto. A vista ao descer esse morro é encantadora.

Leitor/a 2- Ao chegarmos, entretanto, fomos surpreendidos por uma situação inesperada: lixo por todo lado, de todos os tipos.

Leitor/a 3 - Papéis, pratos descartáveis, garrafas pet e diversos outros artefatos enfeavam aquela paisagem que, de outra forma, seria tão bonita.

Leitor/a 1 - Nosso desgosto foi tanto que pensamos em retornar e buscar outra praia – limpa! – mas, qual o quê: as crianças já estavam dentro d’água fazendo uma grande algazarra. Simplesmente, tarde demais.

Leitor/a 2- A contragosto, ocupamos uma das mesas que ficam em baixo de cada castanheira e pedimos, no único bar que serve a praia, refrigerantes, tira-gostos e, claro, uma cervejinha para os adultos.

Leitor/a 3 - Conversa vai, conversa vem, esvaziam-se as garrafas, esvaziam-se as travessas, esvaziam-se os pratos de papelão descartáveis.

Leitor/a 1- Realmente, o ser humano produz muito descarte... coitado do planeta!

Leitor/a 2 - Como ventava bastante, juntei tudo o que podia “voar” para jogar no lixo.

Leitor/a 3- Com as mãos transbordando de variadas tralhas, olho em volta... nada, nem uma lata, nem um cesto próximo à mesa onde estávamos.

Leitor/a 1- Aproximo-me de outra mesa, com certeza aquilo era uma exceção. Mas não. Em nenhuma das mesas, nenhum recipiente para depositar lixo.

Leitor/a 2- Levanto a vista e, bem longe, vejo um monturo de onde se desprendia fumaça. Chego lá, livro-me da carga e vou direto ao bar, onde peço para conversar com a proprietária, Dona Chica:

Leitor/a 3 Minha senhora, chegamos aqui neste lugar maravilhoso e ficamos tão impressionados com a sujeira poluindo a praia que quase decidimos ir embora. Mas, agora, descobri porque há tantos detritos sobre a areia. Não tem lixeira em lugar algum! As pessoas deixam os restos sobre as mesas e o vento espalha tudo sobre a praia.

Leitor/a 1 É mesmo, moço, o senhor tem razão. Não tem mesmo onde jogar o lixo.

Leitor/a 2Mas é tão simples resolver isto, né? Basta colocar uma lixeirinha pendurada em cada castanheira, assim cada mesa terá a sua. A praia ficaria limpa, mais bonita, provavelmente as pessoas a frequentariam mais.

Leitor/a 3 – É sim, moço, o senhor está certo, ia ser bom demais. Mas o prefeito não liga pra nós...



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