segunda-feira, 3 de agosto de 2020

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE DESMONTES TEMEROSOS E INSANIDADES BOLSONARIANAS

A educação, sempre foi e continua a ser um espaço de disputas na modernidade. Depois que Marx e Engels desvendou as nuances do capitalismo e da modernidade , em especial a uta de classes a educação passou a ser alvo de disputa entre as camadas proletárias e os capitalistas. Claro que a ideia de ter uma educação que atendesse o mercado de trabalho encantou, de inicio, burgueses e proletários. As lições sobre a mais valia e a superexploração nos primeiros anos da revolução industrial colocam em xeque e a classe trabalhadora percebe a engrenagem sofisticada de moer gente das fabricas. 

A criação dos IFS ( Institutos Federais de Educação), criados durante o governo Lula pela lei 11.892/08, após uma longa experiencia de debates sobre a educação brasileira , em especial a profissionalizante, bem como as mudanças advindas com o processo de globalização se fazia necessário educar para a vida, ou como muitos dizem, educar o aluno para uma visão critica do processo social e produtivo ao mesmo tempo municiá-lo para aprender ao longo da vida. Esse aprender ao longo da vida só se consegue se desenvolvemos o processo critico e contextualizado. 

Portanto a formação técnica herdada do regime militar, de decoreba e memorização, não daria conta do novo jovem e adulto do pós década de 1990 , haja visto a rapidez com que as estruturas da realidade informacional trazia em especial no mercado de trabalho, onde tudo é fluído e muda constantemente. Os Ifs, surgem num contexto onde se preconiza a “(...)conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as práticas pedagógicas(…)” . Os conhecimentos técnicos são os vários saberes. E os tectonológicos são os instrumentos e novas plataformas. Tudo isso só é possível mediante uma abordagem critica e contextualizada da aprendizagem. Extrapolar os muros da escola, ir a campo. Participar de forma cidadã na vida politica e nas discussões emergentes no memento histórico … terão que ser praticas educativas dos Institutos Federais de Educação, pois de outra forma, serão simples transmissores de conhecimentos e não de conhecimentos e saberes. Uma nova proposta envolve novos desafios. O primeiro é estabelecer um liame com uma nova perspectiva para o mover da vida humana, isso porque após 1990 nos brinda com um cenário de crises, ao mesmo tempo em que a politica neoliberal, torna se hegemônica, primeiro nos EUA, Inglaterra e no Chile do ditador Augusto Pinochet. Temos agora um mundo marcado pelo individualismo. Competitividade. Submissão às normas dos organismos financeiros. Sucateamento da produção. Privatização de setores mais rentáveis da economia. 

No caso especifico da educação, fica visível a tentativa de estabelecer uma submissão das demandas cientificas e do conhecimento á logica da contenção de gastos. Treinamentos aligeirados, e o pior isso querido e desejado pelas organizações patronais representadas pelos sistema “S” e outros setores da sociedade brasileira em especial o setor do agronegócio. Tal pressão irá impactar na organização dos Institutos Federais de educação que, passaram por uma precarização e estagnação das carreiras e a inserção de profissionais terceirizados em alguns setores. No âmbito da sociedade continuava a dramática separação entre formação profissional e formação geral e humana do indivíduo. 
Aluno do IF participando de passeatas ? 
Absurdo! 
Essa visão tornou se mais evidente após 2010, com a alastramento das redes sociais e de grupos de extrema direita como o Escola Sem Partido. Ao mesmo tempo a luta é para garantia de ampliação do acesso, permanência e elevar a qualidade do ensino ofertado. Portando os Institutos Federais deveriam ser parte de uma politica publica que se conecta com outros setores e ministérios da estrutura estatal e de governo. No plano interno os Institutos Federais terão que lidar com estruturas e um corpo de funcionários, dentre eles professores afeitos e amantes do tradicional ensino técnico. 

Interessante que muitos desses profissionais foram ameaçados de demissão ou com a proposta de aposentadoria voluntaria após o governo FHC que proibiu, por lei a criação de novas escolas técnicas em âmbito federal, mesmo assim, defendiam o modelo anterior de escola profissionalizante. Assim o desafio agora também passou a ser urgente pois somente a incorporação dos ensinamentos gerados na relação dialética com a sociedade, a inclusão da pesquisa científica e o estabelecimento de bases humanistas na formação dos indivíduos poderiam trazer novas concepções e praticas no chão dos |Institutos Federais de Educação. 

Uma concepção organizacional e pedagógica caracterizam pela matriz marxista da indissociabilidade entre os compromissos de ordem prática e a compreensão teórica, com uma tendencia a respeitar o papel estratégico no desenvolvimento dos arranjos produtivos e culturais locais. Uma educação profissional portanto não engessada no tecnicismo e o decoreba de técnicas e procedimentos uma vez que o mundo atual é fluído. É touch screen , deixou de ser analógico. Essa fluidez exige uma dinâmica no agir e no pensar das pessoas. O que é agora não será no dia seguinte. O que está na tela agora passou e uma nova janela se abre. Portanto o “decoreba” e as técnicas apuradas não dão conta desse undo fluido e informacional. A nova proposta de educação Profissional deve ser sim, dinâmica. Plural. Inclusiva e sobretudo, estar socialmente referenciada. Estribada em metodologias que priorizam o protagonismo juvenil e as relações democráticas.

Ensino Médio Integrado: concepções e contradições - RESUMO

  

O Ensino Médio, que no Brasil é a última etapa da Educação Básica, vem a décadas sendo marcado por precarizações e insucessos. Poucos acabam concluindo os estudos,e desses poucos que concluem acabam enfrentando um ensino dual onde há uma escola de qualidade para uma minoria e uma com, ou sem nenhuma qualidade para a maioria da população, em especial os filhos das classes trabalhadoras. Além disso a dualidade se manifesta na existência de estabelecimentos públicos e privados e o eterno dilema entre formação para o trabalho e para a cidadania. Assim, indaga se. A quem interessa essas situações descritas? A proposta do Ensino Médio Integrado á Formação Profissional, introduzida após o decreto 5154/04 é apresentado como uma possibilidade de ofertar uma educação integral, contemplando a formação do ser humano como um todo, preparando o para o mundo do trabalho e a cidadania. É nesse diapasão que as videoaulas presenta o Ensino Médio Integrado, sua formulação, enquanto politica pública, as concepções e os desafios para fazer a proposta se assentar no chão das escolas e no dia a dia da comunidade escolar e de toda a sociedade, uma vez que fica evidente, conforme estudiosos da realidade brasileira que a as marcas do processo de estrutura capitalista pautado na colonização de exploração, criou uma estrutura de desigualdades. Manutenção de poder e privilegio da classe dominante. Alguns autores foram chamados nas videoaulas para que possamos entender a a sociedade brasileira e suas contradições, principalmente na educação para o trabalho e para a vivencia da cidadania. No caso, Caio Prado Jr pontua que na construção do Brasil tivemos uma colonização intelectual, onde a elite intelectual é subjugada pelo domínio do capital econômico internacional promovendo um desequilíbrio de forças entre capital e trabalho, o que na visão de outro intelectual, o Celso Furtado, o modelo de capitalismo do Brasil é modernizador e dependente,completado por Florestan Fernandes ATIVIDADE AVALIATVA 3 NEAD – Núcleo de Educação a Distância que estabelece uma critica ao á sociedade brasileira, que, se mantém conciliando frações da classe dominante, resultado numa dualidade arcaica e moderna ao mesmo tempo. Por fim Francisco de Oliveira arremata afirmando que no Brasil a nossa classe dominante se mantém graças as desigualdades educacionais, o ensino com uma estrutura dual e o saber como um privilégio e não como direito. Portanto, a construção do Decreto 5154/2004 está envolto em dois pressupostos: 1 – Compreender o Ensino Médio como educação básica, numa concepção unitária e politécnica, onde o caráter Unitária significa que deve superar a fragmentação do trabalho manual do trabalho intelectual enquanto a educação politécnica é propor se a formar o ser humano como um todo intelectual, psicológico, cientifico e cultural. 2 Perceber a educação básica de nível médio como um direito universal, e que visa formar um trabalhador e um ser humano capaz de lutar por sua emancipação. Pensar o Ensino Médio é também refletir sobre as mudanças no mundo do trabalho, em especial as mudanças após 1970 que até hoje se desenvolvem sob o mano do neoliberalismo, onde há a negação do Estado na formulação de Politicas publicas e por consequência de direitos. O individualismo e a manutenção do desemprego estrutural como sendo uma realidade, assim a formação. Qualificação e inserção no mercado de trabalho cabe ao indivíduo, que o faz por sua conta e risco. Assim o Ensino passou a a ser a chamada Pedagogia das COMPETÊNCIAS, onde a definição é dada pelos seus objetivos e validada pelas competências que produz. Minimizando os saberes disciplinares e potencializando ensino definido pela produção de competências verificáveis em situações e tarefas especificas e que visa a essa produção de bens materiais ou de serviços. Diante desse cenário aparece três desafios: 1 – desconstruir essa ideologia; 2 – mudar o interior da organização escolar; 3 – envolver a sociedade civil no projeto de mudança. Chiavatta, por sua vez nos diz que “as leis são elaboradas como novos discursos e que devem impulsionar a sociedade para determinadas direções”, assim ela analisa o Dec. 5144/04 em seu comando afirma que “ articulação entre educação profissional e tecnica de nível médio dar se á de forma integrada”. A autora esclarece que integrar é tornar a educação geral como parte inseparável da educação profissional em todos os campos onde se dá a preparação para o trabalho. Porem, isso não acontece num passe de mágica ou de forma natural. A autora propõe alguns pressupostos para que essa educação integrada ATIVIDADE AVALIATVA 3 NEAD – Núcleo de Educação a Distância ocorra: 1 – Existência de um projeto de sociedade que supere o dualismo de classe e rompa com a redução da formação á simples preparação para o trabalho; 2 – manter, na lei, a articulação entre o ensino médio de formação geral e a educação profissional; 3 – a adesão de gestores e professores responsáveis pela formação geral e pela formação específica; 4 – a articulação da instituição com os alunos e familiares; 5 – O exercício da formação integrada é uma experiencia de democracia participativa; 6 – resgate da escola como um lugar de memória e para finalizar, 7 – garantia de investimento na educação. Por fim, o desafio de colocar em pratica um ensino médio integrado com o profissionalizante perpassa a preocupação com um currículo igualmente integrado e o cerne do problema consiste em superar o conflito histórico de formar para a cidadania e formar para o trabalho produtivo. Para isso Marise Ramos apresenta alguns pressupostos que passamos a transcrever aqui: 1 – reconhecer o sujeito como ser histórico-social concreto, capaz de transformar a realidade em que vive; 2 – compreender a formação humana como síntese da formação básica e formação para o trabalho; 3 - Compreender o trabalho como um principio educativo; 4 – encampar uma epistemologia que considere a unidade de conhecimentos gerias e específicos e metodologia que permita o reconhecimento das especificidades desses saberes. 5 – Uma pedagogia que vise a construção conjunta de conhecimentos gerais e específicos; 6 – Centralidade do ensino de diferentes técnicas tendo como eixos TRABALHO – CIÊNCIA – CULTURA. Apos esse passeio pelos desafios, concepções e contradições do Ensino Médio Integrado convém finalizarmos com algumas considerações, pois mesmo sendo uma proposta inovadora e inédita está ameaçada. Primeiro pela PEC do teto dos gastos que terá uma repercussão por vinte anos. Alterações nas leis trabalhistas e previdenciária afetando em cheio o corpo docente e técnico dos Institutos Federais. A reforma do Ensino Médio que praticamente extingue o Ensino Médio integrado pois cria o itinerário formativo profissionalizante e por fim os cortes de gastos e a ausência de conselhos e espaços e fóruns de discussão de politicas publicas no MEC de Bolsonaro e de Waintraub. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

FRIGOTTO, Gaudêncio; CIAVATTA, Maria; RAMOS, Marise. Ensino Médio Integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez, 2005. 

GONZALEZ, Jefferson. Ensino Médio Integrado: concepção e contradições (videoaula)

terça-feira, 30 de junho de 2020

escola é ... ( mestre Paulo Freire)

... o lugar que se faz amigos. 
Não se trata só de prédios, salas, quadros, Programas, horários, conceitos... 
Escola é, sobretudo, gente, 
Gente que trabalha, que estuda, 
Que alegra, se conhece, se estima. 
O diretor é gente, O coordenador é gente, 
O professor é gente, 
O aluno é gente, 
Cada funcionário é gente. 
E a escola será cada vez melhor 
Na medida em que cada um se comporte 
Como colega, amigo, irmão. 
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”. 
Nada de conviver com as pessoas e depois, 
Descobrir que não tem amizade a ninguém. 
Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, É também criar laços de amizade, 
É criar ambiente de camaradagem, 
É conviver, é se “amarrar nela”! 
Ora, é lógico... Numa escola assim vai ser fácil! 
Estudar, trabalhar, crescer, Fazer amigos, educar-se, ser feliz. 
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

SOU IMIGRANTE

O poeta angolano Moisés Tiago António, ou simplesmente Moisés António, publicou no começo deste mês uma poesia sobre ser imigrante. Atualmente vivendo em Curitiba (PR), ele mantém uma página no Facebook chamada Moisés E A Poesia, onde estes e outros poemas podem ser encontrados.

O MigraMundo agradece a Moisés pela oportunidade de replicar a poesia!

Sou Imigrante

Sou Imigrante dalém
Lá do outro lado do oceano
Forçado a abandonar o país
Sim o país de origem
Que há séculos venho lutando
Querendo viver
Batendo as portas nunca descerradas
Sempre encerradas
Não tenho terra
Lá de onde eu venho
Do qual vós chamais
ou dizeis ser minha terra…
Eu era igual uma flecha
Querendo ir pra frente
Eu era cada vez mais puxada pra trás
Com mais força!
E de tanto me puxarem
Fui lançada veementemente
Para atingir o alvo
E vim aqui parar!
Sou Imigrante
Não tenho terra
Tudo é terra
Não importa se aqui ou lá!
Quem dera que não houvessem fronteiras!
Quem dera que não houvessem leis
Leis essas que nos prendem, Separam,
Hostilizam, injuriam e abalam!
Oh, se não houvessem fronteiras
Divisões geográficas
E que todos os homens fossem só homens!
Sem distinção de cores, raças, nacionalidades!
Que culpa tenho eu em ser Preto ou branco?
Cristão ou muçulmano? Hindu ou Budista?
Judeu ou Samaritano?
Se talvez as raças negra ou branca, não existissem!
Na verdade, não existem
O que apenas existe é…
Raça humana!
Sou Imigrante, emigrante, migrante
Resistente, com força pra viver, almejando viver
Sou resistível como um Leão da África
Tenho garras de um falcão do mato
Sou persistente como a onda movível
Porém, me respeitem!
Só quero viver a vida…
Porque a terra é nossa, de todos nós
Feito por Deus e entregue à todos os homens
Não importa se aqui ou lá!

A CIDADE (CHICO SCIENCE)

Oi minha amada veja o que eu vou lhe contar
Não se preocupe que eu não vou lhe perturbar
Eu tenho pena de ver o seu sofrer
Aí meu canto e vamos nós juntinho viver
Eu tenho pena de ver o seu sofrer
Boa noite pra quem chegou
Boa noite pra quem 'tá chegado
O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas
Não importa se são ruins, nem importa se são boas
E a cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade se encontra prostituída
Por aqueles que a usaram em busca de saída
Ilusora de pessoas de outros lugares
A cidade e sua fama vai além dos mares
No meio da esperteza internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
Pra a gente sair da lama e enfrentar os urubu
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
Pra a gente sair da lama e enfrentar os urubu
Num dia de sol Recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
Fonte: LyricFind
Compositores: Chico Science
Letra de A Cidade © Sony/ATV Music Publishing LLC

MINHA CIDADE ( POEMA DE MELISSA MIRANDA)


EU MORO EM UMA CIDADE
ONDE SE OUVE AS FOLHAS NO CHÃO
ONDE EXISTE TRAQUILIDADE
SE É OUTONO OU SE É VERÃO

ACONCHEGANTE E PACATA
POSSO BRINCAR NA RUA
ONDE OUÇO O CANTAR DOS PÁSSAROS
AO CLAREAR DA LUA

AQUI EXISTE FAMOSO FESTEJO
QUE ATRAI GENTE DE TODO LUGAR
A FESTA DO PADROEIRO
TODOS VÃO COMEMORAR

TEM O OLHO D’ÁGUA DOS PADRES
QUE ANTES ELES IAM SE BANHAR
TEM A CASA PAROQUIAL, A IGREJA, O ALTAR
E A PRAÇA DOS ROMEIROS
PATRIMÔNIO DO LUGAR

TEM MUITA GENTE DECENTE
COM HISTÓRIAS PRA CONTAR
TEM GENTE DESMANTELADA
QUE NEM TEM O QUE LEMBRAR
MAS O QUE É MAIS IMPORTANTE
É QUE AMO ESSE LUGAR.

Com este poema a jovem Melissa Miranda, de 10 anos, foi escolhida em um concurso nacional de redação para representar o estado do Piauí, em outra etapa do projeto a ser realizada em Fortaleza.

Melissa Miranda é estudante do quinto ano da escola Raimunda Alves Nogueira da cidade de Santo Inácio do Piauí.

sábado, 2 de maio de 2020

Mesmo com pandemia de Covid-19, Pantanal tem recorde histórico de queimadas no início de 2020


Mesmo com pandemia de Covid-19, Pantanal tem recorde histórico de queimadas no início de 2020

Focos de fogo e área queimadas são os maiores já registrados pelo Inpe nos primeiros meses do ano


SÃO PAULO
Mesmo com a pandemia de Covid-19 em curso no Brasil, o Pantanal tem o início de ano com maior número de queimadas já registrado no bioma, como mostram os dados do Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Os meses de março e abril são os que mais chamam a atenção, ambos com os maiores valores já registrados para esses meses. Respectivamente, foram 602 e 784 focos de calor no bioma.
O ano de 2019 já tinha sido de recorde de queimadas no bioma, com o maior número de focos nos últimos 15 anos. Em relação aos primeiros três meses de 2019, houve um aumento nas queimadas de 169%.

terça-feira, 31 de março de 2020

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ROMPENDO PARADIGMAS

                                                                                                              Orlandir Gonçalves Cavalcante.
A educação escolar é sempre definida como aquela que acontece em estabelecimentos escolares. Que segue padrões e normas referenciada pelo poder politico estatal. Tem por função prepara as novas gerações para a vida cidadã e o mercado de trabalho. A modernidade legou à escola a função de produção e reprodução social. É, por essência, seletiva, excludente e elitista. 

A escola moderna é parte da estrutura da sociedade moderna capitalista. Os horarios, os calendários, a disposição dos assentos, os uniformes estão ai para deixar claro que a escola deseja um padrão, um modelo de homem e de mulher. As diferenças não tem lugar nem vez, as diferenças estão para ser padronizadas, o modelo fordista de produção em serie. Pensar e conceber uma escola onde se pratica uma educação inclusiva é, romper paradigmas instalado no meio academico e cientifico que ignora o subjetivo, o afetivo e o criador (Mantoan:2003). `extrapolar a formalização conquistada a duras penas pelas heróicas lutas civis, por direitos sociais, fundamentais e em especial dos Direitos Humanos que trouxe para a pauta da pós modernidade outros sujeitos, até então invisibilizados pela escola e pelos sistemas educacionais. Urge que se rompam os paradigmas pois a “A inclusão é produto de uma educação plural, democrática e transgressora” (Mantoan:2003). 

Reconhecer outros processos, outras concepções em especial as que priorizem o ser humano autonomo e libertador isso porque “O aluno da escola inclusiva é outro sujeito, que não tem uma identidade fixada em modelos ideais, permanentes, essenciais” (Mantoan:2003). A inclusão em educação portanto extrapola o simples aceitar as pessoas com deficiencias, necessidades educativas especiais mas exige uma nova etica e uma nova estética baseada na autonomia, democracia e valorização do ser humanos enquanto sujeito ativo e autonomo de sua historia e seu destino.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O ESPAÇO GEOGRÁFICO: A CATEGORIA PAISAGEM

O Espaço Geográfico é o objeto de estudo da Geografia, porém, este objeto podemos vê-lo e estudá-lo sob diferentes ângulos ou pontos de vista. A Geografia é uma ciência dinâmica. Criativa. Inovadora, e que dá ao estudante, diferentes possibilidades de compreender o mundo e a sociedade humana. A essa multiplicidade de possibilidades de estudar o espaço geográfico, damos o nome de categorias da geografia. São elas: A região, o território, o lugar e a paisagem, a que vamos dedicar neste momento.
Paisagem geográfica compreende os aspectos percebidos do espaço, aquilo que está diante de nós. Presencialmente ou por meio de uma pintura, fotografia ou mesmo uma filmagem. É tudo aquilo que os sentidos humanos percebem em um espaço geográfico, ou seja tudo o que a visão, olfato, tato e audição alcançam.
Outro ponto interessante á que a paisagem deixa visível diferentes tempos históricos, constituindo assim um verdadeiro laboratório para os estudos da Geografia. Numa paisagem vemos a sucessão de tempos e de sociedades que deixaram suas marcas visíveis na paisagem.
É muito comum falarmos em paisagem natural e paisagem antrópica ou cultural. A paisagem natural é aquela onde identificamos de forma mais evidente a presença de elementos naturais como montanhas, rios, lagos ou seja não sendo possível identificar a presença direta dos seres humanos.
Já a paisagem cultural ou humanizada e muitos ainda a chamam de paisagem antrópica é aquela que apresenta de forma direta elementos criados pelas sociedades humanas, ao longo dos tempos. È fruto do constante trabalho humano sobre a natureza e o meio. Essa paisagem expressa as contradições da sociedade pois nela vemos de forma clara as desigualdades entre os humanos. Riqueza e pobreza. Preservação e Destruição.
Aprender a ler as paisagens é essencial para os estudos da geografia.
RESUMINDO:
Paisagem geográfica compreende os aspectos percebidos do espaço, aquilo que está diante de nós. Presencialmente ou por meio de uma pintura, fotografia ou mesmo uma filmagem. É tudo aquilo que os sentidos humanos percebem em um espaço geográfico, ou seja tudo o que a visão, olfato, tato e audição alcançam.
Seu ESTUDO além de revelar aspectos naturais e socio-ambientais revela o acúmulo de tempos de uma sociedade pois uma paisagem apresenta elementos de tempos históricos anteriores e os atuais.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

GEOGRAFIA: A Ciência que estuda o ESPAÇO GEOGRÁFICO.

O principal objetivo da Geografia é analisar as relações do ser humano com o meio que o cerca e as transformações que as sociedades imprimem na superfície. Isso faz a geografia ser uma ciência.
Desde que o primeiro humano pisou na terra sabemos, pela evolução, que para sobreviver desenvolveu técnicas e instrumentos capazes de modificar a natureza, adequando a às suas realidades e necessidades. Assim a relação homem e natureza tem sofrido alterações de finalidade e de intensidade. Na pré história por exemplo as alterações provocadas pelo homem eram com o objetivo de sobrevivência. A busca pela vida gritava mais alto que qualquer outra finalidade. Com a evolução da sociedade e com a revolução industrial em especial, após o século XIX as novas técnicas e tecnologias potencializaram as ações humanas e a sobrevivência já não é o único interesse do homem para alterar a natureza, surge outras necessidades como por exemplo a necessidade de buscar o lucro.
Pois bem, para a geografia, ao alterar a natureza a sociedade humana está na verdade construindo o objeto da ciência geográfica. O espaço Geográfico, também chamado de espaço antrópico pois é o espaço natural modificado pela ação humana. Ou, podemos dizer que o espaço geográfico é aquele que foi modificado pelo homem ao longo da história. Que contém um passado histórico e foi transformado pela organização social, técnica e econômica daqueles que habitaram ou habitam os diferentes lugares (“o espaço geográfico é o palco das realizações humanas”).
RESUMINDO:
  • Geografia estuda as relações que a sociedade humana tem, com a natureza e com os outros seres humanos, sempre no sentido de alterar o espaço natural construindo assim o Espaço Geográfico, ou seja o espaço antrópico ou alterado pela ação humana.
ASSISTA O VIDEO DESTA AULA


FONTE
FARIA. Caroline. O espaço Geográfico. Disponivel em <https://www.infoescola.com/geografia/espaco-geografico/> acesso em 2701/2020 por Orlandir Cavalcante

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

GEOGRAFIA: Determinismo e Possibilismo


A geografia é uma ciência que estuda o espaço Geográfico, ou seja, o espaço natural modificado. 
Com a chegada do seculo XIX, muitas transformações ocorreram. As revoluções e as mudanças na sociedade alteraram profundamente a vida social. A revolução industrial. O surgimentos dos Estados-Nações, o imperialismo etc… Tudo isso exigia uma ciência que fosse capaz de estudar as relações da sociedade com o meio. A primeira ideia foi a de que a natureza domina as relações e a vida humana.  Esse conjunto de idéias ficaram conhecidas como DETERMINISMO. Um dos criadores desta escola de pensamento foi o alemão Friedrich Ratzel (1844-1904) , considerado como um dos principais teóricos clássicos da Geografia e o precursor da Geopolítica e do Determinismo Geográfico. 
O Determinismo geográfico, acredita que o homem seja um produto do meio, pois as condições naturais é que determinam a vida em sociedade. O homem é escravo do seu próprio espaço!
Ainda no seculo XIX, Paul Vidal de La Blache (1845-1918) um geógrafo francês  funda a corrente de pensamento, que veio a ser denominada por Possibilismo, em oposição ao Determinismo Geográfico de Ratzel. 
Para Vidal, o homem também transforma o meio onde vive. Isso porque ao agir sobre o meio para modificá lo , essas ações humanas abre a possibilidade de o homem interferir na natureza, ou seja modificá-la e não simplesmente ser modificado por ela… isso porque essas não obedeceriam a uma relação entre causa e efeito. 
Essas formas de pensamento geográfico foram as responsáveis para consolidar a Geografia enquanto uma ciência e, ao mesmo tempo ajudando a compreender como se dá a relação entre a sociedade humana e o meio.

RESUMINDO:
    • Apos século XIX a Geografia começa a se estruturar enquanto CIÊNCIA. Neste período destacam duas importantes escolas geográficas. 
    • Determinismo: Tem como expoente  o alemão Friedrich Ratzel - acredita que o homem seria produto do meio, ou seja, as condições naturais é que determinam a vida em sociedade. O homem seria escravo do seu próprio espaço
    • Possibilismo: Tem como criador o francês Paul Vidal de La Blache -   o homem também transforma o meio onde vive. O homem não sofre, simplesmente, a ação do meio natural e sim manifesta a sua ação sobre o meio, sendo o homem um agente geográfico que atua sobre o meio natural, usando sua influência e criando possibilidades de sobrevivência.
FONTE DE CONSULTA WEB
 PENA. Rodolfo Alves.Friedrich Ratzel. disponivel em . Acesso em 26 de janeiro de 2020 por Orlandir Cavalcante
______________ disponivel em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/vidal-la-blache.htm
https://www.clickescolar.com.br/possibilismo-geografico.htm

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

OFICINA : ESPIRITUALIDADE SALESIANA

ORGANIZADORES: Lilian, Shirleni, Orlandir e Wilziane



OBJETIVO: Apresentar a Espiritualidade Salesiana bem como a mesma se manifesta nas obras salesianas na cidade de Cáceres – Mato Grosso.

LOCAIS A SEREM UTILIZADOS: Sala de aula e a Sala de Estudos.
MATERIAIS E EQUIPAMENTOS: Caixa de som. Microfone. Lousa eletronica
CONTEÚDOS: 
    • Amar a Deus/ caridade pastoral.
    • Identificar se com Jesus.
    • Amar os Jovens.
    • Destaque se pela amabilidade.
    • Seja otimista e alegre.
    • Cuide do espirito de família.

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
SAN MARTÍN, José Antonio.10 critérios de Dom Bosco para viver a espiritualidade salesiana.Tradução de Maria del Mar Paramos Cebey e Zeneida Cereja da Silva. Brasília: Edebê Brasil. 2017.

1ª PARTE ( dez minutos) - ORLANDIR
Local: Na própria sala onde está acontecendo a reunião…..

Uma RÁPIDA INTRODUÇÃO sobre A ESPIRITUALIDADE. Uma rápida discussão e diálogo com os participantes sobre espiritualidade. O que é? Será que trata de coisas de igreja apenas? As outras religiões possuem uma espiritualidade? Pode se falar em espiritualidade na filosofia? Na ciência? Na politica? Enfim…. Deve estimular os participantes d dizerem o que entendem por espiritualidade. Finaliza esta introdução com um slide onde apresenta a espiritualidade dualista, laica, cristã e informar que, no segundo momento da oficina, iremos discutir nossa espiritualidade. A  ESPIRITUALIDADE SALESIANA.


2ª PARTE – SHIRLENI 

O/a animador/a solicita para que os participantes procurem embaixo das mesas uma surpresa. Trata se de um cartão na cor do grupo de trabalho desta segunda parte, que ficou assim distribuido.
    • Grupo Branco : Amar a Deus/ caridade pastoral.
    • Grupo Verde : Identificar se com Jesus.
    • Grupo Vermelho : Amar os Jovens.
    • Grupo Azul : Destaque se pela amabilidade.
    • Grupo Preto : Seja otimista e alegre.
    • Grupo Amarelo: Cuide do espirito de família.

O cartão colorido traz uma frase de Dom Bosco sobre um aspecto da ESPIRITUALIDADE SALESIANA. Os participantes deverão ler (leitura individual e silenciosa) a mensagem de Dom Bosco e tendo como som de fundo uma musica instrumental. 
Estas SERÃO AS FRASE QUE DEVERÃO ESTAR NOS CARTÕES e DEBAIXO DA MESA DE CADA PARTICIPANTE
    • Grupo Branco : Amar a Deus/ caridade pastoral.
Dom BOSCO DISSE: “Pensa, meu filho, que Deus te fez seu filho no santo batismo; te amou e te amo como um pai amoroso.”
    • Grupo Verde : Identificar se com Jesus.
Dom BOSCO DISSE: “ Jesus nos disse que é necessário estender nossa bondade para todos os homens, mas também sobre os nossos inimigos, porque a finalidade da religião e de sua vida é o amor.”
    • Grupo Vermelho : Amar os Jovens.
Dom BOSCO DISSE: “Eu por vocês estudo, por vocês trabalho, por vocês vivo, e por vocês estou disposto inclusive a dar a minha vida”.
    • Grupo Azul : Destaque se pela amabilidade.
Dom BOSCO DISSE:  “A caridade e a doçura deverão a minha norma de vida”.
    • Grupo Preto : Seja otimista e alegre.
Dom BOSCO DISSE: “ Em todos jovem, inclusive no mais miserável, há um ponto acessível ao bem; é dever primordial do educador buscar este ponto, para que assim possamos dizer como o profeta Davi – Sirvamos ao Senhor com alegria”. 
    • Grupo Amarelo: Cuide do espirito de família.
Dom BOSCO DISSE:  “Familiaridade com os jovens especialmente no recreio. Sem familiaridade não se demonstra afeto. Jesus se fez pequeno com os pequenos...o professor que somente é visto na sala de aula, é apenas um professor, mas se é visto no recreio com os jovens, se converte em um amigo”.

3ª PARTE -  LILIAN  e WILZIANE

Após a leitura, o participante fará   uma reflexão individual e silenciosa sobre a frase. Deixar os participantes  em silencio, refletindo sobre a frase, durante dois minutos. 
Ao final, o animador ou animadora solicita que quem desejar poderá fazer uma socialização de sua reflexão ….. sempre contextualizando com a nossa pratica de educadores e educadoras. Deixar falarem por dois minutos. E, em seguida o animador continua.

Após dois minutos de reflexão o animador da dinâmica informa.
Animador/a: Agora iremos para a sala de estudos. La vocês encontrarão mesas identificadas com as cores dos cartões que vocês estão. Procure a mesa com a cor do seu cartão.
Dirigir se á sala e esperar que todos se acomodem
Animador/a: Como vimos, a espiritualidade Salesiana é em síntese os valores evangelicos que Dom Bosco buscou para sua vida e que hoje é estendida a toda a família salesiana espelhada pelo mundo inteiro. Assim, aqui no centro desta sala temos objetos que sintetizam esta obra na cidade de Cáceres, e que nós somos convidados a materializar os valores evangelicos aqui, como professor, como técnico, como apoio, como pai, mãe, ex aluno … enfim… não basta ser professor apenas na sala de aula. Abraçar o carisma de Dom Bosco significa mergulhar na espiritualidade e nas obras salesianas.
Sobre a mesa, vocês tem um texto. Trata se de alguns critérios da espiritualidade salesiana que escolhemos para refletirmos. Alguém do grupo poderá fazer a leitura e em seguida o grupo promoverá uma discussão sobre os principais pontos do texto. Apos a discussão olhem para o centro  da sala e escolham um objeto ali exposto que, na visão do grupo pode dialogar com o aspecto da espiritualidade salesiana que acabaram de discutir. Para esta atividade 20 minutos.



Animador/a: Agora vamos socializar com os demais colegas. Irá funcionar assim, alguém (pode ser mais de um) de cada grupo venha até o centro da sala e socializa os pontos destacados pelo grupo sobre a espiritualidade salesiana. Em seguida pegue o objeto e explique por que o grupo entende que aquele objeto relaciona se com a espiritualidade salesiana e qual obra  ou ação salesiana em Cáceres, ele representa. Esta dinâmica irá repetir nos outros grupos seguintes.

ENCERRAMENTO  - Fazer um breve resumo das principais caraterísticas da Espiritualidade Salesiana, conforme o esquema abaixo:

terça-feira, 24 de setembro de 2019

EL NIÑO


Um dos fenômenos climáticos que alteram o clima mundial é o EL NIÑO. Até onde se sabe, é tido como um acontecimento natural de origem oceânica mas que, tem reflexos na atmosfera alterando o clima em várias regiões do planeta. 
O nome EL NIÑO, faz uma alusão ao "menino Jesus" pois pescadores perceberam que de tempos em tempos diminuía a pesca na costa do  Peru e do Equador a partir dos meses de dezembro.

Na época não sabiam porque isso ocorria, porém, hoje sabemos que por razões ainda não explicadas de forma convincente pela ciência, há um aumento da temperatura das águas do Oceano Pacifico, próximo á linha do equador e que neste período não acontecia a ressurgência, ou seja o resfriamento das águas superficiais do Pacifico, a água gelada é mais rica em nutrientes e atrai cardumes. Logo, se durante o El Nino as águas esquentam superficialmente logo não atrai cardumes, gerando um período de crise na economia pesqueira do Peru e do Equador. 
Este fenômeno, não tem somente consequências econômicas tem também consequências climáticas pois em período de El Nino temos uma "bagunça" no clima mundial e os efeitos mais importantes são:
No Brasil:
* Diminuição de chuvas do nordeste e na amazônia, aumentando os focos de queimadas;
*Aumento da temperatura , principalmente no inverno na região sudeste;
*Aumento de chuvas na região Sul do  país.

No mundo :
* Invernos chuvosos na Califórnia (EUA), no norte do Chile e do Equador.
* Secas extremas nas Filipinas, na Indonésia e na Tailândia.
* Inverno muito frio no Leste Europeu e no Oeste da Rússia.
* Diminuição dos furacões no Oceano Atlântico e aumento de ciclones tropicais no oceano Pacífico.

Em seguida temos o slide que usamos em sala de aula e uma atividade cartográfica.

 aula sobre EL Nino.



atividade para resolver



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O Conflito no Sudão do Sul.

CLIQUE AQUI PARA TER ACESSO A AULA SOBRE O SUDÃO DO SUL
De 1955 A 2005 o Sudão enfrentou uma guerra civil travada entre as forças do ditador Nimeiry que governava em Cartum (capital) e impôs a sharia á maioria cristã e animista do Sul gerando revolta na parte Sul do país. Além disso podemos acrescentar o descaso do governo com o sul, de maioria cristã e animista além da miséria e abandono da região.
Para por fim a esta longa guerra, um dos acordos de paz, assinado em 2005 definia que haveria um plebiscito onde a população votaria pela criação ou não de um novo pais, ao Sul do Sudão. O sim venceu por maioria esmagadora, e por isso em 2011, foi declarado a separação do Sul do Sudão, criando o SUDÃO do Sul, com a capital Juba, ás margens do grande rio Nilo.
Assim o Sudão, que ficou ao Norte é mais desértico e de maioria muçulmana enquanto o novo pais, o Sudão do Sul, passou a ter maiores jazidas de minerios e petroleo com uma população expressiva de cristãos e animistas ( religioes nativas que acreditam que entidades não humanas animais, plantas, objetos inanimados ou fenômeno, possuem uma essência espiritual, ou seja, são divindades…
Uma vez aprovado a criação do novo pais, veio o desafio como por exemplo, a moeda a ser usada, as garantias e direitos dos cidadãos do Sul. Uma constituição. A delimitação das fronteiras e as reservas de minérios e petróleo, uma vez que as Jazidas se concentram no Sudão do Sul mas o escoamento se dá por oleodutos e dutos instalados no Sudão.
Diante destes desafios, a Guerra civil encerrada em 2005 reinicia agora com um novo Estado ao Sul. Portanto podemos dizer que o conflito no Sudão do Sul tem como origem o petróleo e a demarcação das fronteiras entre o novo pais e o Sudão.
Assim, hoje o Sudão do Sul, além de enfrentar um conflito com o vizinho do Norte ainda está tendo que enfrentar uma guerra civil entre dois grupos étnicos. Os DINKA e o povo NUER. Os Dinka estão no poder desde a criação do pais …. Agora o conflito torna se POLITICO (contra o Sudão) e Etnico….
Abaixo tem o slide da aula que fizemos em sala ….



domingo, 22 de setembro de 2019

A TEORIA DO AQUECIMENTO GLOBAL

Um dos assuntos mais comentados atualmente é o aquecimento global. Este fenômeno já é tido por muitos como a principal mudança do clima mundial na nossa época. Há muitas polemicas envolvendo o assunto mas o fato é que a teoria do aquecimento global é maioria e ela consiste no seguinte.
Desde o seculo XIX, com o advento da revolução industrial tem se observado mudanças na atmosfera terrestre. Uma delas é a concentração de gás carbônico na atmosfera resultante do crescimento das industrias, das cidades e da queima de florestas e o uso intenso de combustíveis fosseis como o petróleo e o carvão.
O aumento da temperatura no planeta, provoca o derretimento de geleiras, no topo das grandes montanhas e nas regiões polares provocando aumento do nível dos oceanos, ocasionando inundações e alterações nas correntes marítimas, que por vez podem alterar a distribuição de chuvas pelo planeta.
Por fim, a continuidade de tais eventos poderão resultar nas seguintes consequências:
a) Degelo das calotas polares;
b) Elevação do nível dos oceanos;
c) Aumento de temperatura;
d) menor disponibilidade de água no planeta;
e) Aumento dos períodos de secas em regiões que já sofrem com a mesma;
f) Redução da oferta de recursos naturais e;
g) Enorme desequilíbrio ecológico.
O fato é que o evento coloca em alerta a sociedade humana e que a mesma deve, portanto ter uma postura mais critica frente a sociedade urbana, industrial e consumista. Repensar a forma de relação com a natureza e com os outros seres humanos é o caminho para se ter uma sociedade mais sustentável, ou seja, encarar o nosso planeta como a morada de todos.

MATERIAL QUE USEI PARA REFLETIR EM SALA DE AULA SOBRE O TEMA
SLIDE_AULA_TEORIA DO AQUECIMENTO GLOBAL_6º ANO


segunda-feira, 8 de julho de 2019

RESENHA O1 - Ensino-Aprendizagem e Avaliação na Educação a Distancia (EAD): Abordagem Colaborativa


Ensino-Aprendizagem e Avaliação na Educação a Distancia (EAD): Abordagem Colaborativa, publicado em 2012 no Cadernos da CNLF, Vol. XVI, n 04, paginas 1827 a 1837[1]. O objetivo principal do artigo é desenvolver reflexões no que diz respeito à EaD, especificamente no que concerne à avaliação na EaD, como é desenvolvida e quais as implicações desse novo paradigma.
De inicio as autoras situam o leitor no intervalo das décadas de 1970 a 2000 quando pesquisas passaram a determinar as especificidades da EaD e sua evolução instrumental até ás plataformas virtuais, bem como as especificidades do processo educativo na era digital. Em seguida passam a dedicar à abordagem sobre a aprendizagem, entendida aqui como o objeto da avaliação. O processo de avaliar é peça fundamental para a aquisição de aprendizagem. Ficando claro que em toda aprendizagem seja presencial ou a distancia a avaliação é parte efetiva, porem as autoras dedicam a apresentar reflexões que, caracterizariam especificidades do processo avaliativo na EaD.
A educação à distancia caracteriza se essencialmente pelo afastamento espaço-temporal dos atores, assim acaba exigindo de certa forma uma participação mais intensa do aluno, em se tratando do seu controle de aprendizagem, tendo por base um aparato tecnológico ou de material impresso e até digitalizado, a verdade é que não se pode olvidar em reconhecer que trata se de uma estratégia poderosa de democratização e acessibilidade do ensino, promovendo inclusive a emergência de novos profissionais principalmente de nível técnico. Mas, na era digital, o processo educativo tem sido marcado por inovações tecnológicas nos séculos XX e XXI exigindo novos programas educativos flexivos e adaptáveis, afeitos a interatividade, levando ao desenvolvimento de ferramentas e metodologias capazes de conduzir o estudante para a reflexão de sua aprendizagem. Uma nova maneira da interagir. Trata se de um novo olhar e fazer , já trilhado pelo processo presencial, que também necessita das atividades, do envolvimento da participação.
Toda avaliação exige do professor reflexão critica sobre a prática pedagógica, no sentido de entender os avanços dessa prática, suas potencialidades e suas fragilidades. Entende que seja observado os aspectos qualitativos do processo, logo, a aprendizagem é objeto da avaliação, por isso deve se criar e desenvolver um processo avaliativo comprometido com a aprendizagem.
Na EaD e também no presencial, quem constrói o aprendizado é o estudante, auxiliado pelo professor. É um processo e que conforme as autoras, neste processo avaliativo em Ead, a avaliação há que refletir sobre: a) orientação e o apoio  reservado às atividades desenvolvidas nos diversos ambientes virtuais. b) Aproveitamento da navegação por hipertextos. c) O apoio às múltiplas tecnologias. d) incentivo a tecnologias e ferramentas que suscitem relações sócio afetivas. e) adesão real e efetiva dos estudantes e professores. f) estimulo a aprendizagem autônoma e emancipatória. g) pontualidade, compromisso, colaboração. h) e, sempre que possível, reivindicar a presencialidade, conforme a proposta pedagógica e as condições sócio-regionais.
O processo de avaliação é complexo e envolve todas as concepções que norteiam a vida e o ser humano enquanto depositário de individualidade, sociabilidade, enfim, toda a carga cultural, social e econômica historicamente considerados. O ser humano é complexo. Esta complexidade se manifesta inclusive no processo de avaliação, e no caso em tela de avaliação da aprendizagem.
A EaD tem, pela frente uma longa jornada no sentido de refletir e colocar em pratica processos de avaliação de aprendizagem condizentes com as exigências  não só do mercado, mas da vida social e do crescimento do espírito humano. Apesar das novas ferramentas, das inovações tecnológicas o ato de avaliar é essencialmente humano. A tecnologia e as ferramentas tecnológicas podem potencializar o processo porem nada substitui a sagacidade e a capacidade humana de pensar e programar seu crescimento e sua evolução. Ter como pratica pedagógica a socialização, partilha, colaboração, respeito humano e a solidariedade parece ser a base de toda e qualquer proposta de avaliação seja no modelo presencial ou a distancia.
Assinam o artigo Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi (UNIGRAN), Maria Alice de Mello Fernandes (UNIGRAN), Rute de Souza Josgrilberg (UNIGRAN) e Terezinha Bazé de Lima (UNIGRAN), sendo portanto, uma excelente reflexão para estudantes, em especial para cursos de licenciatura, educadores, professores, coordenadores pedagógicos e Gestores Educacionais, que desejam entender ou atuar na área da educação em especial na Educação à Distancia.
Orlandir Gonçalves Cavalcante
IFMT – Formação Pedagógica Para Graduados Não Licenciados -
Disciplina – Metodologias e Estratégias de Ensino.

sábado, 22 de junho de 2019

MODELOS PEDAGÓGICOS - resenha


Toda ação humana é movida por intencionalidades. A ação pedagógica é desta feita afetada por subjetividades e objetividades que emergem no contexto social e intelectual da sociedade, logo não há ação pedagógica neutra.Para desvendarmos as concepções teóricas sobre o processo de aprendizagem dos indivíduos convém fazermos um apanhado sobre os diferentes Modelos Pedagógicos, assim definidos como um sistema de premissas teóricas que representa, explica e orienta a forma como se aborda o currículo e que se concretiza nas praticas pedagógicas e nas interações professor-aluno-objeto de conhecimento.
Neste ponto utilizou se duas figurações. O Triangulo Pedagógico de Nóvoa, que considera se que seus vértices seria o professor, o estudante e objeto do conhecimento ou saber”. Alem disso adotou se no artigo  a proposta de Behar o sistema figurativo da Arquitetura Pedagógica. Neste caso ao invés do saber como um dos vértices, encontra se o MEIO pelo qual o aprendizado ocorre.
Os principais modelos pedagógicos detectados são :
1-    CENTRADOS NO PROFESSOR – Modelos mais focado no ensino que na aprendizagem. Transmissão de informação e métodos diretivos e conteúdos pré-definidos. Ausência de colaboração na aprendizagem. Individualista.
2-    CENTRADO NO ESTUDANTE – Valoriza o estudante como protagonista de sua aprendizagem. Estimula a construção do conhecimento. Autoaprendizagem. Autoformação. Reflexão critica. Comunidade de aprendizagem.
3-    CENTRADOS NO SABER – o saber é difundido no espaço escolar de fora para dentro dissociado da realidade social.
4-    CENTRADOS NO MEIO DE COMUNICAÇÃO OU NA TÉCNICA – A aprendizagem resulta da técnica, da didática, da tecnologia. A aprendizagem ocorre quando o ambiente oferece condições motivadoras ou de reforço.
5-    CENTRADOS NO CONTEXTO SOCIAL – o conhecimento é produto da atividade estudante que se reconhece em conteúdos sociais apresentados pelo professor. Na relação dialética com o estudante o professor promove a estruturação cognitiva necessária para que o estudante assimile o conteúdo novo. Aprendizagem signiticativa.
6-    CENTRADO NA INTERAÇÃO – Todos os aspectos são fundamentais para a aprendizagem. Não há sobreposição de um sobre o outro.

PERES. Cristiane Martins. VIEIRA. Marta N. C. Marçal. Eteal. Abordagens Pedagógicas e sua relação com as teorias de aprendizagem. IN. Simposio: Topicos Fundamentais para a Formação e o Desenvolvimento Docente para Professoresdos Crusos da Área de Saúde. Ribeirao Preto. SP. 2014.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...