segunda-feira, 12 de setembro de 2022

PROJETO "ORGULHO DE SER BRASILEIRO/A"

 Projeto “Orgulho de Ser Brasileiro/a”.

O objetivo principal desse questionário é que os estudantes consigam entrar em contato e estabelecer diálogo com pessoas do seu círculo social acerca do assunto tratado no Módulo 1 – A construção da Identidade brasileira.

Queremos saber os motivos pelos quais os sujeitos entrevistados se sentem orgulhosos ou não de serem brasileiros, permitindo que os mesmos se expressem e apontem os elementos que lhe convirem.

Acessem os materiais abaixo:Metodologia: Entrevista Semi Estruturada     Questionário da entrevista

Aula desenvolvida no Itinerario de Ciencias Humanas e Sociais Aplicadas - Colegio Salesiano SAnta MAria / Cáceres / MT




quinta-feira, 18 de agosto de 2022

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES PARA O MUNDO DO TRABALHO

 Vivemos atualmente em uma sociedade em constante mutação. As exigencias no mundo do trabalho estão cada vez mais dependendo da formação da personalidadde do que, exclusivamente da formação profissional técnica.

Hoje não basta a formação tradicional, exige se cada vez mais, hoje em dia da disposição do individuo e de suas relações interpessoais para conquistar espaço na vida social e no  mundo trabalho.

Mas quais são as HABILIDADES E COMPETÊNCIAS atualmente?

Quando falamos em habilidades, falamos daquilo que aprendemos a fazer. Isso está associado a verbos de ação. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indica três grupos de habilidades.

 Identificação: diz respeito à habilidade de reconhecer. Está associada aos verbos "observar", "indicar", "representar", "identificar";

 Transformação: diz respeito à capacidade de se fazer operações mentais que transformam os dados interpretados. Está associada aos verbos "ordenar", "medir", "calcular", "classificar", entre outros;

 Compreensão: envolve habilidades e o raciocínio usados para resolver problemas, formular diagnósticos, compreender diferentes situações e apresentar conclusões. Está associada aos verbos "avaliar", "analisar", "explicar", "argumentar", entre outros.

Porém, as habilidades devem vir acompanhadas das COMPETÊNCIAS -  a aptidão para se fazer alguma tarefa ou função.

A seguir apresentamos dois modelos consagrados de competências. Big Five e Cassel


COMPETÊNCIAS CONFORME A BNCC



domingo, 31 de julho de 2022

OS CLIMAS DO BRASIL

 


O território brasileiro, em virtude da sua localização e grande extensão, apresenta diferentes tipos de clima. Os principais climas do Brasil são: equatorial, tropical, semiárido, tropical de altitude, tropical atlântico e subtropical.

Equatorial: esse é o clima predominante na região Amazônica, que abrange a Região Norte e porções dos estados de Mato Grosso e Maranhão. A temperatura média anual é elevada, variando entre 25 °C e 27 °C, com chuvas durante todo o ano e alta umidade do ar.

Tropical: abrange estados das Regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Apresenta duas estações bem definidas: inverno (seco) e verão (chuvoso). A temperatura média varia entre 18 °C e 28 °C.

Semiárido: esse clima do Brasil predomina no interior nordestino. A temperatura é elevada, com média de 27 °C, e as chuvas são escassas e irregulares. Essas características, além da falta de políticas públicas (construção de reservatórios de água), dificultam o desenvolvimento das atividades agrícolas.

Tropical de altitude: típico das áreas mais elevadas dos estados do Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). A temperatura, com média anual entre 18 °C e 22 °C, é mais baixa nas áreas mais altas do relevo. Uma característica desse clima são as geadas durante o inverno.

Tropical atlântico: está presente na zona litorânea que se estende do Rio Grande do Norte, no Nordeste, ao Paraná, no Sul. A temperatura é elevada, por volta de 25 °C. As chuvas, regulares e bem distribuídas, são mais intensas no Sul e no Sudeste durante o verão e no Nordeste, durante o inverno.

Subtropical: clima predominante nas porções do território brasileiro situadas ao sul do Trópico de Capricórnio, na Zona Climática Temperada do Sul. Inclui os estados da Região Sul e parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A temperatura média é de 18 °C, considerada a mais baixa do país. As chuvas são regulares e bem distribuídas. O verão é quente e o inverno é bastante frio, sendo comum a ocorrência de neve ou geada em determinados lugares.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Escola Kids


CLIMAS DO MUNDO



 "Os climas no mundo são bastante diversificados, provenientes das variadas massas de ar, localização geográfica, entre outros. No mundo se classificam pelo menos dez climas, os principais são:

1 – Climas Quentes:


1a. Equatorial: possui temperaturas médias acima de 25°C; clima quente e úmido, com índices plu

viométricos anuais acima de 2000 mm.


1b.Tropical: temperatura variando em 20°C no inverno e 25°C no verão, com duas estações bem 

definidas, uma seca e outra chuvosa.


2 – Climas Mesotérmicos:


2a.Subtropical / Temperado: possui temperaturas médias entre 15°C e 20°C no verão, e no inverno as 

médias variam entre 0°C a 10°C, chuvas bem distribuídas.


I- Oceânico: recebe influência dos oceanos e mares, tornando os invernos menos rigorosos.


II - Continental: praticamente não recebe influência dos oceanos, possui um inverno mais rigoroso.


2b.Mediterrâneo: possui invernos chuvosos e verões quentes, com quatro estações bem definidas."


3 - Climas Secos:


3a "Desértico / árido: as temperaturas médias anuais variam entre 20°C e 30°C, os índices de 

precipitações não ultrapassam 250 mm ao ano.


3b. Semiárido / semi desértico: caracterizado por altas temperaturas podendo chegar a 32°C, os 

índices pluviométricos são inferiores a 600 mm anuais e as chuvas são irregulares.


Climas Frios:

Frio (subpolar): possui índices pluviométricos anuais variando, dependendo da região, entre 200 mm 

e 1000 mm, características de um inverno negativo e verão com temperaturas por volta de 10°C.


Frio de montanha: temperatura determinada pela altitude, quanto mais alto mais frio, mesmo em 

regiões tropicais.


Polar: caracteriza-se por longos invernos e verões secos e curtos, temperaturas anuais sempre abaixo 

de zero, e marcante presença de neve e gelo.

 


Texto de Eduardo de Freitas, disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/climas-no-

mundo.htm. Acessado em 31/07/2022 por Orlandir Cavalcante

segunda-feira, 23 de maio de 2022

SOLO : Origem. Composição. Estrutura

 


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estabeleceu o dia 5 de dezembro como o Dia Mundial do Solo. Podemos nos perguntar por que celebrar o solo? Muitas pessoas ainda não conhecem ou percebem a importância dos solos, e não sabem os riscos que correm se este recurso não for conservado. Para começar, o solo é um recurso natural não renovável. Ou seja, o solo que estamos perdendo por erosão, desertificação ou salinização não recuperamos mais, pois o processo de formação do solo é muito lento.

Normalmente nos preocupamos muito com a disponibilidade e qualidade da água, com a qualidade do ar, mas não podemos esquecer do solo! Esta fina camada que recobre a Terra é a responsável pela produção da maior parte do nosso alimento, das fibras e da bioenergia. Além disso, o solo tem funções básicas e muito importantes para nossos ecossistemas.

O solo fornece nutrientes essenciais para as nossas florestas e lavouras, filtra a água e ajuda a regular a temperatura e as emissões dos gases de efeito estufa. Os solos das florestas e das nossas pastagens e lavouras têm o potencial de contribuir para mitigar as emissões por meio do sequestro de carbono da atmosfera na forma matéria orgânica. Os solos são um grande reservatório global de carbono, armazenando mais carbono orgânico do que a vegetação. 

Mas, infelizmente, os solos nem sempre são manejados da maneira mais adequada para favorecer o clima e a qualidade da água. Muitos solos que poderiam sequestrar o carbono da atmosfera estão liberando-o, adicionando dióxido de carbono na atmosfera e intensificando as mudanças climáticas. Mas o solo contém cerca de três vezes mais carbono do que a atmosfera, o que significa que fazer mudanças estratégicas na forma como os sistemas de solo são usados pode desempenhar um papel importante no combate às mudanças climáticas. Além disso, solos bem manejados têm sua estrutura preservada, favorecendo a infiltração de água, aumentando a recarga dos lençóis freáticos e evitando o escorrimento superficial e enxurradas, levando à diminuição das enchentes e da erosão.

O solo em sua condição natural exerce muito bem estas funções. E o grande desafio está em preservar o meio ambiente (e o solo é parte dele), garantindo a produção de alimentos, fibras e bioenergia para uma população que cresce e se torna cada vez mais exigente em qualidade.

Texto da EMBRAPA ( https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/57867457/artigo-por-que-o-solo-e-tao-importante-quanto-a-agua-)

Slide da Aula_Parte_1

quinta-feira, 12 de maio de 2022

quarta-feira, 11 de maio de 2022

INDÚSTRIA - MODELOS DE PRODUÇÃO

 Nessa aula tratamos dos modelos de produção industrial, em especial o taylorismo, fordismo e toytismo. Evidenciando suas caracteristicas principais. Seus objetivos e sobretudo as criticas em torno de cada um.

Slide da Aula - Industria - Modelos de Produção



segunda-feira, 9 de maio de 2022

IDEAÇÃO


Trata se de um proposta a ser trabakhada no Itinerário de Ciências Humans e Sociais Aplicadas - ICHSA -  No Curso EMPREENDEDORISMO E O MUNDO DO TRABALHO - Nessa aula procuramos consolidar o 
 conceito de ideação. Na verdade os alunos irão trabalhar em grupos e iniciar o trabalho de desenvolvimento de uma proposta para solucionar um problema. Par que, de maneira prática, possam  compreender o conceito de ideação.

Deixemos claro nessa aula que  os/as alunos/as construirão um projeto e que, caso ele seja desenvolvido de maneira competente, quem sabe, poderá se tornar um negócio no futuro.

Os/as  alunos/as  já aprenderam que para iniciar um negócio, em primeiro lugar, é preciso ter uma boa ideia; além disso, ela devem servir para solucionar um problema ou uma dificuldade que se apresente.

ACESSE AQUI O SLIDE DA AULA DO PROF ORLANDIR

Aula IDEAÇÃO do Prof. Orlandir cavalcante

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

MEIO TÉCNICO

 O período técnico vê a emergência do espaço mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo. Quanto ao espaço, o componente material é crescentemente formado do "natural" e do "artificial". Mas o número e a qualidade de artefatos varia. As áreas, os espaços, as regiões, os países passam a se distinguir em função da extensão e da densidade da substituição, neles, dos objetos naturais e dos objetos culturais, por objetos técnicos (3).

Os objetos técnicos, maquínicos, juntam à razão natural sua própria razão, uma lógica instrumental que desafia as lógicas naturais, criando, nos lugares atingidos, mistos ou híbridos conflitivos. Os objetos técnicos e o espaço maquinizado são locus de ações "superiores", graças à sua superposição triunfante às forças naturais. Tais ações são, também, consideradas superiores pela crença de que ao homem atribuem novos poderes — o maior dos quais é a prerrogativa de enfrentar a Natureza, natural ou já socializada, vinda do período anterior, com instrumentos que já não são prolongamento do seu corpo, mas que representam prolongamentos do território, verdadeiras próteses. Utilizando novos materiais e transgredindo a distância, o homem começa a fabricar um tempo novo, no trabalho, no intercâmbio, no lar. Os tempos sociais tendem a se superpor e contrapor aos tempos naturais.

O componente internacional da divisão do trabalho tende a aumentar exponencialmente. Assim, as motivações de uso dos sistemas técnicos são crescentemente estranhas às lógicas locais e, mesmo, nacionais; e a importância da troca na sobrevivência do grupo também cresce. Como o êxito, nesse processo de comércio, depende, em grande parte, da presença de sistemas técnicos eficazes, estes acabam por ser cada vez mais presentes. A razão do comércio, e não a razão da natureza, é que preside à sua instalação. Em outras palavras, sua presença torna-se crescentemente indiferente às condições preexistentes. A poluição e outras ofensas ambientais ainda não tinham esse nome, mas já são largamente notadas — e causticadas — no século XIX, nas grandes cidades inglesas e continentais. E a própria chegada ao campo das estradas de ferro suscita protesto. A reação antimaquinista, protagonizada pelos diversos ludismos, antecipa a batalha atual dos ambientalistas. Esse era, então, o combate social contra os miasmas urbanos.

O fenômeno, porém, era limitado. Eram poucos os países e regiões em que o progresso técnico podia instalar-se. E, mesmo nestes poucos, os sistemas técnicos vigentes eram geograficamente circunscritos, de modo que tanto seus efeitos estavam longe de ser generalizados, como a visão desses efeitos era, igualmente, limitada.



terça-feira, 1 de junho de 2021

O SOL, HÁ DE BRILHAR NOVAMENTE!


 

Mesmo que tentem.

Mesmo que sufoquem as esperanças!

Ainda que o gás  esteja no rosto!

A fumaça da opressão sufocando!

O SOL há de BRILHAR NOVAMENTE. 


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE DESMONTES TEMEROSOS E INSANIDADES BOLSONARIANAS

A educação, sempre foi e continua a ser um espaço de disputas na modernidade. Depois que Marx e Engels desvendou as nuances do capitalismo e da modernidade , em especial a uta de classes a educação passou a ser alvo de disputa entre as camadas proletárias e os capitalistas. Claro que a ideia de ter uma educação que atendesse o mercado de trabalho encantou, de inicio, burgueses e proletários. As lições sobre a mais valia e a superexploração nos primeiros anos da revolução industrial colocam em xeque e a classe trabalhadora percebe a engrenagem sofisticada de moer gente das fabricas. 

A criação dos IFS ( Institutos Federais de Educação), criados durante o governo Lula pela lei 11.892/08, após uma longa experiencia de debates sobre a educação brasileira , em especial a profissionalizante, bem como as mudanças advindas com o processo de globalização se fazia necessário educar para a vida, ou como muitos dizem, educar o aluno para uma visão critica do processo social e produtivo ao mesmo tempo municiá-lo para aprender ao longo da vida. Esse aprender ao longo da vida só se consegue se desenvolvemos o processo critico e contextualizado. 

Portanto a formação técnica herdada do regime militar, de decoreba e memorização, não daria conta do novo jovem e adulto do pós década de 1990 , haja visto a rapidez com que as estruturas da realidade informacional trazia em especial no mercado de trabalho, onde tudo é fluído e muda constantemente. Os Ifs, surgem num contexto onde se preconiza a “(...)conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as práticas pedagógicas(…)” . Os conhecimentos técnicos são os vários saberes. E os tectonológicos são os instrumentos e novas plataformas. Tudo isso só é possível mediante uma abordagem critica e contextualizada da aprendizagem. Extrapolar os muros da escola, ir a campo. Participar de forma cidadã na vida politica e nas discussões emergentes no memento histórico … terão que ser praticas educativas dos Institutos Federais de Educação, pois de outra forma, serão simples transmissores de conhecimentos e não de conhecimentos e saberes. Uma nova proposta envolve novos desafios. O primeiro é estabelecer um liame com uma nova perspectiva para o mover da vida humana, isso porque após 1990 nos brinda com um cenário de crises, ao mesmo tempo em que a politica neoliberal, torna se hegemônica, primeiro nos EUA, Inglaterra e no Chile do ditador Augusto Pinochet. Temos agora um mundo marcado pelo individualismo. Competitividade. Submissão às normas dos organismos financeiros. Sucateamento da produção. Privatização de setores mais rentáveis da economia. 

No caso especifico da educação, fica visível a tentativa de estabelecer uma submissão das demandas cientificas e do conhecimento á logica da contenção de gastos. Treinamentos aligeirados, e o pior isso querido e desejado pelas organizações patronais representadas pelos sistema “S” e outros setores da sociedade brasileira em especial o setor do agronegócio. Tal pressão irá impactar na organização dos Institutos Federais de educação que, passaram por uma precarização e estagnação das carreiras e a inserção de profissionais terceirizados em alguns setores. No âmbito da sociedade continuava a dramática separação entre formação profissional e formação geral e humana do indivíduo. 
Aluno do IF participando de passeatas ? 
Absurdo! 
Essa visão tornou se mais evidente após 2010, com a alastramento das redes sociais e de grupos de extrema direita como o Escola Sem Partido. Ao mesmo tempo a luta é para garantia de ampliação do acesso, permanência e elevar a qualidade do ensino ofertado. Portando os Institutos Federais deveriam ser parte de uma politica publica que se conecta com outros setores e ministérios da estrutura estatal e de governo. No plano interno os Institutos Federais terão que lidar com estruturas e um corpo de funcionários, dentre eles professores afeitos e amantes do tradicional ensino técnico. 

Interessante que muitos desses profissionais foram ameaçados de demissão ou com a proposta de aposentadoria voluntaria após o governo FHC que proibiu, por lei a criação de novas escolas técnicas em âmbito federal, mesmo assim, defendiam o modelo anterior de escola profissionalizante. Assim o desafio agora também passou a ser urgente pois somente a incorporação dos ensinamentos gerados na relação dialética com a sociedade, a inclusão da pesquisa científica e o estabelecimento de bases humanistas na formação dos indivíduos poderiam trazer novas concepções e praticas no chão dos |Institutos Federais de Educação. 

Uma concepção organizacional e pedagógica caracterizam pela matriz marxista da indissociabilidade entre os compromissos de ordem prática e a compreensão teórica, com uma tendencia a respeitar o papel estratégico no desenvolvimento dos arranjos produtivos e culturais locais. Uma educação profissional portanto não engessada no tecnicismo e o decoreba de técnicas e procedimentos uma vez que o mundo atual é fluído. É touch screen , deixou de ser analógico. Essa fluidez exige uma dinâmica no agir e no pensar das pessoas. O que é agora não será no dia seguinte. O que está na tela agora passou e uma nova janela se abre. Portanto o “decoreba” e as técnicas apuradas não dão conta desse undo fluido e informacional. A nova proposta de educação Profissional deve ser sim, dinâmica. Plural. Inclusiva e sobretudo, estar socialmente referenciada. Estribada em metodologias que priorizam o protagonismo juvenil e as relações democráticas.

Ensino Médio Integrado: concepções e contradições - RESUMO

  

O Ensino Médio, que no Brasil é a última etapa da Educação Básica, vem a décadas sendo marcado por precarizações e insucessos. Poucos acabam concluindo os estudos,e desses poucos que concluem acabam enfrentando um ensino dual onde há uma escola de qualidade para uma minoria e uma com, ou sem nenhuma qualidade para a maioria da população, em especial os filhos das classes trabalhadoras. Além disso a dualidade se manifesta na existência de estabelecimentos públicos e privados e o eterno dilema entre formação para o trabalho e para a cidadania. Assim, indaga se. A quem interessa essas situações descritas? A proposta do Ensino Médio Integrado á Formação Profissional, introduzida após o decreto 5154/04 é apresentado como uma possibilidade de ofertar uma educação integral, contemplando a formação do ser humano como um todo, preparando o para o mundo do trabalho e a cidadania. É nesse diapasão que as videoaulas presenta o Ensino Médio Integrado, sua formulação, enquanto politica pública, as concepções e os desafios para fazer a proposta se assentar no chão das escolas e no dia a dia da comunidade escolar e de toda a sociedade, uma vez que fica evidente, conforme estudiosos da realidade brasileira que a as marcas do processo de estrutura capitalista pautado na colonização de exploração, criou uma estrutura de desigualdades. Manutenção de poder e privilegio da classe dominante. Alguns autores foram chamados nas videoaulas para que possamos entender a a sociedade brasileira e suas contradições, principalmente na educação para o trabalho e para a vivencia da cidadania. No caso, Caio Prado Jr pontua que na construção do Brasil tivemos uma colonização intelectual, onde a elite intelectual é subjugada pelo domínio do capital econômico internacional promovendo um desequilíbrio de forças entre capital e trabalho, o que na visão de outro intelectual, o Celso Furtado, o modelo de capitalismo do Brasil é modernizador e dependente,completado por Florestan Fernandes ATIVIDADE AVALIATVA 3 NEAD – Núcleo de Educação a Distância que estabelece uma critica ao á sociedade brasileira, que, se mantém conciliando frações da classe dominante, resultado numa dualidade arcaica e moderna ao mesmo tempo. Por fim Francisco de Oliveira arremata afirmando que no Brasil a nossa classe dominante se mantém graças as desigualdades educacionais, o ensino com uma estrutura dual e o saber como um privilégio e não como direito. Portanto, a construção do Decreto 5154/2004 está envolto em dois pressupostos: 1 – Compreender o Ensino Médio como educação básica, numa concepção unitária e politécnica, onde o caráter Unitária significa que deve superar a fragmentação do trabalho manual do trabalho intelectual enquanto a educação politécnica é propor se a formar o ser humano como um todo intelectual, psicológico, cientifico e cultural. 2 Perceber a educação básica de nível médio como um direito universal, e que visa formar um trabalhador e um ser humano capaz de lutar por sua emancipação. Pensar o Ensino Médio é também refletir sobre as mudanças no mundo do trabalho, em especial as mudanças após 1970 que até hoje se desenvolvem sob o mano do neoliberalismo, onde há a negação do Estado na formulação de Politicas publicas e por consequência de direitos. O individualismo e a manutenção do desemprego estrutural como sendo uma realidade, assim a formação. Qualificação e inserção no mercado de trabalho cabe ao indivíduo, que o faz por sua conta e risco. Assim o Ensino passou a a ser a chamada Pedagogia das COMPETÊNCIAS, onde a definição é dada pelos seus objetivos e validada pelas competências que produz. Minimizando os saberes disciplinares e potencializando ensino definido pela produção de competências verificáveis em situações e tarefas especificas e que visa a essa produção de bens materiais ou de serviços. Diante desse cenário aparece três desafios: 1 – desconstruir essa ideologia; 2 – mudar o interior da organização escolar; 3 – envolver a sociedade civil no projeto de mudança. Chiavatta, por sua vez nos diz que “as leis são elaboradas como novos discursos e que devem impulsionar a sociedade para determinadas direções”, assim ela analisa o Dec. 5144/04 em seu comando afirma que “ articulação entre educação profissional e tecnica de nível médio dar se á de forma integrada”. A autora esclarece que integrar é tornar a educação geral como parte inseparável da educação profissional em todos os campos onde se dá a preparação para o trabalho. Porem, isso não acontece num passe de mágica ou de forma natural. A autora propõe alguns pressupostos para que essa educação integrada ATIVIDADE AVALIATVA 3 NEAD – Núcleo de Educação a Distância ocorra: 1 – Existência de um projeto de sociedade que supere o dualismo de classe e rompa com a redução da formação á simples preparação para o trabalho; 2 – manter, na lei, a articulação entre o ensino médio de formação geral e a educação profissional; 3 – a adesão de gestores e professores responsáveis pela formação geral e pela formação específica; 4 – a articulação da instituição com os alunos e familiares; 5 – O exercício da formação integrada é uma experiencia de democracia participativa; 6 – resgate da escola como um lugar de memória e para finalizar, 7 – garantia de investimento na educação. Por fim, o desafio de colocar em pratica um ensino médio integrado com o profissionalizante perpassa a preocupação com um currículo igualmente integrado e o cerne do problema consiste em superar o conflito histórico de formar para a cidadania e formar para o trabalho produtivo. Para isso Marise Ramos apresenta alguns pressupostos que passamos a transcrever aqui: 1 – reconhecer o sujeito como ser histórico-social concreto, capaz de transformar a realidade em que vive; 2 – compreender a formação humana como síntese da formação básica e formação para o trabalho; 3 - Compreender o trabalho como um principio educativo; 4 – encampar uma epistemologia que considere a unidade de conhecimentos gerias e específicos e metodologia que permita o reconhecimento das especificidades desses saberes. 5 – Uma pedagogia que vise a construção conjunta de conhecimentos gerais e específicos; 6 – Centralidade do ensino de diferentes técnicas tendo como eixos TRABALHO – CIÊNCIA – CULTURA. Apos esse passeio pelos desafios, concepções e contradições do Ensino Médio Integrado convém finalizarmos com algumas considerações, pois mesmo sendo uma proposta inovadora e inédita está ameaçada. Primeiro pela PEC do teto dos gastos que terá uma repercussão por vinte anos. Alterações nas leis trabalhistas e previdenciária afetando em cheio o corpo docente e técnico dos Institutos Federais. A reforma do Ensino Médio que praticamente extingue o Ensino Médio integrado pois cria o itinerário formativo profissionalizante e por fim os cortes de gastos e a ausência de conselhos e espaços e fóruns de discussão de politicas publicas no MEC de Bolsonaro e de Waintraub. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

FRIGOTTO, Gaudêncio; CIAVATTA, Maria; RAMOS, Marise. Ensino Médio Integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez, 2005. 

GONZALEZ, Jefferson. Ensino Médio Integrado: concepção e contradições (videoaula)

terça-feira, 30 de junho de 2020

escola é ... ( mestre Paulo Freire)

... o lugar que se faz amigos. 
Não se trata só de prédios, salas, quadros, Programas, horários, conceitos... 
Escola é, sobretudo, gente, 
Gente que trabalha, que estuda, 
Que alegra, se conhece, se estima. 
O diretor é gente, O coordenador é gente, 
O professor é gente, 
O aluno é gente, 
Cada funcionário é gente. 
E a escola será cada vez melhor 
Na medida em que cada um se comporte 
Como colega, amigo, irmão. 
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”. 
Nada de conviver com as pessoas e depois, 
Descobrir que não tem amizade a ninguém. 
Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, É também criar laços de amizade, 
É criar ambiente de camaradagem, 
É conviver, é se “amarrar nela”! 
Ora, é lógico... Numa escola assim vai ser fácil! 
Estudar, trabalhar, crescer, Fazer amigos, educar-se, ser feliz. 
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

SOU IMIGRANTE

O poeta angolano Moisés Tiago António, ou simplesmente Moisés António, publicou no começo deste mês uma poesia sobre ser imigrante. Atualmente vivendo em Curitiba (PR), ele mantém uma página no Facebook chamada Moisés E A Poesia, onde estes e outros poemas podem ser encontrados.

O MigraMundo agradece a Moisés pela oportunidade de replicar a poesia!

Sou Imigrante

Sou Imigrante dalém
Lá do outro lado do oceano
Forçado a abandonar o país
Sim o país de origem
Que há séculos venho lutando
Querendo viver
Batendo as portas nunca descerradas
Sempre encerradas
Não tenho terra
Lá de onde eu venho
Do qual vós chamais
ou dizeis ser minha terra…
Eu era igual uma flecha
Querendo ir pra frente
Eu era cada vez mais puxada pra trás
Com mais força!
E de tanto me puxarem
Fui lançada veementemente
Para atingir o alvo
E vim aqui parar!
Sou Imigrante
Não tenho terra
Tudo é terra
Não importa se aqui ou lá!
Quem dera que não houvessem fronteiras!
Quem dera que não houvessem leis
Leis essas que nos prendem, Separam,
Hostilizam, injuriam e abalam!
Oh, se não houvessem fronteiras
Divisões geográficas
E que todos os homens fossem só homens!
Sem distinção de cores, raças, nacionalidades!
Que culpa tenho eu em ser Preto ou branco?
Cristão ou muçulmano? Hindu ou Budista?
Judeu ou Samaritano?
Se talvez as raças negra ou branca, não existissem!
Na verdade, não existem
O que apenas existe é…
Raça humana!
Sou Imigrante, emigrante, migrante
Resistente, com força pra viver, almejando viver
Sou resistível como um Leão da África
Tenho garras de um falcão do mato
Sou persistente como a onda movível
Porém, me respeitem!
Só quero viver a vida…
Porque a terra é nossa, de todos nós
Feito por Deus e entregue à todos os homens
Não importa se aqui ou lá!

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 1948

  A  Declaração Universal dos Direitos Humanos  ( DUDH ) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos  direitos hu...