sexta-feira, 27 de março de 2015

ESQUEMA DE AULA - HISTORIA DE MATO GROSSO IMPERIO

IMPORTANCIA DO PERIODO IMPERIAL (1822 A 1889)

  1.  Independência – 1822
2.  Abdicação de D. Pedro I – 1831
3 . Regência – 1831-1840
 4. Leis abolicionistas (1850, 1871, 1885 e 1888)
*  Proclamação da República (1889)
*  Projetos de modernização do Brasil por parte da elite – Bacharéis, cientistas, engenheiros, médicos, sanitaristas e educadores.
*  Proliferação de escolas primárias
*  As primeiras Leis e códigos nacionais inclusive nas províncias,
*  Surgimento das Assembléias legislativas

AS ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS PROVINCIAIS

*  Criadas em 1834
*  Deputados eleitos
*  Cidadãos (podem votar e ser votados): os que possuíam alta renda
*  Funções dos deputados: propor, discutir, aprovar ou rejeitar projetos, era um contraponto de poder local
*  Assembléia Legislativa de Mato Grosso – inicia os trabalhos em 1835.

DEPOSIÇÃO DE FRANCISO DE PAULA MAGESSI

*  Mesmo antes da independência (1822) a Corte Portuguesa defendia que D. Pedro I ficasse governando o Rio de Janeiro e as Províncias continuassem sob o comando de Portugal.
*  Francisco de Paula Magessi em 03/06/1821 – faz um juramento dos princípios da constituição portuguesa (compromisso com as cortes lusitanas), isso desagradou os cuiabanos;
*  21/08/1821 – Magessi é deposto por uma Junta Governativa Provisória de Cuiabá (nove membros), que constituiu antes mesmo da independência um governo próprio. Cuiabá assistiu a independência do Brasil com um governo provisório composto por pessoas moradoras em Cuiabá.

JUNTA GOVERNATIVA DE CUIABÁ - 1821                    
Clero: Don Luís
         Pe. Agostinho Luis Goulart Pereira
         Pe. José da Silva Guimarães
Nobreza: Andre Gaudie Ley
Povo:           João Jose Guimarães e Silva
         Félix Merme
         Jerônimo Joaquim Nunes
         Luís DÁlicourt
         Antonio Navarro de Abreu
JUNTA GOVERNATIVA DE VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE – 1822

Presidente: Jose Antonio de Assunção
Vigário:       Batista
Vice Presidente:Manuel Veloso Rabelo de Vasconcelos
Secretário:  Manuel Teodoro da Silva
Deputados:  José da Silva Gama e Cunha
                   Joaquim Vieira Passos
                   Joaquim Teixeira Coelho
                   Luis Antonio Vaz Pacheco
                   João Francisco de Guimarães
                  
CUIABÁ E VILA BELA LUTA PELA HEGEMONIA

*  A Junta Governativa de Cuiabá fez surgir em Vila Bela outra Junta Governativa em 1822.
*  Vila Bela inova ao intencionar a abolição da escravatura. Lei Nova (declara o amor livre licito).
*  As proposições avançadas da junta de Vila Bela assustaram a sociedade e não conseguiu apoio de outras localidades como de Vila Maria onde seu coronel político João Pereira Leite, declara apoio á junta Cuiabana.
*  Isolamento de Vila Bela, tendo como única comunicação o Pará.
*  Mesmo após a independência (1822) as duas juntas continuaram mas em 20/04/1824 o Imperador D. Pedro I nomeia José Saturnino da Costa Pereira primeiro presidente da Província de Mato Grosso, que recebeu o cargo em Cuiabá.
*  Elizabeth Madureira alerta que “essa disputa pelo poder político entre Vila Bela e Cuiabá teve como protagonista apenas as elites”.
A RUSGA
Antecedentes nacionais:
         Reinado de D. Pedro I – 1822 a 1831. Teve que retornar a Portugal com a morte do rei D. João VI – tornou se D. Pedro IV
         O Príncipe Pedro de Alcântara – Sete anos – estabelece o período das regências (unas e trinas) – brasileiros no poder.
Regências:   período de 1831 a 1840
                   Brasileiros na administração
                   Pressões por reformas sociais, política e administrativa
                   Facções políticas
           Revoltas                   
Movimento
Ano
Província
Cabanada
1832
Pará
Rusga
1834
Mato Grosso
Farroupilha
1835
Rio Grande do Sul
Cabanagem
1835
Pará
Sabinada
1837
Bahia
Balaiada
1838
Maranhão

Partidos Políticos – Quadro da situação no império e na província de Mato Grosso
Primeiro Reinado
(1822-1831)
Período Regencial
(1831-1834)
Associações ou Sociedades na Província de Mato Grosso
Partido Português
Ou caramurus
Restauradores: Conservadores
Retorno de D. Pedro I e do Brasil á condição de Colônia
Sociedade Filantrópica
Portugueses, comerciante- Exportação e Importação. Grandes proprietários de terra e escravos.
Governo escolhido pela regência. Presidente da Província Sr. Antonio Correa da Costa.
Priorizou os estrangeiros e os grandes comerciantes. Descontentamento nas camadas médias.
Partido Brasileiro
Moderados: Liberais
Desejavam o retorno da Constituição de 1824 e assumir a administração das províncias.
Sociedade Zelosos da Independência:
Elementos da elite burocrata. Profissionais Liberais. Componentes da Guarda Nacional.

Exaltados: Liberais
Desejavam a proclamação da republica e a expulsão dos estrangeiros principalmente os portugueses





A ECLOSÃO DA RUSGA

A sociedade Zelosos da Independência que congregava os Liberais (Moderados e Exaltados) decide iniciar um movimento que partiria do Campo do Ourique, tomaria o Quartel das Guardas Municipais e derrubaria o Governo de Antonio Correa da Costa.
O Presidente Antonio Correa da Costa descobre o movimento e afasta e assume o Vice-Presidente, seu genro, André Gaudie Ley, reassume após quatro meses e depois sai em definitivo e a província fica nas mãos do Conselho de Governo. Membros da elite Cuiabana dentre eles João Poupino Caldas, da ala dos Liberais Moderados.
Esclarecendo:Liberais Exaltados desejavam a expulsão dos portugueses e dos grandes comerciantes. Favoráveis á luta armada. Liberais Moderados eram desfavoráveis á luta armada.

O Conselho de Governo, temerosos da eclosão do movimento elegem João Poupino Caldas Presidente. (Moderado. Comerciante. Líder dos Guardas Nacionais e Municipais). Tentativa e abortar o movimento armado.
João Poupino Caldas assumindo a presidência não acalma a ala radical e o movimento eclode em 30 de maio de 1834.

Trajetória do Movimento:
Revoltosos na noite de 30/05/1834 se reúnem no Campo DÓurique ( Hoje Praça Moreira Cabral – Camara Municipal de Cuiabá). Tomam a Guarda Municipal e Nacional.
Na 1ª Noite tomam a guarda e arrobam casas saqueiam e matam portugueses
Na manha seguinte Poupino Caldas juntamente com o Bispo D. Antonio dos Reis sai ás ruas implorando aos rusguentos que parem. A atitude inflamou ainda mais os revoltosos.
Governo Paralelo instala-se no quartel e Poupino no Palácio. Dupla Governança até setembro de 1834.
O governo revolucionário expede ações e continua saques e matança nas propriedades da Chapada e Rio Abaixo.
Poupino sem forças solicita á regência um substituto.

FIM DO MOVIMENTO
Setembro de 1834 o Governo Regencial envia o substituto de Poupino Caldas – Antonio Pedro de Alencastro.
Prende os considerados “cabeças” e mais de quarenta são processados, apenados com prisões simples, galés e perpetuas e poucos liberados.



Os “cabeças” da RUSGA
Pascoal Domingues de Miranda
Bel em Direito  e Juiz de Direito em Cuiabá
Brás Pereira Mendes
Professor de Filosofia e Lógica
José Jacinto de Carvalho
Promotor Publico
Bento Franco de Camargo
Vereador da Câmara de Cuiabá e Secretário da Sociedade Zelosos da Independência
Caetano Xavier da Silva Pereira
Bel em Direito. Vereador da Câmara de Cuiabá. Major da Guarda Nacional

Como ficou João Poupino Caldas?
Como membro da Sociedade Zelosos da Independência, acreditava que poderia fazer as reformas necessárias sem necessitar de luta armada.
Não reprimiu nem comunicou inicialmente á regência o que estava ocorrendo em Cuiabá.
Quando Antonio Pedro de Alencastro chega a Cuiabá e reprime os revoltosos Poupino torna se seu braço direito.
Gerou protesto dos zelosos da independência, seus antigos aliados.
No Rio de Janeiro os presos pela revolta acabaram trabalhando contra Poupino e em 01/12/1836 a Regência demite Antonio Pedro de Alencastro e Poupino isolado decide sair de Cuiabá e é assassinado com uma bala de prata.
Panfleto espalhado no dia seguinte á seu assassinato:
No dia nove de maio
Depois da Ave Maria
Matei Coronel Poupino
Fiz tudo quanto queria

CARACTERISTICAS DA RUSGA

Escravidão: Não planejavam romper
Questões raciais: a maioria dos revoltosos eram mulatos ou crioulos
Curiosidade:
Espalharam a conversa de que a Regência decretou anistia para todos que em dois meses matasse bicudos

Foi uma luta travada no interior das elites cuiabana e deve ser entendida dentro do contexto das revoltas regenciais

quinta-feira, 4 de julho de 2013

REFORMA POLITICA E A PROPOSTA DE DILMA

01.Reforma política o que é...
No Brasil, Reforma Política é o nome dado ao conjunto de propostas de emendas constitucionais e revisões da lei eleitoral com fins de tentar melhorar o sistema eleitoral nacional, proporcionando, segundo seus propositores, maior correspondência entre a vontade do eleitor ao votar e o resultado final das urnas.
02. ENTENDA A PROPOSTA APRESENTADA POR DILMA AO CONGRESSO NACIONAL
Na proposta entregue hoje aos presidentes da Câmara e do Senado, a presidente Dilma Rousseff (PT) destacou cinco pontos considerados "de fundamental importância" na reforma política: o financiamento de campanha, a definição do sistema eleitoral e a discussão sobre suplência de senadores, coligações partidárias e voto secreto no parlamento. Veja abaixo as principais discussões sobre cada um dos pontos. 
SISTEMA ELEITORAL

-Sistema majoritário
No sistema majoritário os candidatos mais votados são eleitos. É conhecido entre nós como voto distrital. Modelos em discussão:
a) Voto majoritário uninominal: nesse sistema o território é dividido em distritos e os eleitores de cada um deles elegem um representante na Câmara dos Deputados.
b) Voto majoritário plurinominal: as circunscrições são divididas em distritos que elegem, pelo voto majoritário, seus representantes. A proposta conhecida como "distritão", que prevê a transformação das Unidades da Federação em distritos e a eleição de todos os seus representantes pelo voto majoritário, encontra-se nessa categoria.
-Sistema proporcional
O voto proporcional procura incluir na representação não as maiorias locais ou regionais, mas todos os competidores, na proporção dos votos obtidos. Opções:
a) Sistema proporcional com listas fechadas e bloqueadas: nesses casos a lista é definida pelo partido, normalmente em convenção, e o eleitor pode apenas sufragá-la ou recusá-la.
b) Sistema proporcional com listas flexíveis: nessa variante, os partidos apresentam suas listas e os eleitores podem contribuir, de diversas maneiras, para a alteração dessa ordem.
c) Sistema proporcional de lista aberta: com a lista aberta, a ordem dos candidatos é definida pelo número de votos obtido por cada um deles. O Brasil adotou essa regra de forma pioneira e a emprega desde 1945.
-Sistema misto
Chamado no Brasil de sistema distrital misto, trata-se, na verdade, de um sistema em que parte dos deputados é eleita pelo voto proporcional e parte pelo voto majoritário.

FINANCIAMENTO ELEITORAL E PARTIDÁRIO
Hoje em dia, o sistema vigente é um misto de financiamento eleitoral e partidário (formado por recursos públicos e privados). O financiamento público é formado por recursos do fundo partidário repassados aos partidos e indiretamente pela compensação fiscal a que as emissoras de rádio e televisão têm direito pela cedência do horário eleitoral gratuito.
A proposta de alteração mais significativa tem sido a de tornar o financiamento das campanhas eleitorais exclusivamente público. Também há proposta no sentido de se adotar o financiamento público exclusivo para as eleições para o Executivo, mantendo-se o sistema atual nas eleições para o Legislativo.

SUPLÊNCIA DE SENADOR
Hoje cada senador é eleito com dois suplentes. O suplente substitui o titular em caso de afastamento temporário para ocupar outro cargo ou de licença superior a cento e vinte dias. E o sucede nos casos em que se afasta definitivamente.
Há propostas que estabelecem que o suplente substitui o titular, mas não o sucede, ou seja, só assumirá o cargo em caso de afastamento temporário do titular, não assumindo na ocorrência de afastamento definitivo. Nesse caso haveria novas eleições, exceto faltando menos de sessenta dias para a eleição regular, quando o suplente assumiria a cadeira até o final do mandato. Há também proposta que estabelece que o suplente de senador será o deputado federal mais votado do mesmo partido e outra proposta que preceitua que o candidato a Senador derrotado e com maior votação será o suplente.

COLIGAÇÃO NA ELEIÇÃO PROPORCIONAL
É assegurado aos partidos políticos formar coligações nas eleições proporcionais. Há propostas no sentido de vedá-las. Existe também proposta para permitir a chamada "federação de partidos", mediante a qual dois ou mais partidos poderão atuar como se fossem um só partido.

VOTO SECRETO NO PARLAMENTO
Atualmente, o voto secreto é previsto na Constituição na análise de vetos presidenciais e na cassação de parlamentares no Congresso. Na última quarta-feira, 26, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a PEC que acaba com o voto secreto em processos de cassação. A proposta será agora analisada em uma comissão especial da Câmara.

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FONTES: Acessadas por Orlandir Cavalcante em 04/07/2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 DE MAIO – ANTES DE COMEMORAR UMA ASSINATURA DEVE SE ENALTECER UMA LUTA


O que se comemora em 13 de maio é uma assinatura. Nesta data, a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, que aboliu FORMALMENTE o trabalho escravo no Brasil. Porém, esse processo começou antes da Lei, com movimentos que já vinham acontecendo.

O primeiro ocorreu em 1850, quando a Lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico negreiro no Brasil. E não foi por livre e espontânea vontade, mas sim, porque a Inglaterra estava pressionando a monarquia brasileira. Mais tarde, em 1871, foi decretada a Lei Visconde do Rio Branco, popularmente conhecida como “Lei do Ventre Livre”, através da qual todos os filhos de escravos nascidos a partir desta lei fossem considerados livres. Em 1885, surgiu a Lei dos Sexagenários (ou Lei Saraiva-Cotegipe), que libertava os escravos que completassem 65 anos.
A grande movimentação e influência pela libertação de escravos partiu da elite agrária do país: os cafeicultores paulistas (que já não dependiam dos escravos e estavam preparados para o trabalho assalariado), e políticos, como Joaquim Nabuco, que conseguiram adesão da sociedade à causa. Em 13 de maio de 1888, a lei foi votada e aprovada.  Princesa Isabel era, então, regente do trono imperial e apenas assinou a decisão da maioria parlamentar.
Ao dar valor ao documento legal morre significado da luta politica que foi travada no seio da sociedade brasileira. Homens, mulheres, negros, brancos e indigenas deram suas vidas, seu sangue para inciar o processo de libertação dos escravos em territorio nacional.
Devemos ter em mente ainda que umas das missões nossas de educadores/as deste é estimular a luta politica, cidadã e critica em nossos alunos, pois só assim serão capazes de perceber que a luta politica constrói direitos e a sua manutenção e ampliação depende de estarmos vigilantes sempre e reagir contra toda e qualquer tentativa de retrocesso.
Reflexão produzida a partir do PortalRCE Leia aqui

terça-feira, 7 de maio de 2013

25 DE MAIO: Dia da África: liberdade, respeito e reconhecimento


Além de seu significado histórico, a comemoração do Dia da África, em 25 de maio, assume ainda hoje uma função importante no cenário mundial.

O Continente Africano tem sido alvo de disputas políticas e econômicas há muito tempo. Desde o início da história moderna até o século 20, a África já serviu de suporte de mão de obra, de recursos naturais, de mercado de consumo e de território para países considerados potências econômicas de suas épocas. É claro que a questão não se encerrou no século passado. Esse histórico de exploração se desdobrou em muitos outros problemas socioculturais, como oApartheid e o preconceito contra a etnia de matriz africana em diversas nações.

A data foi criada em 25 de maio de 1963, quando alguns líderes africanos se reuniram em Addis Abeba, na Etiópia, a fim de reivindicarem a emancipação do Continente Africano, subordinado por alguns países imperialistas desde o século 19. A partir de então, criaram a Organização da Unidade Africana (OUA), hoje conhecida como União Africana (UA). Nesse momento, grande parte dos países africanos já não era mais colônia das potências europeias. A data contribuiu para acelerar a emancipação de alguns países africanos e promover o fim da segregação étnica causada pela política do apartheid. Consciente da importância desse encontro em Addis Abeba, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1972, a data 25 de maio como o Dia da África, representando um marco mundial no reconhecimento da liberdade e da luta contra a desigualdade no Continente Africano.

Muitos países da África enfrentam, ainda hoje, problemas sociais e culturais dentro de suas nações, devido aos resquícios da intervenção europeia no continente. Fora da África, o preconceito com os povos de matriz africana ainda é significativo, fruto também desse passado de exploração. Muitos ainda mantêm um imaginário sobre a África como um continente homogêneo, com uma série de problemas econômicos e sociais. O Continente Africano está para além dessa ingênua dedução. Com 54 países, a África comporta uma multiplicidade de práticas culturais e etnias, advindas, principalmente, de apropriações das culturas do árabe-berbere e do negro-africano.

Nesse sentido, o Dia da África representa, para o cenário mundial atual, mais do que o reconhecimento da emancipação africana, pois tem como objetivo promover a reflexão sobre a importância do respeito, da tolerância e a valorização dos povos e nações desse continente que sempre nos foi próximo. Contudo, durante esses vários séculos de exploração, houve também muitos momentos de luta. Seja no âmbito cotidiano ou em movimentos organizados, na África ou em outros países, o povo de matriz africana sempre se manteve ativo, reivindicando, de diferentes formas, melhores condições de vida, de trabalho, e mesmo da liberdade.

terça-feira, 16 de abril de 2013

A celebração do Dia do Índio hoje representa muito mais respeito e inclusão do que a simples identificação da cultura indígena.

O Dia do Índio foi estabelecido em 1940, após o 1º Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido em Patzcuaro, no México. O congresso aprovou algumas recomendações propostas por delegados indígenas do Panamá, do Chile, dos Estados Unidos e do México. Dentre elas, foi estabelecido o Dia do Índio, que deveria ser implantado pelos governos dos países americanos, sendo a data a mesma do dia em que os líderes indígenas se reuniram pela primeira vez em assembleia no Congresso Indigenista, em 19 de abril de 1940. Os países americanos foram convidados a participar dessa celebração. A comemoração da data deveria ser um momento dedicado ao estudo dos problemas socioculturais que envolviam esse grupo étnico.

No Brasil, o Dia do Índio foi aprovado pelo Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943, seguindo as recomendações do Congresso Indigenista Interamericano. O decreto foi assinado pelo então presidente Getúlio Vargas e pelos ministros Apolônio Sales e Oswaldo Aranha. Talvez essa tenha sido uma das primeiras tentativas institucionais de se repensar o lugar do indígena em nosso país, mas, ainda, de forma inicial e envolta em anseios nacionalistas. Desde então, comemora-se com solenidades, sobretudo no âmbito escolar, atividades e práticas de divulgação das culturas indígenas. Mas até que ponto essa preservação da memória indígena tem se desdobrado em políticas voltadas para esse grupo étnico? E hoje, qual a significação política e cultural de tal data?

A incorporação da memória e da cultura indígena foi uma prática política adotada com mais enfoque até 1988. A partir da Constituição de 1988, e mesmo nos dias atuais, a política indigenista tem adotado medidas de cunho mais pragmático, como a garantia das terras e o desenvolvimento de atividades educacionais e sociais voltadas para a etnia indígena. Em nossos dias, apesar da questão cultural e memorial ainda estar presente, a data representa mais do que uma simples rememoração, mas a efetivação parcial de uma luta que perpassa a história de muitos países da América. O indígena nunca adotou uma postura totalmente passiva perante as injustiças e estratégias de dominação de seus territórios e de seu lugar na sociedade.

Desde a década de 1990, tem crescido a presença indígena nos centros urbanos e nas regiões rurais que cercam as cidades. Mas essa situação não denota uma maior incorporação dessa etnia, requerendo, ainda, uma inclusão e um respeito maiores. A celebração do Dia do Índio hoje representa muito mais esse respeito e inclusão do que a simples identificação da cultura indígena.
Fonte : PORTALRCE  http://www.portalrce.com.br/web/ismc/detail?ebr_id=212861

quinta-feira, 14 de março de 2013

ATIVIDADE DE SALA

Esta atividade é direcionada aos alunos da segunda série do Ensino Médio - do Instituto Santa Maria em Cáceres.
1. O primeiro passo será a leitura destes textos (tempo 10 minutos)
A ECONOMIA DA CRIATIVIDADE - GRUPO 01
À MEDIDA QUE CRESCE O WIKILEAKS, TAMBÉM CRESCE A CONCORRÊNCIA - GRUPO 02
BOOM TECNOLÓGICO FINANCIA GUERRA NO CONGO  - GRUPO 03
CONTROLAR A INTERNET - GRUPO 04
Tendências do Mundo do Trabalho GRUPO 05

2. Discussão com outros componentes do Grupo sobre o texto lido. Atente para o fato de que cada um deverá dar sua opinião. Alguem fará as anotações necessárias sobre o dialogo do grupo. (tempo  10 minutos)

3. Depois de dialogar e anotar as observações sobre o texto lido. O grupo fará uma apresentação, com no maximo 5 slides. O slide deverá ter o titulo, identificação da disciplina. professor e alunos/as ( nomes completos).
Será avaliado a clareza, beleza e criatividade, alem é claro a desenvoltura do grupo na exposição do conteudo. (tempo 20minutos)

4. Cada grupo terá exatos 5miutos para fazer a apresentação.





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Territorialidade do Ciberespaço

Profª. Msc. Michéle Tancman Candido da Silva
UFF / Fundação CECIERJ

Introdução



Ao pensar, neste início de milênio, nas relações que se estabelecem entre a Geografia e o avanço das novas tecnologias informacionais, é possível fazer um estudo das novas bases das relações de socialidade na virtualidade do ciberespaço e os seus reflexos na base material da sociedade. Muitas vezes, a localização de nossos corpos não mais define o circuito de interações: a pessoa que agora passa, logo ali, adiante de nossa casa, encontra-se mais distante que o nosso amigo no Canadá.
Antes de prosseguirmos, faz-se necessário definirmos como entendemos ciberespaço. Para nós, o ciberespaço é visto como uma dimensão da sociedade em rede, onde os fluxos definem novas formas de relações sociais. Embora não esgote, nem represente todo o ciberespaço, encontramos na Internet a principal rede telemática mundial. As relações sociais no ciberespaço, apesar de virtuais, tendem a repercutir ou a se concretizar no mundo real. Marcam, portanto, um novo tipo de sociedade. O indivíduo rompe com alguns princípios tidos como regras sociais, alterando alguns valores e crenças, sem que isso seja uma determinação da sociabilidade existente no mundo.
Vários exemplos poderiam ser narrados aqui. Desde relatos de interações pessoais, de novas formas de empregabilidade e de novas formas de estudar, até atitudes antes inimagináveis, como algumas que tomam as manchetes de jornais. Recentemente, o jornal O Globo publicou uma notícia, cujo o título era: "Terror em nome da natureza - Ecologistas se unem pela Internet, usam vandalismo como estratégia e assustam os EUA". A reportagem conta a trajetória do grupo Elf - Earth Liberation Front (Frente de Libertação da Terra), cujo slogan é Vocês constróem e nós queimamos. E mostra que a única informação das autoridades dos EUA sobre o grupo é do FBI (Polícia Federal), que o classifica como a organização terrorista mais perigosa do País. Nada mais! Onde estaria a sua sede? Ninguém sabe. Quem faz parte dela? Os policiais não têm a menor ideia, não existe líder, não existe estrutura vertical. Esta notícia chama a atenção por várias razões. A primeira, por serem os EUA uma nação com um poderio tecnológico imenso, mas impotente quanto à visibilidade dos integrantes do grupo, do qual nada se conhece a não ser os seus atos; e outra, porque toda ação realizada no mundo real, grafada por pichação, feita com spray vermelho, é fruto da disseminação de ideias que se movem rapidamente pela Internet. Isso mesmo! A esquerda utilizando os meios tecnológicos oriundos do capital. Este fato elucida a importância e a força do discurso no campo das ideias, o poder de falar e de emitir valores, o poder da criatividade, ao mesmo tempo em que influencia e, dependendo de sua lógica, é capaz de criar ações. Dificilmente, se assim podemos afirmar, encontraríamos um campo tão fértil como o ciberespaço para disseminar o discurso. O discurso se transforma em poder residente nos códigos da informação. Para Castells, o poder na Era da Informação é, a um só tempo, identificável e difuso. As ideias virtualizadas e interativas provocam ações no espaço concreto. Eis um dos impactos no mundo real provocados pelo ciberespaço.
Toda essa introdução se fez necessária para que possamos trazer algumas questões que devem servir como análise geográfica. Os geógrafos, acostumados a analisar diferentes escalas e sempre acompanhando transformações, não podem deixar de criar mecanismos para compreender o ritmo das novas mudanças na sociedade, principalmente depois da Globalização, cujos reflexos sempre resultam em novas configurações espaciais.
O geógrafo, mais do que qualquer outro profissional, ao buscar analisar os reflexos que as novas tecnologias informacionais provocam na sociedade e no espaço, estará de maneira valiosa contribuindo para a compreensão desse novo momento em que caminha a sociedade. Abre-se, então, uma discussão do papel do geógrafo neste novo milênio. Antes, porém, é importante registrar a necessidade de compreendermos o ciberespaço como Espaço Geográfico, livre dos constrangimentos clássicos das categorias de estudo da Geografia. Carentes de conceitos da Geografia capazes de explicar o momento que estamos passando, buscaremos utilizar algumas metáforas, objetivando uma maior compreensão dos assuntos aqui tratados.

O Território no contexto do Ciberespaço

No ciberespaço entramos em uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais, ou vice-versa, onde existe uma constante produção, (re)produção das relações sociais do espaço. Uma realidade objetiva muitas vezes iniciada no ciberespaço, e que traz consigo um propósito de finalizar-se no mundo real, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, estabelece as trocas identitárias, mesmo não havendo contato físico.
No ciberespaço, o ambiente é marcado por uma não-espacialidade. Não se pode ensinar ao cibernauta o percurso que se faz para chegar a um lugar, de forma igual ao dos mapas, aos trajetos do mundo real, porém, de alguma forma, os grupos, as pessoas, astribos se encontram num lugar virtual. Reconhecem o território de cada grupo. Um território digital é como se fosse um corredor de movimentação de informações e imagens que demandam organizar zonas de fixação. Para a Geografia, a busca do lugar para explicar as transformações espaciais tende a perder o rumo das orientações de localização no ciberespaço. As noções básicas de localização e desenraizamento ficam confusas. O ciberespaço, mais que um lugar, ou um não-lugar, ou até mesmo um lugar virtual, afirma-se como um espaço imaterial, um meio operativo de como podemos nos mover, trabalhar, construir, criar, investir. Enfim, relações sociais!
O ciberespaço ultrapassa todos os paradigmas da representação do real. O território aqui é apropriado pela subjetividade de seus frequentadores, que simulam o que apreenderam da realidade objetiva do mundo. A ideia de trazer para a rede uma percepção de projeção de um território organizado de representação do que estabelecemos com o real nos faz pensar, então: o que seria o território da rede? Existe alguma forma de poder na delimitação de um território cibernético? Podemos frequentar todos os territórios estabelecidos na rede? Estas indagações podem e devem ser esclarecidas quando partimos do princípio de que a dimensão territorial do ciberespaço está vinculada à simbologia de globalidade dos usuários da rede. Esta ideia de globalidade é a forma como o usuário percebe o mundo e o reapresenta na telinhado computador. Ao digitar a palavra-chave de acesso que o levará ao site, por exemplo, cuja ideia de representação é a cidade de Nova York, Paris, Rio de Janeiro ou Niterói, o usuário viajante terá a sensação de estar no local, mesmo que, na compreensão mais lógica, esteja fisicamente fixo. Esta sensação permite ao usuário estabelecer conexões, mesmo próximas a sua máquina, com um mundo a ser explorado através de um simples click do mouse. É possível percorrer todos os museus de acervoon-line, conhecer outras culturas, pertencer a grupos tribais de identidade, fazer compras, ir ao shopping, estudar em universidades. Ainda que todos estes lugares visitados façam parte de uma máquina. A qualquer momento, a máquina pode ser desligada ou sair do "ar" por "intempéries cibernéticas", ou para que se possa inserir mais dados para atualização (quando uma página é alimentada pelo webmasterinterrompe a conexão). O tempo pode ser instantâneo ou não. A sensação de estar em um determinado lugar é tão presente que, ao questionarmos o ciberespaciano sobre o que ele está executando como tarefa em frente ao computador, as respostas nunca serão relacionadas a estar conectado na máquina X vendo imagens de Y. Ele sempre irá responder que está visitando a universidade, o museu, um shopping, participando de um leilão, indo ao bingo ou lendo uma revista (na concepção que conhecemos). Todas as formas percebidas estão de acordo com o modo como ele apreende o real. O usuário não percebe que o mundo online é uma materialidade de máquinas conectadas umas às outras.
Na tentativa de responder se existe alguma forma de poder na delimitação de um território cibernético, teremos que levar a nossa análise ao racismo, à violência, ao submundo. Estes criam territórios segregados, fazendo com que aqueles que não se identificam ou não participam do grupo, excluídos por inúmeras razões, tornem-se os indesejáveis, impedidos de entrar ou de permanecer sem serem convidados. Uma outra forma de segregação que pertence à arquitetura do ciberespaço é analisada por nós através do que Aurigi e Graham apresentam. Ela é formada por três grupos principais: um grupo de elite, que utiliza pesadamente as tecnologias da informação; um segundo grupo, menos influente, que não pode ser caracterizado como de fortes usuários da informação, mas como um agrupamento daqueles usados pela informação (information used) e um terceiro grupo, formado pelos off-line, os desconectados, que não participam da sociedade da informação de forma direta e autônoma. Estes são os excluídos do ciberespaço. Entendemos, assim, que o território cibernético existe, mas sua delimitação não é a de um território de acesso para todos. Os sujeitos ou objetos fazem das leis da lógica as chaves de entrada/saída (On/Off). Os territórios cibernéticos são, acima de tudo, representações de territórios individuais e/ou privados, quer a nível grupal, quer pessoal.

O Território Cibernético e os Rizomas

O Território Cibernético muito se assemelha a um rizoma. Os rizomas se ramificam e se reticulam, num intenso processo de desterritorialização e reterritorialização das relações sociais (Guattari e Deleuze). O termo rizoma é empregado, metaforicamente, por Guattari e Deleuze para explicar a dinâmica do ciberespaço. Objetivando ampliar a discussão da relação existente entre o que vem a ser um rizoma e o ciberespaço, buscamos aqui compreender melhor a origem da palavra rizoma, e de que forma ela é aplicada na botânica. No Dicionário Universal da Língua Portuguesa, o vocábulo rizoma vem do grego, rhízoma, raiz, s. m., "caule subterrâneo horizontal". No dicionário Michaelis a definição do termo se amplia: ri.zo.ma s.m. Bot. (rizo+oma), "caule subterrâneo, no todo ou em parte, de crescimento horizontal". Em ambas, é possível perceber o princípio de que o rizoma é um caule e está em constante crescimento horizontal, passando por diferentes pontos subterrâneos.  Na Botânica, o termo rizoma foi definido por Damião Filho.
Como podemos verificar, um rizoma apresenta uma complexidade que muito se assemelha ao novo paradigma tecnológico. Deleuze e Guattari, nesse sentido, foram brilhantes ao explorar o termo rizoma. Eles estabeleceram os princípios do funcionamento do rizoma. Mencioná-lo enriquecerá ainda mais a nossa compreensão.
1º e 2º - Princípios de conexão e de heterogeneidade: "Qualquer ponto do rizoma pode ser conectado com qualquer outro e deve sê-lo. Isso não sucede com a árvore nem com a raiz, que sempre se fixam a um ponto, uma ordem. Enquanto a árvore funciona por dicotomias, no rizoma, pelo contrário, cada quebra não remete necessariamente para uma quebra linguística: elos semióticos de qualquer natureza ligam-se nele com formas de codificação muito diversas, elos biológicos, políticos, econômicos etc., pondo em jogo não apenas regimes de signos muito distintos, mas também os estatutos das coisas."
3º - Princípio da multiplicidade: "Só quando o múltiplo é tratado efetivamente como substantivo, multiplicidade, ele deixa de ter relação com o Uno, como sujeito ou como objeto, como realidade natural ou espiritual, como imagem e mundo. As multiplicidades são rizomáticas e denunciam as pseudomultiplicidades arborescentes. Uma multiplicidade não tem nem sujeito nem objeto, mas unicamente determinações, tamanhos, dimensões que não podem aumentar sem que ela mude de natureza - as leis de combinação aumentam, pois, com a multiplicidade."
4º - Princípio da ruptura a-significante: "Aparece por oposição aos cortes excessivamente significantes que separam as estruturas ou as atravessam. Um rizoma pode ser rompido, interrompido em qualquer parte, mas sempre recomeça segundo esta ou aquela das suas linhas, e ainda segundo outras." É por isso que os autores afirmam que é impossível acabar com as formigas, posto que formam um rizoma animal que, mesmo destruído na sua maior parte, não cessa de se reconstituir.
5º e 6º - Princípio da cartografia e da decalcomania: "Um rizoma não responde a nenhum modelo estrutural ou generativo. É alheio a toda ideia de eixo genético, como também de estrutura profunda. Os sistemas em árvore funcionam por decalque da realidade, limitam-se a descrever algo que se dá por feito. De forma distinta, o rizoma funciona como um mapa. Se o mapa se opõe ao decalque é precisamente porque está totalmente orientado para uma experimentação que atua sobre o real. O mapa não reproduz um inconsciente fechado sobre si mesmo, o constrói. O mapa é aberto, conectável em todas as suas dimensões, desmontável, alterável, susceptível de receber, constantemente, modificações. Pode ser rompido, alterado, adaptar-se a montagens distintas, iniciado por um indivíduo, um grupo, ou uma formação social. Uma das características mais importantes do rizoma talvez seja a de ter sempre múltiplas entradas."
A relação entre o território cibernético, o rizoma e os princípios estabelecidos por Deleuze e Guattari é tão forte que seria possível utilizar a palavra ciberespaço em todos os lugares do texto onde se lê rizoma. Teríamos uma fiel compreensão do que seria o território cibernético. Todos os princípios se aplicam. De fato, no território cibernético não existe um único ponto fixo (no sentido do ponto de conexão) como porta de entrada. Nossas conexões são estabelecidas a partir de qualquer lugar do planeta. Não conhecemos e não reconhecemos por onde passamos, mas sempre chegamos. Caminhamos por este território à procura dos pontos, muitas vezes utilizando a bússola dos provedores de busca, outras por endereços eletrônicos conhecidos. A alguns podemos, inclusive, indicar a localização precisa deste território. Este território é heterogêneo, encontramos múltiplas e crescentes dimensões de relações sociais. As múltiplas dimensões se estabelecem a cada conexão onde se é capaz de mudar a natureza das relações, à medida que as conexões evoluem. As trocas simbólicas permitem diferentes possibilidades.
A ruptura a-significante no território cibernético tem um caráter não significativo, por se tratar de uma ruptura não definitiva das relações sociais. A reconexão pode ser feita a qualquer instante, desde que se tenham os pré-requisitos de acesso. Pode-se conectar, desconectar, estabelecer vínculo com parte do território cibernético, desconectar no sentido de desterritorializar este mesmo território e reconectar, comparado a uma reterritorialização. Todo este processo passa pelo consciente do ciberespaciano do poder retornar. Interessante o fato de não ser definitivo como algum fim, uma morte. Este TDR (Territorializar, Desterritorializar e Reterritorializar) traz uma associação entre o prazer de estar na rede (ON) e a morte (OFF) no ciberespaço. Os envolvimentos no mundo mediático e as próprias velocidades das relações não permitem pensar, a não ser o instante da ação. Vida e Morte no ciberespaço têm a conotação do início e do fim constituído pelo tempo necessário a reencontrar o ponto de partida. A morte no ciberespaço é uma desconexão sem que a integridade física seja afetada. Ainda assim o OFF não estaria desligado totalmente do ciberespaço porque deixou,  através de sua representação, todas as suas relações com ele salvas e perenes.
Lemos (idem) observa em seu texto:
"Muitas são as semelhanças entre as estruturas rizomáticas e o Território Cibernético. Ambos são descentralizados, conectando pontos ordinários, criando territorialização e desterritorialização sucessivas. O ciberespaço não tem um controle centralizado, multiplicando-se de forma anárquica e extensa, sem que se estabeleça uma ordem, a partir de conexões múltiplas e diferenciadas."
Segundo Levy, quando apresenta o Princípio da Mobilidade dos Centros, 
"A rede não tem centro, ou melhor, possui permanentemente diversos centros que são como pontas luminosas perpetuamente móveis, saltando de um nó a outro, trazendo ao redor de si uma ramificação infinita de pequenas raízes, de rizomas, finas linhas brancas esboçando por um instante um mapa qualquer com detalhes delicados, e depois correndo para desenhar mais à frente outras paisagens de sentido."
O ciberespaço permite agregações ordinárias, de pontos a pontos, onde entram em jogo toda a dialógica (Morin) em manter a unidade de noções antagônicas, ou seja, unir o que aparentemente deveria estar separado, o que é indissociável, com o objetivo de criar processos organizadores e, portanto, complexos entre o particular e o geral e a formação de comunidades virtuais. As conexões do ciberespaço, assim como aquelas dos rizomas, modificam as suas estruturas, caracterizando-se como sistemas complexos e auto-organizantes. Como explicam Deleuze e Guattari, a árvore impõe o verbo ser, mas o rizoma tem como tecido a conjunção e...e...e.... Esta é a forte atração do ciberespaço que leva o ciberespaciano a mergulhar nas possibilidades e potencialidades de uma sociedade frente à revolução tecnológica de modo a torná-la um simulacro da sociedade real.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...